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Quem não se comunica
Quem não se comunica

Data: 15/12/2017

Qualquer empresa que se dedica à Comunicação  deve ter 5 preceitos básicos para o bom direcionamento do seu serviço e/ou atendimento:
 
•    Ser estrategista;
•    Ter redes de contato;
•    Medir resultados;
•    Pesquisar e escrever bem;
•    Saber lidar com crises.
 
Cabe a este Observatório do Fluminense, que discorda frontalmente  da maneira que vem trabalhando  - ao longo dos últimos 12 meses - o Departamento de Comunicação do Fluminense, revelar através de análise profunda, as suas considerações.
 
Ser estrategista
 
O que é ser estrategista?  Apenas se preocupar com a divulgação de campanhas estéreis de aproximação com os torcedores e sócios?  Claro que não!
 
O Fluminense de hoje, cuja bandeira maior seria o de uma gestão compartilhada através de transparência e democracia participativa, fala um linguajar que se distancia cada vez mais da essência do nosso torcedor.  Não tem profundidade, nem competência para interpretar a história, da mesma forma que não entende as novas gerações.  Robotizados, frios no discurso e no trato, ausentes da emoção principal do que seja trabalhar no Fluminense Football Club.
 
Que estratégia é essa que deixa o clube exposto semana sim e a outra também.  Quantas crises existiram este ano que foram desfraldadas de fora para dentro, sem que houvesse o mínimo de antevisão do Departamento de Comunicação.  Comunicar vai muito além de decidir quem dá entrevista ou se o backdrop contém todas as marcas dos patrocinadores do clube (pelo menos que se entendesse disso).
 
E qual foi a estratégia escolhida este ano? A da perfumaria, a do desfile contínuo em busca das luzes de neon.
 
Não!
 
Não pode ser assim. 
 
Estratégia de um Departamento de Comunicação do Fluminense tem que ter o selo da antevisão, da defesa e do ataque em nome da nossa paixão, sem abrir mão de conhecer a história.
 
Sem esse conceito aliada à falta de maturidade leva a este Observatório do Fluminense a afirmar que para nada existiu estratégia.  Pelo contrario, sempre lentos, sem o poder de deixar explícito a desconformidade com o que vem quase todos os dias, em forma de notícia, de fora para dentro.
 
Se aliarmos a isso que na maioria das vezes a Comunicação do Fluminense permitiu que outros órgãos pautassem o discurso, fica impossível de pensar que em algum momento sequer, a existência maior de estratégia e estrategista.
 
Ter redes de contato
 
Quer redes de contatos são essas que permitem que o clube seja atacado, de forma vil, todos os dias.  Que rede é essa que esconde os grandes feitos até o momento que vem sendo realizados de dentro da gestão.  Que redes de contato são essas se não publicam após a última reunião do Conselho Deliberativo que o Fluminense planeja arrecadar 330 Milhões de reais a partir de 2019?  Que redes de contato são essas que permitem que a pauta, nascida fora, seja a de que o clube deve 440 Milhões?
 
Medir resultados
 
Ter resultados é não se contentar em dizer que o engajamento nas redes sociais vai de vento em popa.  O grande resultado reviste-se em 2 pilares de sustentação: que a mensagem seja captada e que quem receba a mensagem se engaje.
 
A ira que hoje impera nas redes sociais (também capitaneada de forma covarde pelos que hoje se dizem oposição política do clube, que mesmo despidos de proposição, se transformaram no esquadrão da morte de turno, na produção de inverdades e ataques vis) não é contra-torpedeada, principalmente pela falta de conhecimento do DNA Tricolor.  Nítida falta de presença de pessoas certas, nos locais corretos.  Isso aqui, antes de nada, é FUTEBOL.  E nesse quesito, que corroboram todos os grandes atores políticos, estamos sendo massacrados todos os dias. E o pior, com uma passividade de rei cansado.
 
Pesquisar e escrever bem
 
Qualquer pessoa que escreve cartas nas rodoviárias das cidades do sertão do Nordeste tem o dom da escrita.  Escuta uma história e escreve uma carta de amor, de dor, de separações, de saudades, de regressos... basta seguir a linha de “Asa Branca”, canção eternizada na voz do saudoso Luiz Gonzaga.
 
Outra coisa é escrever bem sobre tudo o que tange o Fluminense.  Definir como heróico o empate contra a Chapecoense, em Edson Passos, no 1º turno do Campeonato Brasileiro deste ano, É TÃO RUIM QUANTO definir a vergonhosa atuação com direito à derrota para o Sport de Recife, na última partida disputada este ano no Maracanã, como “Luta”.
 
Este Observatório do Fluminense jamais coadunará com esse tipo de perfil.  Jornalismo deve ser feito por jornalistas.  Simples assim.
 
O Observatório do Fluminense pode se permitir (embora não os aceite) a erros.  Não somos órgão oficial do clube.  Mesmo diante desta condição, nos cobramos, não nos permitimos pisar em cascas de banana.
 
Também neste caso, o Departamento de Comunicação do Fluminense é capenga.
 
Que pesquisa é essa que permite que se publique no site oficial, uma matéria sobre os meninos de Xerém, com a exposição de uma pipa com um escudo que não é do Fluminense?  Novamente, erro detrás de erro.  Que pesquisa é essa que publica, também no site do clube, o resultado de um jogo de vôlei, disputa nas Laranjeiras, onde a nossa equipe mirim masculino se sagra campeã estadual em cima da AABB?  No rodapé da matéria lê-se: Fotos: Mailson Santana/FFC.  Seria perfeito, se não houvessem publicado sem nenhuma foto.
 
Falta rigidez.  O nome disso não é profissionalismo.  Sentimentos externos não podem influir nas melhores escolhas.
 
Saber lidar com crises
 
Poderíamos falar de n situações, mas a maior crise sem nenhuma dúvida é a atual.  Com certeza a gestão Pedro Abad está vivendo o seu pior momento.  O absurdo caso dos ingressos (medida tomada sem co-gestão, sem ser compartilhada) afundou o Fluminense nas páginas policiais.
 
Está claro que este Observatório do Fluminense não corrobora com os pensamentos do Ministério Público, nem da Polícia Civil.  Entretanto e apesar das falhas de percurso (jamais o Fluminense poderia ter cedido dessa forma à pressão dos pseudo chefes de Torcidas Organizadas), o Departamento de Comunicação do Fluminense não conseguiu nem ao menos ser muleta para o Presidente Pedro Abad, nem estrategista com relação ao caso.
 
Excederam-se nos erros. Faltou a palavra profissional que resguardasse aos envolvidos.  A imagem do clube foi feita, mais uma vez de chacota.
 
O Observatório do Fluminense demonstra a sua insatisfação com a atualidade em questão.  As más decisões estão cada vez mais visíveis, vítimas de um isolamento palpável, solidão digna das mãos dos mesmos guionistas do “Que rei sou eu?”.
 
O Observatório do Fluminense, apesar da tamanha discordância com o desempenho do Departamento de Comunicação do Fluminense, lamentando o ouvido surdo e a prepotência das suas tendências e acreditando na irremissível, providencial e necessária correção de rumo nessa área, reafirma que continua caminhando ao lado da gestão.

Basta de nonsense.
 
O Observatório do Fluminense continua observando!

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