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    Marcelo Kieling
    Marcelo Kieling é jornalista, pós-graduado em Administração e Marketing, com cursos de Executive MBA e Gestão da Informação e Marketing Estratégico e formação em Ciências Contábeis, sendo também consultor do Sebrae, torcedor do Fluminense, fanático por esporte.
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em foco • Por Marcelo Kieling • 27 ago 2015
Será? (por Marcelo Kieling - “Marketing – Estratégia e Experiência")
Ilustração com os uniformes dos principais times europeus

“Ação sem compreensão não faz sentido e não induz à eficácia.”

(Pascal Dennis – Fazendo Acontecer a Coisa Certa)

É necessário acordar para a nova realidade do Brasil, onde o governo abandonou uma política séria de desenvolvimento e passou apenas a tentar desenvolvimento social sustentável através de ações populistas. Para que possamos olhar para o futuro, temos que de imediato ter ações concretas e diretamente ligadas à infância e adolescência. Assim, o esporte pode ser o grande catalisador desta mudança que é necessária na vida do Brasil.

Cada vez mais as empresas e a comunidade necessitam de pessoas com boa formação, disposição e criatividade. Seja na família, na escola, nas comunidades ou no trabalho, o brasileiro cresce participando da loucura esportiva. O esporte representa hoje uma real possibilidade de formação de cidadãos e permite que haja ascensão social e profissional. Com os recursos econômicos cada vez mais escassos, o esporte tornou-se um dos principais veículos pelo qual milhares de crianças e jovens procuram o sentido para fugir da pobreza, da fome ou da falta de opção por trabalho. O esporte atinge resultados nas áreas de saúde, educação e segurança, refletindo em um enorme impacto social.

Além dos resultados sociais, o esporte pode proporcionar e controlar o condicionamento físico, mental, educacional e médico de todos aqueles que participam de uma atividade esportiva e, com estas ações, possibilitar de forma integrada uma completa formação e integração na sociedade, pois os ensinamentos aprendidos na prática esportiva serão compartilhados por uma vida inteira. Com isto o mercado de trabalho, seja esportivo ou comercial, saberá que os praticantes de qualquer modalidade esportiva têm uma qualidade educacional singular e superior, possibilitando assim um maior crescimento pessoal e profissional.

E no principal esporte do mundo, o futebol, encontramos o maior acordo antropológico que um dia pudemos pensar. Nas arquibancadas dos estádios ou das modernas arenas, se misturam etnias, credos, raças, classes e qualquer outra classificação que possa se imaginar para criar uma divisão dos humanos.

Na paixão pelo seu clube não há diferenças, somos todos iguais.

Mas infelizmente, copiando o modelo do governo, de ações sem qualquer sustentação, os clubes pouco ou quase nada fazem para poder transformar este caldeirão antropológico em modelo de negócios para a sustentação do esporte e da marca.   

Será que os clubes têm o entendimento de que o mercado é absoluto?

Será que os clubes sabem que mais do que maximizar o lucro, minimizar o custo de capital se tornou fator determinante?

Será que os clubes entendem que administrar vem de servir?

Será que os clubes têm um plano estratégico que pensa no todo que envolve a paixão das pessoas?

Será que os clubes administram cuidando do clube para fora, e não para dentro de si mesmo? Como os clubes cuidam das relações com a sociedade e com o governo?

Será que dentro do seu modelo de gestão, os clubes têm profissionais exclusivos para cuidar de alianças estratégicas, visando expansão da marca e, por consequência, da ampliação de suas vendas?

Será que os clubes têm a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim? Será que os clubes entendem que uma moderna gestão requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa?

Será que o Fluminense é assim?

Será que estou escrevendo e sonhando ou sonhando e escrevendo?

Marcelo Kieling

Profissional de Marketing, Jornalista e Bacharel em Ciências Contábeis

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