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O desfile dos horrores (por Flu 2050)
O desfile dos horrores (por Flu 2050)

Data: 26/09/2018

Num desfile militar, um cadete vinha marchando fora do passo.  Quando o percebem e apontam, uma senhora vira-se para a plateia e diz: - Reparem, meu filho é o único que está marchando certo. 

Tal qual o Fluminense de hoje.

Segue firme no passo errado, uma claque apoia, enquanto o clube agoniza.

A entrevista de Pedro Abad na Rádio Globo nos revela um presidente completamente dissociado da realidade.  Classifica a gestão como acima do esperado, os problemas são pontuais, Marcelo Teixeira é um gênio do futebol e as crises são culpa da política.

Inebriado pelo cheiro do dinheiro que conseguiu junto ao BMG, sabe-se lá a que custo, adota tom mais arrogante, como se os problemas estivessem superados. Tipo aquele pereba que marca um gol e vai xingar a torcida. Demonstra, também, que perdeu completamente o pudor. Mente e omite, sem nenhum constrangimento, para defender seus asseclas, que vivem do Fluminense, e para minimizar os prejuízos causados por sua própria incompetência.

Independentemente da herança, muito do que vivemos decorre de suas escolhas equivocadas:
 

  • Assumiu a presidência, como cúmplice da gestão anterior e dissimulou a gravidade da situação;
  • Se omitiu na aprovação das contas do Peter e rachou o Conselho;
  • Permitiu que seu grupo político usasse as redes sociais com arrogância, confrontando críticos e semeando a divisão;
  • Recusou todos os projetos de comunicação e de relacionamento com a torcida;
  • Comprou Robinho, devendo salários;
  • Colocou o clube nas páginas policiais, com funcionários presos;
  • Perdeu Gustavo Scarpa, por falta de pagamento;
  • Demitiu atletas por WhatsApp;
  • Liberou Diego Souza por 1 milhão de reais;
  • Bancou a permanência de Marcelo Teixeira e o mantém dando as cartas nos bastidores;
  • Contratou sem critério;
  • Emprestou jogadores, pagando o salário;
  • Permitiu o uso do clube como vitrine;
  • Recusou todas as medidas de transparência e de controle e governança;
  • Demitiu os profissionais que lhe alertavam das escolhas erradas e contratou amigo para CEO, com salário alto;
  • Mentiu sobre patrocínio do projeto Samorin, e renovou, sem verba;
  • Não cortou cargos e não enfrentou os feudos;
  • Não interditou a piscina, em condições precárias, colocando em risco a saúde e o bem estar dos atletas e dos associados;
  • Usou ativos para pagamento de custeio;
  • Abriu as portas do camarote, por apoio;
  • Manteve os calotes na praça. Não pagou funcionários e fornecedores. Não pagou o Maracanã;
  • Deixou de honrar os acordos com os jogadores demitidos e aumentou o passivo;
  • Apropriou indevidamente verbas de terceiros e não recolheu os impostos;
  • Corre risco de exclusão do Profut.



Não, não são erros que simplesmente acontecem. Esses erros escondem vícios de uma estrutura comprometida com o atraso, que o presidente optou por fazer parte, quando podia ter agido de forma diferente. 

Tudo às escuras. Sob o pretexto de preservar o Clube, preservam-se os que nos prejudicam.

Esse dinheiro pode lhe dar alguns meses de refresco, mas não o absolverá.

Sua gestão é pífia. É mais do mesmo. As mesmas práticas nefastas, a mesma proteção a alguns.

Para quem se elegeu com o compromisso de mudança e de seriedade, suas mentiras e palavras de autoelogio soam como escárnio, sobretudo pela situação dramática que os funcionários atravessam.

O que está em jogo é a sobrevivência do Fluminense. Chega de omissão.

Ou acertamos o passo, ou pouco sobrará.

FLU 2050

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