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    Sergio Neves
    Sergio Neves convenceu Adão a usar folha de "Parreira" e a torcer pelo Fluminense. É Advogado e Procurador do Estado, já tendo exercido o cargo de Procurador Geral do Estado do RJ. É Doutor PhD em Direito Econômico e Socioambiental pela PUC-PR.
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em foco • Por Sergio Neves • 08 mai 2015
Fim da Eurico’s League marca início do futebol para times do Rio no Brasileirão 2015
Fim da Eurico’s League marca início do futebol para times do Rio no Brasileirão 2015

Por Sergio Neves - Coluna "O Comentário de Mário, o tricolor"

Foto: Sofia Miranda

 

Meus amigos tricolores,

Deu o óbvio: o Vasco venceu a Eurico’s League.

Os árbitros que prejudicaram o Fluminense, Índio e Wagner Magalhães, especialmente punindo Fred, foram premiados (após serem sorteados, diga-se) para apitar os dois jogos finais entre o time que vendeu seu voto e o dono do campeonato. A Federação, porém, arrematou o maior prêmio: o financeiro.

O fim desse campeonato de cartas marcadas dá início ao futebol de verdade para os clubes cariocas. No fim de semana, começa o campeonato brasileiro, onde, em tese, o apito amigo é mais complicado em 38 rodadas. No entanto, não se pode esquecer o título dado ao Corinthians em 2007, com decisões de anulação de partidas cirurgicamente decididas nos bastidores e a vergonha do pênalti claro não marcado em Tinga do Internacional, justamente na partida disputada contra a equipe paulista.

Gato escaldado tem medo de água fria. Então, com todo o investimento dos clubes paulistas, é bom termos cuidado e ficarmos atentos com arbitragens. Mas será que a arbitragem é o real problema do Fluminense para 2015?

Nosso plantel não parece suficiente para enfrentar essa maratona de jogos. Buscamos soluções imediatistas com a contratação de atletas de idade superior aos 30 anos e, concomitantemente, lançaremos a campo o que de melhor veio de Xerém nos últimos anos. Em ambos os casos temos uma falta de planejamento para o futuro do Clube. Os mais velhos deixarão de jogar e os mais jovens já anunciam a sua saída precoce. Seria apta ou inepta uma direção que opta por montar uma equipe com prazo de validade de oito meses?

O ano de 2015 será de incógnitas quanto à nossa participação. Podemos até ir bem, afinal Eduardo Uram não é um neófito no futebol e ele, ao que parece, tem orientado bastante os nossos dirigentes na montagem da equipe, que, em havendo união e comando, pode até conquistar uma vaga na Libertadores. Todavia, se brigarmos na parte de baixo da tabela, surpresa não haverá. Ou seja, tudo são palpites e expectativas para este ano.

Sinceramente, preferiria testemunhar uma administração mais preocupada com a formação continuada de uma equipe de futebol para os próximos anos e que tivesse em seu currículo uma vivência longa com esse esporte. Seriam as pessoas certas nos lugares certos, onde comparsas políticos não teriam vez. Infelizmente, não é o que se sucede e é essa a causa de nossos temores em relação ao time, que não se afirma e oscila bons e péssimos resultados.

Mal ou bem, o Fluminense montou uma equipe em ano de vacas magras, que, se não é capaz de disputar o título, em princípio, não parece que estará entre as cinco piores ao final do Brasileirão. Torcerei fanaticamente para o melhor resultado possível, mas não há como admitir um tropeço com rebaixamento.

Ao encontrar o Mário, perguntei-o se teria um palpite para nosso time nesse Brasileirão. Perguntou-me se eu havia assistido à semifinal da Liga dos Campeões entre Bayern e Barcelona. Disse-lhe que sim, e ele concluiu:

- Ainda bem que esses times não disputam nada no Brasil. Se o que esses times jogam é futebol, nós aqui praticamos qualquer outra coisa, menos isso. E ainda tem a gestão, que é uma ciência oculta para dirigentes brasileiros.

Saí a imaginar o Messi correndo em direção à nossa defesa, com Neymar abrindo pela esquerda. Ficção pura. Ainda bem que a mediocridade campeia entre os gestores do futebol brasileiro, que não se profissionalizam no exterior. O dia em que um Clube brasileiro dispuser da pessoa certa no lugar certo, o desequilíbrio será imediato. Tomara que esse tipo de gestor, quando existir, seja tricolor e venha para o Fluminense.

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