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    Big Wolf é um amante de esportes, todos os esportes, é jornalista, gestor de Marketing, contador e curioso. Defende todos os times do Rio de Janeiro por achar que mesmo Pelé não jogando por um time do Rio, o futebol carioca foi fundamental para a conquista de todas as Copas pelo Brasil e aqui ainda se escala a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
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em foco • Por Big Wolf • 17 jun 2015
Grande, médio e pequeno
Grande, médio e pequeno

por Big Wolf


Alguém explica o que é um time grande no futebol? E um time pequeno? Acho que sim. Mas e um time médio?

Segundo um amigo o Sergio D’Alcunha, que usou como exemplo o futebol do Rio de Janeiro, por que ele é daqui e torce pelo Flamengo, deve se levar em conta dois fatores: torcida e títulos.

Para meu amigo, o Flamengo é um time grande porque, segundo ele, tem 24 milhões de torcedores, além de ser o maior ganhador de títulos entre os times cariocas. Também o Vasco da Gama que, segundo ele, possui 6 milhões de torcedores e vários títulos importantes. Botafogo e Fluminense são, a seu ver, times de porte médio.

O que ele não sabe, ou melhor, sabe mas finge não saber, é que os times do Rio ganharam alcance nacional já nos anos de 1930 a 1960, na chamada era de ouro do rádio, por causa das emissoras daqui, que na época, capital do país, reverberavam para o Brasil inteiro, levando informação e diversão aos mais longínquos municípios deste país. Como o rádio transmitia jogos de futebol e só os da capital, acabou popularizando os times do Rio, tornando-os conhecidos nacionalmente.

Ary Barroso, um apresentador de programas e compositor de mão cheia que, por muitos anos, trabalhou na Rádio Tupi e na Rádio Nacional, também era locutor esportivo e flamenguista apaixonado, ao ponto de largar a transmissão para comemorar um gol do Flamengo.

Então, se as emissoras da capital tinham alcance nacional, era natural que o “Galvão Bueno” da época influenciasse o país. E assim, cresceu a torcida do Flamengo. A do Vasco da Gama é grande, mas pelo nome do time, o motivo é autoexplicativo.

Na primeira metade do século passado, o Fluminense colecionava títulos estaduais, enquanto os outros iam dividindo, quando o tricolor não os ganhava. A partir dos anos 1940 até os anos 1970, o Botafogo fabricava e descobria craques, ajudando o Brasil na conquista de títulos mundiais. Dessa forma, Botafogo e Fluminense se tornaram grandes.

As competições mais importantes entre a criação do futebol no Brasil e os anos de 1970. Como o Torneio Rio-São Paulo, que tinha a importância de campeonato brasileiro, pois era disputado entre os dois principais centros futebolístico do país; a Taça Brasil, criada em 1959 para escolher quem representaria o Brasil na Taça Libertadores; o Roberto Gomes Pedrosa, que virou Taça de Prata. Estas competições foram ganhas algumas vezes por Fluminense e Botafogo, ficando o Flamengo com um Rio-São Paulo de 1961, único título importante nesse longo período.

Para este meu amigo, esses campeonatos eram fáceis, por serem disputados em poucas partidas. Mas, se eram fáceis, porque o time dele não ganhava? Até mesmo os dois mundiais do Santos ele questiona, pois a disputa era apenas entre o campeão europeu e o sul-americano.

Em 1970 o Flamengo tinha 15 estaduais contra 14 do Botafogo, 13 do Vasco e 19 do Fluminense. O Flamengo ganhou seu segundo título de expressão em 1980, com quase um século de existência, só ultrapassou o Fluminense em títulos estaduais em 2009. O futebol é cíclico, como o mundo. Como diz um grande amigo/irmão: A Groenlândia já foi Greenland.

A paixão de Sergio D’Alcunha faz com ele o que é capaz de fazer com qualquer pessoa, leva-o a inibir a razão, ao ponto de esquecer o passado longínquo e só se lembrar do recente, como se fosse a doença de Alzheimer invertida. Alguns setores da imprensa esportiva são dados a isto, outros (raros) até tentam modificar o ocorrido, como no livro de George Orwell “1984”, em que o passado era mutável pelo sistema totalitário do “Grande Irmão”. Vamos olhar com isenção, Sergio.

O São Caetano em 2001 e 2002, vice brasileiro e vice da Libertadores, respectivamente, não deixou de ser pequeno.

Imagine se os clubes ganhadores de hoje, fiquem 20 ou 30 anos sem ganhar títulos importantes e que outros apareçam e ganhem muitos, eles deixarão de ser grandes? Será que em 2045 algum profissional de jornalismo esportivo tentará apagar os feitos desses times que atualmente são ganhadores? O título que o Flamengo chama de mundial, não valerá nada, pois foi numa disputa só entre o campeão europeu e o sul americano, o que eles ganharam, foi somente a copa Toyota, que jogaram contra um time de veteranos formado pelos Beatles, representando Liverpool.

Bem, como certa vez falou uma sobrinha-neta, a Maria: “Vamos deixar o futuro para trás e resolver agora o presente”.

Clubes como Botafogo e Fluminense, que têm uma história marcante no cenário desportivo nacional e cuja torcida de cada um corresponde à população do Uruguai, não podem ser chamados de times médios. Sergio D’Alcunha, vou lhe apelidar de “Sergio Sabe de Nada”. Inocente. Um abraço.

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