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Coadjuvantes sem estrelas
Coadjuvantes sem estrelas

Data: 16/04/2018

Na análise da derrota para o Corinthians, ontem na estreia da equipe do Fluminense no Campeonato Brasileiro, mais do que a postura defensiva da primeira metade, mais do que voltar a comentar sobre tomarmos gols nos finais dos tempos de jogo, mais do que a vontade e a determinação dentro de campo, mais do que as palavras do próprio Abel Braga, existe uma constatação que merece ser pontuada.

Para isso, regressaremos a times campeões pelo Fluminense: em 1984, por ocasião da conquista do bicampeonato carioca, seria difícil imaginar que Leomir, Renê ou Vica fossem os melhores jogadores em campo pelo Tricolor. Sim, eram jogadores que nunca se escondiam na hora de colocar o macacão de trabalho. Entretanto, nunca foram cabeças pensantes naquela que foi uma das melhores escalações dos nossos quase 116 anos de história.

Se voltarmos à nossa última grande conquista, a do tetracampeonato brasileiro de 2012, era impensável dizer que o volante Edinho, jogador honesto e que deixava a pele em campo (permitindo que estrelas como Deco e Thiago Neves fizessem o nosso time funcionar), era o grande articulador das jogadas.

Por que o Observatório do Fluminense faz tais afirmações?

Pelo que se viu ontem, o nosso melhor jogador durante a partida foi o Richard, que a bem da verdade teve uma bela e corretíssima atuação.

Mas isso merece ser repensado por uma simples razão: o Richard sempre pertencerá ao rol dos atletas honestos, porém limitados, os famosos carregadores de piano. Entretanto, sempre e no máximo terá estofo para ser um coadjuvante.

Quando o Richard reflete o que de melhor temos para oferecer em campo, significa que temos um elenco desequilibrado, totalmente montado com ampla ausência de planejamento.

A atual gestão do Fluminense tem que decidir o que realmente quer para o clube: disputar títulos ou apenas se manter na Série A, como mero participante, assim como tem sido desde 2013, ano após ano.

A nossa torcida, que ontem brilhou em São Paulo, apesar do prévio descaso da diretoria do Presidente Pedro Abad, através da sua Comunicação, revela sinais de esgotamento e resignação. Isso é grave.

É hora de pensar fora da curva e de ousar. Jogadores como Kleber Gladiador, João Carlos e outros com o mesmo estilo, jamais serão artistas principais em qualquer filme que possamos produzir se almejarmos conquistas maiores.

Coadjuvantes sempre serão necessários, desde e quando tenhamos estrelas dentro de campo que possam pensar, criar e produzir. Transpiração somente não se traduz em títulos.

O Observatório do Fluminense parabeniza os aproximadamente 600 torcedores que estiveram presentes na Arena Corinthians, lamentando apenas a ausência de qualquer ação de fidelização por parte de quem dirige a Instituição.

O Observatório do Fluminense afirma que equipe que entra para disputar títulos jamais terá problemas de permanência. Por outro lado, aquele que tem medo de atravessar uma rua pode ser atropelado pela queda de algum aparelho de ar condicionado velho, em mau estado e moribundo.

O Observatório do Fluminense sabe que “a bola não entra por acaso!”

 

 

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