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O gol contra de Abel
O gol contra de Abel

Data: 12/04/2018

O Fluminense venceu a equipe boliviana do Nacional Potosí, na noite de ontem no Maracanã, em partida que marcava a nossa estreia diante de um público de menos de 7 mil pessoas. De bom o resultado, apesar de um 1º tempo pífio e sonolento. Na segunda parte, a partir das entradas de Pablo Dyego e Matheus Alessandro, o jogo mudou completamente de figura.

É um bom placar para o jogo de volta que será disputado a mais de 4 mil metros de altura, mas é necessário que o Fluminense encare essa partida como se fosse a final do campeonato.  Qualquer deslize pode ser fatal. A altitude já cruzou de forma cruel o nosso caminho. A nossa história ensina.

Da mesma forma que ensina que a torcida do Fluminense será sempre soberana nos seus desejos. O Brasil, o Estado do Rio de Janeiro e, em especial, a cidade do Rio de Janeiro, vivem debaixo da bandeira de uma insegurança jamais vista antes. São inúmeros casos de violência, a grande maioria deles com vítimas de armas de fogo.

Se juntarmos a isso o fato de que a partida de ontem foi disputada num horário altamente ingrato para os dias atuais, às 21h45, com transmissão da TV e com o Tricolor vindo de um grande insucesso com relação à disputa final do Campeonato Carioca, antecedida por uma eliminação precoce na Copa do Brasil para uma equipe de 2ª Divisão do cenário nacional e com um elenco limitado, para um jogo de estreia podemos dizer que não foram apenas 7 mil torcedores, mas sim 7 mil guerreiros nas arquibancadas daquilo que um dia foi o maior estádio do mundo.

E se o time não rendeu no 1º tempo, a nossa torcida que apoiou durante todos os 95 minutos de jogo tem todo o direito de criticar e vaiar no intervalo. Isso é normal diante do grau de inteligência e excelência que o torcedor Tricolor tem como característica nesses seus quase 116 anos de história.

E o nosso treinador Abel Braga, sempre bem citado por este Observatório do Fluminense, surge na coletiva não para explicar a razão de ter jogado uma partida a priori fácil com três zagueiros ou por que tardou quase 70 minutos em fazer a sua primeira substituição. Nosso querido Abel, ao contrário, como se ainda fosse o Abelão zagueiro (aquele que se a bola passava não passava o jogador adversário) irrompe diante da imprensa para criticar aqueles quase 7 mil heróis que estiveram presentes.

Ora Abel, um tremendo gol contra!

E o pior, novamente os dirigentes do clube se omitem, deixando que o treinador faça papel de presidente, vice-presidente de futebol e executivo, enquanto os mandatários de direito se escondem nas sombras obscuras e omissas.

Com certeza, para este Observatório do Fluminense o Abel Braga tem crédito por sua história dentro do clube, pela sua conduta e a sua vida.

Mas ontem ele não esteve bem. 

O Fluminense continua sem um Departamento de Comunicação à altura. É fato o despreparo do Presidente Abad quanto ao conhecimento sobre o assunto. Quando muito, são parcos. O conhecimento e o planejamento.

Este Observatório do Fluminense alerta: é preciso ter cuidado para não repetir os erros de 2017. Nem sempre o destino sorri a favor.

Por ora panos quentes, mas sabedores que no próximo domingo começa o Campeonato Brasileiro para o Fluminense. De saída uma visita ao Itaquerão para a estreia contra o Corinthians, o campeão paulista.

Como sempre, o Observatório do Fluminense estará na torcida. Mesmo diante das poucas esperanças, o nosso primeiro dever será sempre incentivar.

O Observatório do Fluminense avisa que “a bola não entra por acaso!” Só não podemos chutar em direção ao nosso próprio gol.

 

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Sergio - 13/04/2018 às 12h53
Discordo. Sou Tricolor e acho que parte da nossa torcida prestigia pouco o time. Se fosse assim, as torcidas rivais também teriam justificativa para apresentarem um público tão pequeno. O Fluminense merece mais. Precisamos reconhecer que o nosso apoio ajuda o esquadrão Tricolor a jogar bem. Ao Abel só temos que agradecer pelo carinho, competência e honestidade demonstramos como técnico Tricolor. Parabéns Abel, nós precisamos da sua liderança e competência.
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Vicente Portella - 13/04/2018 às 09h05
Abelão, a meu ver, está corretíssimo. A torcida precisa apoiar ao invés de vaiar. Não se pode permitir que as divergências políticas internas cheguem a torcida. Isso não ajuda nada. Quem for anti Abad, anti Abel, antti o que quer que seja, tem todo o direito de se posicionar, é democrático, mas não boicotanto o clube ou os jogadores. Isso é ruim para todos nós. Além do mais, tentar transformar uma torcida bela e estruturada como a nossa em massa de manobra é algo terrível. É até desrespeitoso.
Parabéns, Abelão.
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