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Tudo errado!
Tudo errado!

Data: 08/06/2018

Foi uma partida indigna da tradição da camisa do Fluminense, imprópria de uma história rubricada por grandes conquistas e jornadas épicas.

Tudo errado, desde o fraquejar do Presidente Pedro Abad em permitir que a partida fosse disputada em Brasília, mesmo sabendo este Observatório do Fluminense que foi graças a mais um esqueleto deixado pela irresponsável administração do ex-mandatário Peter Siemsen. O que seria um mando de campo do Tricolor das Laranjeiras, tornou-se um jogo na casa do adversário.

Tudo errado desde a véspera, quando a falta de comando do Departamento de Futebol, onde a Vice-Presidência é figura de silenciosa e omissa participação, permitiu que o treinador Abel Braga levasse a campo uma formação covarde (3-6-1), dando ao adversário o controle incessante do jogo. Previsível. Enquanto o arquirrival brincava com a bola, os nossos jogadores participavam como abnegados do “barata voa” a que foram submetidos.

Tudo errado por permitir que se formasse um elenco sem planejamento. Por que razão se emprestam o Mascarenhas e o Leo Pelé e se renova o empréstimo do inócuo, improdutivo e inconsequente Marlon? O que existe por detrás disso? Quem determinou, quais são os motivos, quem responde por esse prejuízo? No mínimo, tanto Mascarenhas quanto Léo tem os direitos federativos pertencentes ao Fluminense.

Tudo errado por insistir em pescar no mesmo aquário: o que tem a Ponte Preta de tão especial para que o Fluminense sempre se fixe em alguns dos seus jogadores? Será que o grupo de apoio político ao Conselho Diretor tem como horizonte ser como o clube de Campinas? Ou será que somente existem apostas futebolísticas no futebol catarinense? Quem inventou o Robinho? Será que pesquisaram para saber se se tratava de um jogador com o espírito guerreiro ou servia o sonolento de turno com um custo de 2 milhões de euros por 55% do seu passe?

Tudo errado por permitir que Abel Braga extrapole a sua função: se não bastasse o Romarinho de 2017, eis que agora surge o indescritível João Carlos, personagem agenciado pelo filho do próprio treinador. Impossível de defender.

Tudo errado desde a personificação de um modelo que leva sete anos entre factoides, mentiras, fracassos, desmandos e falta de atitude.

Tudo errado por permitir que as arbitragens ignorem a nossa camisa com pesos distintos sobre a marcação das penalidades existentes.

Tudo errado pela falta de uma defesa Institucional com a autoridade de um clube que teve entre os seus quadros dirigentes como José Carlos Vilella: dois jogos seguidos sofremos a marcação de pênaltis suspeitos e um gol (contra o Paraná) onde até agora ninguém sabe se a bola entrou ou não. O Fluminense se cala, não luta pelos seus direitos, tem o selo dos covardes de plantão.

Tudo errado com a manutenção de Pedro Abad no cargo mais alto do clube: não é gestor, não tem competência, não é líder, não sabe dividir funções, é adepto de uma administração arcaica e que comete os mesmos equívocos políticos que levaram o Fluminense à ruína dos anos 1990.

Este Observatório do Fluminense exige mudanças imediatas. Insistir nos erros pode trazer consequências irreversíveis. E isso terá dois grandes responsáveis: Pedro Abad e o seu grupo de apoio político.

O momento pede atitude por parte dos Conselheiros, sócio e torcedores do Fluminense. O marasmo é o passaporte para a conivência com o fracasso.

O Observatório do Fluminense, angustiado e muito preocupado, observa e diz: chega de brincar com o sentimento da torcida do Fluminense. Basta!

 

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marcelo cavalcanti - 08/06/2018 às 22h18
Parabéns Observatório, MUITO BOM O TEXTO FORA PEDRO ABAD LADRÃO E INCOMPETENTE JÁ !!!!
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