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Uma torcida nota 1000
Uma torcida nota 1000

Data: 28/05/2018

Alguns podem dizer que foram os 15 mil de sempre, mas quem lá esteve presente teve uma atuação nota 1 Milhão. A nossa torcida incentivou os mais de 90 minutos de jogo empolgando até mesmo ao nosso banco de reservas, que por vezes teve como maestro o nosso guerreiro Gum.

Concordamos que o nosso treinador Abel Braga esteve muito feliz nas suas declarações no pós jogo. A vitória e a quebra da escrita contra a Chapecoense por 3 a 1, que por um breve tempo nos colocaram na liderança do campeonato (estamos na vice-liderança), nos traz a tranquilidade pelo objetivo alcançado. Por outro lado, o rendimento, mesmo vencendo, não foi dos melhores. A vitória foi do coletivo, da superação, e isso é o mais importante. Mas não devemos fechar os olhos para a queda de rendimento de alguns atletas, para os problemas físicos que deram sinais de alerta. O elenco é curto. Se por um lado sobram zagueiros e volantes, por outro há uma escassez de meias de criação (praticamente somente o Sornoza para a função) e de atacantes (o Observatório do Fluminense sempre enfatizou a falta de um 9) que pode nos tornar estéreis em um futuro próximo já que ainda não completamos 1/5 da competição.

Sim, o que vale neste momento é comemorar a boa fase e estar no G4. Mas dentro da sua linha Editorial, cabe a este portal alertar: o campeonato é longo e, como todos os torcedores, desejamos ver o Tricolor das Laranjeiras no lugar mais alto do pódio ao final da 38ª rodada.

Por outro lado, quando parecia que o sol definitivamente havia aparecido no horizonte do Departamento de Futebol do Fluminense, somos pegos pelo pedido de demissão do Diretor Executivo de Futebol, Paulo Autuori. De saída, o mais prejudicado vai ser o nosso treinador Abel Braga que até o momento, diferentemente do ano passado, estava livre de ter que se portar como Vice-Presidente de Futebol e executivo da área. Traduzindo: estava blindado.

Infelizmente a realidade mostra algumas incongruências no discurso inicial da gestão do atual presidente, o da profissionalização total do clube. Tanto o ex-CEO, Marcus Vinícius Freire, como Paulo Autuori deixam claro nas entrelinhas das suas palavras a interferência excessiva de dirigentes amadores, além da falta de palavra e cumprimento dos acordos pré-estabelecidos.

Cabe a este Observatório do Fluminense ser transparente e esperar os próximos acontecimentos, mas a verdade é clara: faltam ao Presidente Pedro Abad todas as qualidades de gestor. Por outro lado, sobram-lhe a transgressão às palavras dadas.

Na quarta-feira jogaremos contra o Grêmio. Esperamos que o acontecido não cause reflexos dentro de campo. Será um jogo dificílimo, considerando o rival, o seu momento e que jogamos fora de casa? Sim. Mas hoje a nossa torcida sabe que tem no gramado jogadores que querem ser reconhecidos como pertencentes a um Time de Guerreiros. 

A vitória sobre o atual campeão da Libertadores não é impossível, somos o Fluminense.

Hoje tem reunião do Conselho Deliberativo. Este Observatório do Fluminense espera mais transparência e menos prepotência e arrogância por parte do Presidente Pedro Abad. O fechamento do Parque Aquático é apenas mais um sinal explícito de que o clube se encontra literalmente abandonado. Que ele não se esqueça, somos Fluminense Football Club.

O Observatório do Fluminense, que reafirma a sua felicidade pelo atual momento do futebol Tricolor, continua observando.

 

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