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Nenhum passo atrás!
Nenhum passo atrás!

Data: 02/03/2018

Na derrota do Fluminense na noite de ontem no Engenhão, para o Avaí, equipe da Série B, a leitura não pode ficar somente submersa aos 90 minutos de jogo.

Apesar da vantagem obtida no início do jogo, o nosso time acabou caindo nas garras do posicionamento tático da equipe catarinense, que nunca permitiu, nem deu metros para que o Fluminense pensasse.

Dizer que somente o treinador Abel Braga é o culpado é terceirizar culpas. De fato ele errou, se retirou o Sornoza por opção tática, deveria ter pensado em quem realmente tinha no banco para fazer a mesma função. Concretamente, enquanto ficarmos somente navegando com o atual elenco, sem mais reforços, a realidade é clara: o plantel, como um todo, é fraco.

O Editorial do Observatório do Fluminense, publicado horas antes do jogo, dizia que: “Por outro lado, por melhores que estejam sendo os últimos resultados, para este Observatório do Fluminense ainda é imprescindível a contratação de no mínimo outros três reforços de peso: um zagueiro, um meia de criação e um camisa 9 com mais rodagem”.  Portanto urge que o Departamento de Futebol se mexa.

Também titulava o mesmo texto que “É hoje o dia para recomeçar!”, principalmente no que condizia com a relação clube e a nossa torcida.

Se não bastasse o resultado de campo, o que se viu no lado de fora do Engenhão foi uma autêntica vergonha. O maltrato dado aos nossos torcedores e aos nossos sócio foi amoral. Era previsível, para todos os que de verdade conhecem o mundo do futebol, que o horário das 19h15 é realmente complicado, com muitas das pessoas se dirigindo ao estádio diretamente dos seus trabalhos, além de ser hora de trânsito intenso, assim com superlotação na SuperVia.  E o pior, pagando R$ 180 mil pelo aluguel.

Não precisa trazer consigo quilômetros de diplomas, nem super currículos de alegoria e adereço. Basta ser racional, conhecer o produto, saber o que representa e como se move a torcida do Fluminense e ter noções básicas de logística.

E se agradeça ao membros do GEPE que tiveram que controlar os acessos por causa da inoperância das centenas de crachás que por lá rondavam, cobrando bicho ou não, sejam da Federação, sejam do Botafogo Futebol e Regatas (que é o atual dono do estádio), sejam do Fluminense.

A verdade é uma só e tem que ser transparente: o Fluminense está despreparado nesse sentido... leia-se Marketing, Eventos, Administração... a condução é falha e nela se encontram os mesmos defeitos da gestão passada nesse quesito.

Faz-se necessário que o Presidente Pedro Abad tome as devidas atitudes. Tem que limpar o quadro dos funcionários que o cercam.  

Já, por reiteradas vezes, fomos bem diretos e sinceros nas cobranças e no apoio. Mas tudo tem limite. E as últimas iniciativas do Presidente não nos dão mais esperança de que sejamos respeitados em nossos pleitos, que se resumem a cumprir o combinado por ocasião da coalizão política.

E nesse momento, a leitura política é clara: as pessoas tentam ajudar, mas o Presidente Pedro Abad faz o que quer.

Portanto, não existem espaços para golpismos, menos ainda para vitimismos de se sentir pressionado por causa das cobranças internas. O Fluminense não é um laboratório para pessoas de boa intenção. O clube pede mais do que isso.

O Observatório do Fluminense, observando, reafirma: o Fluminense necessita de gestão!

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Márcio Garcia - 02/03/2018 às 23h14
Pedimos somente uma gestão responsável...
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