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A vida é feita de escolhas
A vida é feita de escolhas

Data: 24/01/2018

O Fluminense volta a campo esta noite, às 21h45, em Edson Passos, contra a Portuguesa da Ilha do Governador. A princípio não deve ser um jogo complicado, por outro lado é bom ter em mente que ainda não se completaram três semanas do regresso das férias, em realidade ainda estamos em período de pré-temporada.

O futebol, pelo visto, pouco a pouco, começa a caminhar em 2018, mas sem abrir mão da necessidade de novos reforços, uma vez que o nosso elenco, além de ser curto, carece de maior técnica na zona de criação e fortaleza defensiva.

A vida é feita de escolhas. Que não fique a dúvida.

Quando em novembro de 2016 este Observatório do Fluminense escolheu acreditar na candidatura Pedro Abad, para a presidência do Fluminense, foi por vislumbrar a não existência de oportunistas, nem de inconsequentes na condução do futuro de transformação tão necessária na forma de gerir o clube.

Já naquele momento, uma vez assinado o documento político entre as partes, onde acima de tudo prevaleceria a luta pela perenidade do Fluminense, através de uma gestão compartilhada, foi escolhido o “caminhar juntos”.

Desde então, começou-se o processo de mapeamento das necessidades imediatas (vide o verdadeiro rendez-vous financeiro encontrado, fruto da recente irresponsabilidade gerencial passada depois de seis anos de convívio com o estilo Peter Siemsen de governar), além do diagnóstico desenhado pela EY, Ernst & Young, como solução de futuro. Sem esquecer da herança recebida pelo Departamento de Futebol.

O mundo gira em alta velocidade, o que parecia ser bom em seu dia, mesmo pactuado, se demonstra fraquezas de percurso, não deve ser perpetuado.

A vida é feita de escolhas. Que não fique a dúvida.

É sabido que a presidência do Conselho Deliberativo está vaga. A fórmula inicialmente usada não deu certo e isso eclodiu durante à prestação de contas de 2016 e a sua ilógica aprovação.  Foi uma escolha inconsequente com a devida falta de estofo e conteúdo para a liderança que se necessitava.

E isso foi constatado por todos os componentes do referido órgão. É necessária uma correção de rumos. Se uma das partes nada tem para oferecer, é imoral que se torne eternamente dona do baralho e queira continuar repartindo o jogo.

E a grande pergunta que faz este Observatório do Fluminense é a seguinte: Será que realmente tem gente se preocupando com o Fluminense ou podemos dizer que o feudalismo quer se perpetuar na tomada de decisões quanto ao futuro (também podemos dizer, regresso ao passado) do clube?

O Observatório do Fluminense apoia incondicionalmente o nome do Conselheiro Fernando Cesar Leite para ocupar o cargo de Presidente do Conselho Deliberativo.

E esse apoio tem os seus princípios básicos: o grande advogado criminalista Fernando Cesar Leite é um Tricolor de arquibancada, daqueles que não perde nenhum jogo, que reclama do treinador, abraça o desconhecido na hora do gol e se emociona nas tristezas e, mais ainda, nas conquistas.

Só por esse detalhe, se mostra melhor que o suposto adversário que leva consigo sinais inequívocos de ranços feudais que conduziram o Fluminense ao fundo dos infernos, por péssimas escolhas feitas a partir de 1993, o que criou a década do horror.

Este Observatório do Fluminense apoia o candidato Fernando Cesar Leite, que pertence ao “Unido & Forte”, grupo que dá a sustentação política ao Vice-Presidente Geral, Cacá Cardoso, ao Vice-Presidente de Finanças, Diogo Bueno, ao Vice-Presidente de Governança, Sandor Hagen, ao Vice-Presidente de Marketing, Idel Halfen, e ao futuro Vice-Presidente Jurídico, Miguel Pachá. A potência e o enorme conteúdo dos nomes citados, fala por si só.

Mas este Observatório do Fluminense vai além!

Do candidato Fernando Cesar Leite é sabido o compromisso com a ampla reforma estatutária que o clube necessita, principalmente por mudar o cenário dos poderes até o momento exercido. Também a manutenção da democracia garantindo o direito a voto a todo e qualquer sócio do clube, desde que cumpra as condições de antiguidade exigidas pelo estatuto.

Fernando Cesar Leite sempre caminhou ao lado do estado democrático que defende a eleição direta no clube, não se furtou a participar gratuitamente, na defesa dos interesses do Fluminense e do próprio Presidente Pedro Abad, por ocasião do incidente por causa da seção de ingressos às torcidas organizadas. Tampouco participou das picuinhas de corredor que se insurgem nas alcovas que buscam minar o modelo de gestão proposto.

O Observatório do Fluminense não se furtará na defesa do que for melhor para o Fluminense, sempre.

O Observatório do Fluminense não compactuará com seres camaleônicos, de frágil manutenção da palavra emitida, que buscam benefícios e interesses.  Sempre lutaremos em prol do clube.

A vida é feita de escolhas. Que não fique a dúvida.

O Observatório do Fluminense sugere aos conselheiros do clube que façam requerimentos para que se revisem todos os processos de obras e reformas, feitas nas Laranjeiras e Xerém desde 2012. Quem sabe assim se descobre o porquê do desmanche que está ocorrendo dentro do parque aquático, principalmente na piscina olímpica. Além é claro, de algumas coincidências de localizações e nomes.

As escolhas feitas pelo Conselho Deliberativo tanto na aprovação das contas de 2016 quanto na indicação da Vice-Presidência Social (que não está funcionando) foram equivocadas e deram no que deram.

As escolhas feitas pela presidência no modelo de Comunicação são equivocadas, no conteúdo e, principalmente, no pessoal (vide as últimas declarações de ex-funcionário que hoje pertence aos quadros da Fox), isso sem contar nos erros diários que atingiram o altar da imortalidade com a presença de fotografia do ex-atleta da casa, Gustavo Scarpa, no site oficial e, para piorar, com uma camisa já com a marca do novo patrocinador.

O Fluminense precisa continuar executando, de cara lavada, o seu processo de mudança. E não será com a presença de um presidente com viés retrógrado que o clube avançará, pelo contrário.

A torcida e os sócios têm que entender: não é um problema entre o “Unido & Forte” e o “Grupo Político dos Esportes Olímpicos”, é o futuro do Fluminense.

Enquanto isso o Observatório do Fluminense observa sabendo que “A vida é feita de escolhas. Que não fique a dúvida!”.

 

 

 

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Luiz Henrique - 25/01/2018 às 18h15
O caos atual no futebol do Fluminense me faz lembrar o tempo imediatamente anterior à chegada da UNIMED. E o pior é que a administração atual está falhando em manter a marca, deixando o futebol do Fluminense se tornar medíocre dependendo do esforço e da boa vontade dos jogadores com salários atrasados... e pelo visto nada será feito e nada irá melhorar. Precisamos de uma administração nova com a capacidade profissional de crescimento que o Fluminense merece!!!!!
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