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Respostas são necessárias
Respostas são necessárias

Data: 05/03/2018

No jogo de ontem, a vitória foi o único fator de importância. A péssima atuação coletiva e com o individual deixando a desejar (com exceção do jovem lateral Ayrton), pode se esconder nas péssimas condições do campo de jogo, caso nosso desejo fosse de terceirizar culpas.

Entretanto isso não esconde a fragilidade do elenco. Como vem repetindo este Observatório do Fluminense, precisamos urgentemente de três jogadores cascudos que venham para serem titulares: um zagueiro, um meia de criação e um atacante com o domínio da área e dos seus entornos periféricos.

Mas o fator extracampo tem incomodado bastante. A matéria de hoje do globoesporte.com sobre as revelações do nosso ex-jogador Marquinho é preocupante.

Ou todos os atletas que saíram combinaram em se valer da mesma estratégia para denegrir a imagem dos responsáveis pelo clube ou o Departamento de Futebol, então oficialmente dirigido pelo Presidente Pedro Abad, foi extremamente inábil no formato de como lidar profissionalmente e humanamente com aquele processo de demissões.

E aqui é importante ressaltar que o empregador tem todo o direito de optar pelo que entender que seja melhor para gerir a sua empresa. Entretanto, a forma do Fluminense comunicar a decisão aos atletas passou longe de ser a mais correta.

Da mesma forma que preocupa a tomada de decisões do nosso mandatário, uma vez mais não compartilhando as mesmas e ao mesmo tempo se mostrando cada vez mais refém do vestiário de então.

Outrossim são os cada vez maiores questionamentos feitos com relação ao STK Fluminense Samorin: é apenas uma parceria? Somos coproprietários? Qual o montante investido até o momento? Quais foram os benefícios até o momento? Quais são as perspectivas?

O silêncio jamais será a resposta... O Fluminense necessita responder aos questionamentos dos seus torcedores e sócios.

O Observatório do Fluminense quer respostas assim como grande parte da base de apoio à gestão. Não passamos cheque em branco em nada ao que se refira ao Fluminense. É necessário afugentar o excesso de vitimização que ocorre desde 2011 com relação aos erros cometidos. Isso de ser pai de somente filhos bonitos e os feios serem adjudicados a outros, é fórmula ultrapassada. Pode ter servido para que se criasse uma grande mentira chamada Peter Siemsen e Mario Bittencourt, mas não será com a nossa conivência.

Portanto, nada mais normal que desejar respostas, o que é totalmente diferente de implorá-las. Para isso o Conselho Deliberativo é soberano e acima dele somente o poder que emana dos sócios e torcedores. A noite do dia 30 de janeiro passado é a imagem perfeita disso.  Naquele momento a nossa torcida disse basta e ela tem que ser respeitada acima de tudo.

O Presidente Pedro Abad tem a obrigação de vir a público e assumir realmente quem são os seus pares e até onde vai o seu respeito ao acordo firmado no dia 15 de novembro de 2016 com o grupo “Unido e Forte”.  Se ele não quer mais essa parceria, basta ser explícito.

Da mesma forma que este Observatório do Fluminense, sempre cirúrgico, diz que o Presidente Pedro Abad está mais uma vez se isolando, sofre de extrema lentidão na tomada de decisões e caminha a passos largos para o isolamento total.

Que fique claro que o mandatário foi extremamente infeliz na escolha dos profissionais que o cercam, mas que seja sabedor desde sempre que é o Fluminense quem paga a conta, sempre.

Ter uma Comunicação que só serve para soprar as feridas abertas e que se esconde da verdade, revela que os conceitos estão errados no nascedouro. Mas como exigir gestão se faltam qualidades para isso.

O compromisso deste Observatório do Fluminense é com a perenidade do Fluminense, estar de “mentirinha” na gestão por pretensos cargos não nos afaga o ego. Nesse sentido, não fazemos uso do espelho da vaidade.

Se é para estar dentro e através de uma gestão compartilhada, só funciona se for para ter poder decisório e participar de todas as decisões.

No início do ano passado, uma vez que os trabalhos, hoje esquecidos, da Ernst & Young, EY, avançavam, o que mais se ouvia no clube pela boca do mandatário é que se estava trabalhando para que nunca mais o Fluminense ficasse refém das decisões de uma única pessoa, numa clara alusão ao antecessor, o Presidente Peter, que simplesmente detonou as finanças do clube conjuntamente com o Mario Bittencourt.

Mas as ações tomadas desde outubro do ano passado caminham em outra direção, totalmente antagônica aos preceitos ideológicos do Unido e Forte.

Respostas são necessárias sempre que acompanhadas pela transparência.

Este Observatório do Fluminense reafirma que o Fluminense não tem donos. Com essa vertente não iremos coadunar jamais. Repetimos: nos assusta o isolamento crescente do atual Presidente.

Outrossim, cabe a este Observatório do Fluminense alertar que depois de 15 meses decorridos desde que a atual gestão tomou posse, os feitos do Departamento de Marketing são básicos, pífios, mecanizados, sem criatividade, sem profundidade e que, assim como parte da gestão que se utiliza de vícios passados, continua terceirizando culpas. Teorias, teorias... somente teorias... A prática requer outro tipo de perfil.

Na quarta-feira jogaremos contra o Clube de Regatas Vasco da Gama, pela 4ª rodada da Taça Rio. Se o Fluminense jogar sabendo das limitações do seu feijão com arroz, poderá lutar pela vitória. É fundamental vencer para trazer a nossa torcida de volta.

Sabendo que “a bola não entra por acaso!”, este Observatório do Fluminense observa.

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Aloisio - 06/03/2018 às 00h13
Os valores do Samorin acredito que não estão atualizados e fica a grande duvida.- manter um elenco completo em outro País é de alto custo.
Quem são os Samorianos?
Dê onde eles vem?
Para onde eles vão?
Quem está ganhando com eles?
Hoje no Bobo Reporter
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Márcio Garcia - 05/03/2018 às 18h11
Pontual.
Pq trazer ao conselho as questões do samorim hoje? Se não trouxeram na hora de fechar o contrato? Quem ganha com esse contrato o samorim ou o Flu? Pq outros grandes cariocas disponibilizam os ingressos de sócios nos clássicos e o Flu não? Parece que apenas duas pessoas tem carta branca no Flu, Abad como presidente para fazer burrada atrás de burrada e Abel como técnico para continuar dando suas entrevistas idiotas e pagando de paizão... Qual a função do Autuori? Marcelo Teixeira vai continuar no Flu? Qual o projeto do marketing do Flu? Um ano depois minhas perguntas aumentaram...
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