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Nomes e caras
Nomes e caras

Data: 08/01/2018

Tem sido um 2018 cheio de nuances, por vezes parece que o tempo voou no calendário, que estamos chegando no meio do ano.

Cabe ressaltar: hoje é 8 de janeiro, ainda!

O Fluminense tem sido vítima de erros, sejam próprios, sejam determinados por outros. A questão aqui não é defender a gestão, mais sim sugerir um julgamento mais honesto por parte da nossa torcida.

O nosso clube hoje é refém da soberba que existiu entre 2011 e 2016, quando ficou como uma casinha ou um forte apache de madeira, com cowboys e navajos que “digladiavam” entre si: o Fluminense foi utilizado e tratado como um brinquedo de criança mimada.

Cultuou-se a distância para com o torcedor, bajulou-se a incompetência, envaideceu-se o espelho. Primeiro Peter Siemsen, depois Mario Bittencourt, para mais tarde ambos. Entre os poderes de uma procuração caminhou a partida que disputaram vestindo a camisa do novo time e clube.

Hoje o Fluminense bate cabeça por não saber falar a língua da sua torcida e por ter deixado que lhe marcassem a pauta diversas vezes. O que resultou em que o extraoficial transpirou o que quis, sem nenhum empecilho, transformando a baderna em linguagem de definição.

Depois da novela Wendel, com quase 180 dias de capítulos semanais, indisciplinas, inúmeros atrasos e conduta não condizente, que acaba de se resolver com a venda do passe do atleta para o Sporting de Lisboa, nos deparamos com o caso Gustavo Scarpa.

Tendo que se equilibrar no fio da navalha financeira, cobertor super curto que tapa a cabeça mais mostra o joelho, o Fluminense teve que jogar no limite do seu fôlego financeiro. No jargão popular “muitas vezes vendendo o almoço para pelo menos sonhar com o jantar”. E assim foi.

Para muitos, acostumados a jogadores sem qualquer identidade que não seja com o próprio espelho, a gratidão não tem razão para existir. Para os poucos cuja maturidade nos encaminha para o bom senso, a gratidão tem que ser de mão dupla. O que não está ocorrendo com o jogador.

Mal assessorado? Sim!

Ainda há tempo para conversar? Sim, desde que exista, por ambas as partes, inteligência para o diálogo. Quer sair? Pois bem, que se faça pela porta da frente. A nossa camisa merece. Mas antes, que o clube mantenha o seu poder de negociação sobre a documentação do atleta.

Ao mesmo tempo o clube deve rever os seus conceitos sobre o que realmente quer para com a sua defesa Institucional. O atual formato se mostra incapaz para peitar o externo. E sem coesão com a história, caminhar em outro sentido significa o mesmo que a pescadinha que morde o rabo.

Este Observatório do Fluminense parabeniza a atuação do Vice-Presidente Jurídico, Miguel Pachá, que recentemente assumiu o Departamento Jurídico e cuja entrevista, dada ontem, deixou claro, de forma educada, límpida e coerente, que o Fluminense lutará pelo que lhe corresponde por direito.

Este Observatório do Fluminense se mostra preocupado com a falta de notícias sobre novas contratações para o nosso elenco. Precisamos de reforços!

Na Florida Cup, mesmo em início de pré-temporada, teremos as primeiras impressões do que a atualidade nos oferece e o que podemos almejar.

O torcedor do Fluminense deve saber realmente de tudo o que se passa. A transparência é fundamental para que a nossa torcida saiba realmente os nomes e as caras dos responsáveis pelo escárnio que foi feito com as finanças do clube até 2016.

Mas os milhões de torcedores do Tricolor das Laranjeiras querem muito mais do que desculpas. Desejam pelo menos um time que dignifique as nossas cores.

O Observatório do Fluminense observa.

 

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Wellington Araujo Silva - 08/01/2018 às 18h53
Parabéns pelas palavras, é assim que tem que ser, "TRANSPARENCIA" acima de tudo.
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