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    Tadeu Sergio, jornalista e ex-árbitro de futebol, tem no seu currículo a descoberta de grandes valores que fizeram parte do time tricampeão, entre eles, o Branco, o Jandir, o Tato e o Aldo
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em foco • Por Tadeu Sergio • 26 fev 2016
A contratação do Aldo (por Tadeu Sergio - “Bola Redonda”)

Quem "bancou a contratação do Aldo" por pura insistência minha foi o diretor de futebol da época, hoje falecido, Nilson Matos.
 
Então, Dino Sani, que era o treinador, em reunião de diretoria após a indicação do Aldo virou e disse:
 
“Quem? Mas quem é Aldo? Eu quero o Nei Dias”.
 
E assim foi feito, o Rafael de Almeida Magalhães, que era o Vice de futebol, contratou o Nei Dias.
 
O Nilson Mattos virou e disse:
 
“Tadeu, pega passagem na agência de viagens, vai a Belém e dá o teu jeito. Se vira e traz o Aldo”.
 
Isso foi feito, lá chegando num sábado à noite.
 
No domingo de manhã, fui recebido na casa do presidente do Paysandu,  o Sr. Francisco Erci, que era, naquela época, dono da mais famosa caderneta de poupança de Belém.
 
Durante a reunirão, fomos interrompidos pela esposa do Sr. Erci avisando que tinha um telefonema para ele atender.
 
Demorou menos de 5 minutos.
 
O  presidente voltou dizendo:
 
“É o pedreira”.
 
Eu retruquei:
 
“Como?”
 
“É o Vicente Matheus querendo levar o Aldo. Mas deixa estar,  falei-lhe que o jogador já é do Fluminense”.
 
COMO E POR QUÊ DO ALDO
 
Eu assistia aos jogos na Tribuna de Imprensa, sempre ladeado por Geraldo Borges e Roberto Mercio. Na ocasião, eu era gerente de uma transportadora no Rio e toda segunda feira os motoristas quando vinham de Belém traziam os jornais com os  seus cadernos esportivos.
 
No  Fantástico,  90% dos gols do Paysandu eram jogadas do Aldo ou iniciadas por ele.
 
Aconteceu 1981.
 
O Paysandu veio jogar contra o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro.
 
Com 20 minutos de jogo, Aldo entrara 3 vezes em diagonal com muita velocidade na frente ao gol do Fluminense.
 
Vira o Geraldo Borges e disse:
 
“Esse cara joga muito... Agora precisa ver se não é movido a doping".
 
Muito se falava que os jogadores do norte se dopavam pra jogar.
 
Daí pra frente (1981), comprei a ideia de trazer o Aldo. Muita insistência com o Nilson:
 
“Viu  o gol do Paysandu, jogada do Aldo”.
 
E aí pegava os jornais de Belém e jogava na mesa do Nilson Mattos. Foi um ano enchendo a cabeça dele.
 
COMO FOI A TRANSAÇÃO
 
O Fluminense emprestou 3  jogadores ao no Paysandu, em 1982. O zagueiro Ademilton, o goleiro Mário e o meia Roque.

Na reunião com o presidente do Paissandu, eu acertei o seguinte:liberação definitiva do Mario, Ademilton e Roque.
 
Além da cessão de mais 4 jogadores: Klebinho (meio campo), Zezinho (lateral) em definitivo  e  por empréstimo com passe fixado Braulino (goleiro) e Samuel (cabeça de área).  Mais uma importância em dinheiro.

Resolvido o acerto, troca, empréstimo e dinheiro, avisei o Nilson para providenciar a vinda de um diretor para oficializar a negociação.
 
Eu não era diretor. Era uma espécie de batedor da policia que sai na frente da comitiva.
 
O certo e que naquela época o ESTATUTO ERA RESPEITADO e eu não poderia oficializar o acordo.
 
O que foi feito: o Diretor de Futebol do Fluminense,  Munir Bacil, viajou na terça-feira seguinte para Belém e, oficialmente, fechou o negócio.
 
Assim foi que o Aldo veio para no Fluminense!

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Mauro Balbino - 03/03/2016 às 18h24
ST**** Então só nos resta dizer: MUITO OBRIGADO. O Aldo treinava bem e jogava muito. O time todo era bom. Nossa "Outra Máquina", só que mais vitoriosa!
Responder
Luís Cláudio - 27/02/2016 às 08h08
Jogava muito, esses laterais de hoje do nosso time nem sonhando chega perto do que Aldo jogou.
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