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Por que a escolha pela não profissionalização?
Por que a escolha pela não profissionalização?

Data: 04/06/2018

Quem tem que ser questionado sobre o abandono do modelo profissional é o Abad, que não cumpriu com a palavra. 

O processo de profissionalização do Clube foi jogado no lixo.

A Vice-Presidência de Governança será extinta. Isso foi elaborado aos poucos.

Queimaram o CEO, Marcus Vinícius Freire, que ajudava muito no trabalho de implementação dos processos internos e transparência. Passaram a dizer que o Fluminense não é empresa e que precisa ser trabalhado de forma diferente.

As oligarquias existentes há décadas entre mesas de whisky, carteado e clãs familiares não querem o Fluminense modernizado, porque assim mantém os seus domínios através de currais eleitorais. Tanto é assim que jamais foram a favor de eleições diretas no clube, da mesma forma que vislumbram num futuro um retrocesso maior com a retirada do direito de voto à categoria do Sócio Futebol.

A Governança não interessa e a Reforma Estatutária não acontecerá, nos moldes desenhados, o da profissionalização completa de todas as áreas do clube. No fundo querem apenas o controle dos seus pequenos feudos e brindes. 

Infelizmente, o Presidente Pedro Abad não teve coragem de bater de frente com esse estado de coisas, indo em direção totalmente oposta ao seu discurso de campanha e, principalmente, ao acordo que assinou no dia 16 de novembro de 2016, quando se comprometeu a que sua gestão seria compartilhada, além da implementação do Plano de Gestão proposto pelo grupo que então apoiava a candidatura de Cacá Cardoso à presidência do Fluminense.

O grupo, cada vez menor, que continua dando sustentação política ao atual Conselho Diretor,  agora  quer inverter o jogo, apontando como “políticos” os que exigem a completa implementação da profissionalização do clube, que tem que ser feita para direcionar a nossa Instituição ao patamar que lhe permita competir em melhores e maiores condições, em um mercado onde as distâncias aumentam todos os dias em relação aos outros clubes, seja na captação de recursos, na expansão da marca, na administração financeira e na recuperação e crescimento patrimonial.

Nesse sentido, o Observatório do Fluminense continuará na sua luta diária para que isso não aconteça. Não seremos coniventes com o decremento do Fluminense, nem com o poder dado a pessoas de perspectivas apoucadas e apedeutas. 

Os sócios e os torcedores Tricolores não podem esmorecer, a pressão contra os oligarcas não pode parar, deve ser intensa.

Afinal, o quadro pintado com a assinatura do Presidente Pedro Abad é desassossegador, perturbante:

a) saíram 5 Vice-Presidentes, qualificados, técnicos, que lutavam por um modelo de gestão profissional;

b) saiu o CEO, escolhido pelo próprio Abad, que até então era essencia, e agora deixou de ser, tanto que não contratará outro; 

c) saiu o Diretor-Executivo de Futebol, Paulo Autuori, incomodado com a falta de palavra do Presidente.

Nenhuma palavra oficial, apenas dizem que qualquer movimento que questione a mediocridade imposta é político.

Qualquer cientista político sabe que são apenas técnicas de manipulação de massas. Básico.

Noam Chomsky, um linguista, filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano, também é uma das mais renomadas figuras no campo da filosofia analítica.  Pertence a ele o seguinte pensamento:

“Quando você não pode controlar as pessoas pela força, você tem que controlar o que as pessoas pensam, e a maneira típica de fazer isso é através da propaganda (fabricação de consentimento, criação de ilusões necessárias), marginalizando o público em geral ou reduzindo-a a alguma forma de apatia” (Chomsky, N., 1993)

Portanto, o que vem sendo feito pelo atual Conselho Diretor do Fluminense tem que ser questionado. É obrigação deste Observatório do Fluminense, através de seus questionamentos, fazê-los sair das sombras.

O que nós do Observatório do Fluminense queremos todos sabem, mas, afinal, o que querem para o Fluminense os que ficaram?

O monocrata Pedro Abad optou com quem quer estar. Vai tentar se manter vivo, apostando na bola entrando. Vai ter que vender uns três jogadores e empurrar com a barriga até a eleição de 2019. Essa é a intenção. Tudo se mantém. Os demais que permaneceram a eles abraçados, lá estão para manter seus feudos, interesses ou algum projeto pessoal.

“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos então, em razão da sugestão, ela tende, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou ter uma reação também desprovida de um senso crítico como a de uma pessoa de 12 anos de idade ou menos.”  (Chomsky, N., 1993)

Reparem que os homens fortes hoje, Fernando Simone e o Vice-Presidente Comercial Ronaldo Barcellos, são ligados diretamente ao candidato derrotado Mario Bittencourt. Já os executivos que foram herdados das gestões Peter Siemsen, fazem o que lhes mandam.

Por que o grupo, cada vez menor, que continua dando sustentação política ao atual Conselho Diretor, não acha estranho que o maior doador da campanha da candidatura derrotada seja o homem-forte de sustentação ao Abad. No mínimo, estranho!

A realidade é clara: apostaram numa gestão tipo Peter Siemsen 2.0 onde nada muda, menos ainda a política de manipulação de pensamentos. E o nosso sócio e torcedor não pode ser tratado como um reles elemento manipulado para não pensar: “quanto mais disperso o ratinho, mais fácil cai na ratoeira”.

Por enquanto, ainda bem que a bola está entrando a nosso favor. Que assim seja até a 38ª rodada. Dessa forma é fácil manter o camarote cheio. Mas se o treinador Abel Braga, que já está incomodado, chutar o balde, a coisa vai ficar feia.

Que venha o Paraná esta noite, a obtenção dos 3 pontos será fundamental para o Fluminense colocar-se na luta por objetivos maiores. Tanto o Abel quanto os jogadores merecem. Já é hora de dar verdadeiras alegrias para que essa nossa torcida, que vem sendo massacrada por insucessos desde 2013, volte definitivamente a sorrir.

Entre os objetivos do Observatório do Fluminense, jamais encontraremos a luta por uma audiência a qualquer preço, nem a opção por uma linguagem populista e sensacionalista. A nossa obrigação é para com o sócio e torcedor do Fluminense. Não precisam concordar com o que ponderamos e propomos, mas que tenham SEMPRE o direito a pensar e escolher o que verdadeiramente acreditem ser melhor para o Fluminense.

E dentro dessa linha, o Observatório do Fluminense, que reafirma o seu compromisso com a transparência e modernidade, continuará observando.

 

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