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Picadinho variado (por Vicente Dattoli)
Picadinho variado (por Vicente Dattoli)

Data: 19/12/2017

Fim de ano, na hora de escrever alguma coisa, podemos pensar em fazer uma retrospectiva do que aconteceu no ano que está terminando; pensar no que desejamos para o ano que vai chegar; se for falar do Fluminense, avaliar o que foi o primeiro ano desta gestão; ou, simplesmente, voltar aos tempos de criança e escrever uma cartinha para o Papai Noel.

Como escrever quatro textos é pedir demais aos potenciais leitores, que tal juntar tudo numa coisa só?

Sim... Avaliar o ano que está terminando falando de como foi a gestão, projetando para os 365 dias que estão vindo e, claro, fazendo pedidos ao bom velhinho.

Simples assim.

O ano poderia ter começado muitíssimo bem se não tivéssemos sido prejudicados pela arbitragem.

Faturar o Campeonato Carioca, longe de nos enganar sobre o potencial do nosso time, ajudaria a encorpar um elenco de jovens.

Saber que você pode, comprovadamente, é sempre melhor do que pensar que você pode.

Só que penamos, de novo, nos bastidores. Não estou dizendo que quero ser ajudado, só não posso entrar em campo sabendo que serei prejudicado.

No Brasileiro, tivemos um início animador, apesar de os mais cascudos desde sempre estarem envolvidos com a conquista da pontuação necessária para escapar do Z-4.

Pouco para o Fluminense, não é mesmo? Sem dúvida alguma, mas em alguns momentos você olha para o lado projetando um futuro melhor.

Foi o que fizemos, baseados, principalmente, na brilhante atuação da vice-presidência financeira do nosso clube.

Um alento em termos de modernidade, gestão e perenidade para nosso clube.

Como o Fluminense é um ente vivo, sofremos junto com nosso treinador em seu drama pessoal. 

E estamos sofrendo agora, com o técnico do nosso sub-20. Só que a vida nos reserva estas desagradáveis surpresas.

O barco precisa seguir seu rumo. Encontrar seu porto.

A profissionalização do nosso clube jamais poderá excluir esse ingrediente emocional. A vida não é feita apenas de alegrias. Ou números.

Da mesma forma, ninguém é dono da verdade. Necessário se faz ouvir. Pode-se até não concordar com a integralidade do que nos é dito, mas sempre se aproveitará alguma coisa das opiniões. Mesmo das divergentes.

Pensar um 2018 diferente passa por várias mudanças de postura.

Profissionalismo é via de mão dupla. Para comandantes e comandados.

Pagar em dia é obrigação. Dedicar-se, também. Esconder-se, seja no mando ou na falsa obediência, é indecente.

E se entrarmos em qualquer competição que entremos para disputá-la. Não façamos como com a Primeira Liga, quando jogamos para o alto um título. Que seria o único do ano.

A história do Fluminense é assim: entramos para ganhar, mesmo quando temos conhecimento do quanto isso é difícil.

Se Papai Noel tiver a paciência de ler este texto, que nos ajude a cumprir tudo o que prometemos - e traga mais alguns troféus para a já abarrotada sala da Álvaro Chaves. Sempre encontraremos lugar.

Este 2017 foi duro. Esperamos um 2018 mais suave.

 

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