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Trapalhões e trapalhadas
Trapalhões e trapalhadas

Data: 19/09/2018

A torcida do Fluminense foi “surpreendida” na tarde de ontem por mais uma notícia doidivana:

“Flu encaminha venda de promessa João Pedro para o Watford, da Premier League” (clique aqui)...

Ou seja, mais uma vez a gestão Abad mete as mãos pelos pés e causa inveja aos inesgotáveis Renato Aragão e Dedé Santana, além dos inesquecíveis Mussum e Zacarias. Porque o que está acontecendo com o nosso clube, no mínimo pode ser considerado “trapalhada”.

E quem faz “trapalhada” é “trapalhão”... E nessa figura o atual presidente Pedro Abad se encaixa à perfeição.

Despreparado, tanto ele como a gestão, só consegue viabilizar uma forma de captar dinheiro para os combalidos cofres do clube: vender a preço de banana, de ocasião, os direitos federativos dos jovens valores crias de Xerém, sem ao menos esperar que maturem o tempo suficiente, conquistem ESPAÇOS de verdade e tenha o preço de mercado 4 ou 5 vezes maior.

Apenas uma questão de planejamento. E trabalho. E inteligência!

Mas o que está claro é que o Abad e os seus companheiros de caminhada não sabem planejar justamente porque são de uma inteligência plana.

Ontem, um Vice Presidente do Conselho Diretor dizia a seguinte barbaridade nos corredores do clube:  “Ninguém sabe melhor do que a gente (Abad / Flusócio) tocar o Departamento de Futebol e resolver as suas crises”.

Trata-se de mais um trapalhão entre uns tantos outros que vivem num universo paralelo.

Voltando ao caso da matéria  “Flu encaminha venda de promessa João Pedro para o Watford, da Premier League”... Tudo indica que seja outra trapalhada, com as senhas de identidade dos mesmos de sempre.

Pergunta este Observatório do Fluminense:

Por que novamente o Watford, que é um clube pequeno da Inglaterra?

Será que é porque o mesmo pertence a mesma família que tem o controle acionário da Udinese italiana?

Será que o Fluminense só sabe fazer negócio em ambientes que tenham a presença / vizinhança do empresário Giuliano Bertolucci?

Ou será que o Fluminense ainda deve dinheiro ao empresário Giuliano Bertolucci como dizia a matéria publicada no site UOL em 15/06/2017, que comentava: “o Fluminense deve R$ 6 milhões a Bertolucci pelas transferências de Kenedy (Chelsea) e Gerson (Roma). Em relação a Renato Velasco, representante de Richarlison, o clube carioca deve aproximadamente R$ 1 milhão de comissão, ainda da transferência do América-MG para as Laranjeiras” (clique aqui)?

Sem ir mais longe, o empresário Giuliano Bertolucci foi responsável também por intermediar a saída do jogador do Fluminense, por 12,5 milhões de euros, em junho do ano passado.

Por outro lado, Gimpaolo Pozzo, proprietário da Udinese, é pai de Gino Pozzo, dono do Watford. Depois de alguma resistência da família, o Flu conseguiu convencê-la a abater o que deve ao time italiano do que tem a receber do inglês. Marquinho, em negócio feito na gestão Peter Siemsen, custou 1 milhão de euros (R$ 4,6 milhões, na cotação atual) - a última atualização dos juros apontou débito de 1,3 milhão (R$ 6 milhões, na cotação atual), segundo matéria publicada pelo Globo.com (clique aqui).

Um verdadeiro circo dos horrores esse que foi montado pelo Abad e pela Flusócio. Trapalhadas contínuas. Mentiras.

Tudo junto e misturado. Pelo clube, os trapalhões. E com eles as suas trapalhadas.

O Conselho Deliberativo não pode, nem deve ficar calado, submisso ao silêncio que é imposto pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA da gestão.

E quando se fala em FALTA DE TRANSPARÊNCIA é preciso manifestar a indignação deste Observatório do Fluminense para com o Presidente do Conselho Fiscal, que tem sido desrespeitoso com os Conselheiros do clube, assim como com todo o quadro de sócios.  Infelizmente permitiu que a sua condição de amigo pessoal do Abad fosse superior e interferisse na sua posição enquanto Presidente do Conselho Fiscal. O ano de 2018 avançou e de forma inédita, quase em outubro, as contas de 2017 não foram votadas.

Mentiras, manipulações, fantoches, indignação e a culpa de tudo (como fizeram com o Horcades em 2011) recaíra sobre o antecessor Peter Siemsen.

Mas será que alguém já se esqueceu que o Pedro Abad era o Presidente do Conselho Fiscal no 2º mandato do ex-Presidente Peter Siemsen?

Este Observatório do Fluminense pergunta ao Vic-Presidente Comercial / Marketing, Ronaldo Barcelos:  já que o Fluminense fretou um avião para Quito (jogo pela Sul-Americana, amanhã, 19h30, contra o Deportivo Cuenca) e pelo visto sobraram lugares, por que razão o Marketing do clube não promoveu uma ação para com os sócios do clube (um sorteio) ou até mesmo, por que não colocaram PUBLICAMENTE à venda?

Ou será que para a direção existem Tricolores diferenciados porque trabalham no clube e tem o sangue da Flusócio no coração?

E o tal fundo que foi noticiado na semana passada, será que o banco brasileiro que estava por detrás, também detém os direitos de um clube português? Que tipo de contrapartida seria dada como garantia de recebimento? Apenas a receita futura que virá da Globo ou haverá também uma hipoteca da nossa base?

Trapalhadas e trapalhões essa é a atual fotografia.

Este Observatório do Fluminense, que é contra que acabem com as Laranjeiras, como é desejo de alguns membros do Conselho Diretor e da Flusócio, espera não ter que deixar de pensar que são “apenas” trapalhadas.

Mas entende que a FALTA DE TRANSPARÊNCIA possa fazer algum Tricolor pensar que não são só trapalhadas, mas sim situações obscuras. No mínimo.

Este Observatório do Fluminense, que não se calará com o desmanche da Instituição que está sendo feito pelo Abad e pela Flusócio, pensando que por enquanto são só trapalhadas, observa.

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