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    Leandro Capela
    Leandro Capela é graduado em Engenharia de Produção pela UFRJ e fascinado por interpretar números. Filho de Oxóssi e apaixonado pelo Fluminense, pela Portela, pela Carolina e por seus cinco cachorros, não necessariamente nessa ordem
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em foco • Por Leandro Capela • 08 set 2016
O problema é a competência (por Leandro Capela - "Resenha em 3 cores")

Sim, é isso mesmo. Fazer bem o seu trabalho dentro do Fluminense pode ser prejudicial ao clube. Faz sentido? Faz e muito, quando esse trabalho não é para o Fluminense.

Muitos tricolores sabem o nome desse homem ao lado do presidente Peter Siemsen na eleição de 2013. A quem não conhece, apresento-lhes: Jackson Vasconcelos, torcedor do Vasco da Gama.

O vascaíno Jackson tem uma empresa cujo negócio se baseia em estratégias de comunicação em contextos eleitorais, em uma espécie de jogo de xadrez, segundo seu site:

"O trabalho completo estaria representado em duas situações: a imagem do cliente, o Rei, defendida, e a imagem do adversário em xeque final (xeque-mate)".

Mas o que isso tem a ver com o Fluminense?

A empresa prestou consultoria às candidaturas de Peter Siemsen à presidência do clube em 2010 e 2013. Repare que seu cliente era Peter, não o Fluminense.

Com isso, o papel do vascaíno Jackson Vasconcelos era blindar a imagem de Peter a todo custo. Mas até aí, sem problemas. Afinal, ele estava mesmo em campanha eleitoral.

O problema é que a atuação do vascaíno Jackson Vasconcelos não se limitou ao processo eleitoral. Ao longo dos anos desta gestão, a presença do empresário vascaíno foi constante no clube, mesmo após eleição e reeleição de Peter, seu cliente.

A imagem construída pelo empresário vascaíno para Peter Siemsen foi a do bom gestor, visando o controle financeiro, independentemente de ser verdade ou não. Até porque, de 2011 pra cá, as dívidas aumentaram. Mas a boa imagem ficou. Ponto para o vascaíno Jackson.

O futebol não era prioridade, haja vista sua reeleição em 2013 após uma campanha de rebaixado, salva pelas lambanças de Flamengo e Portuguesa e zero de blindagem da imagem do clube. Houve até tricolores sendo agredidos apenas por vestirem a camisa do Fluminense.

O cliente, "Rei", era Peter Siemsen. Então, quem seria o adversário a ter sua imagem levada a xeque-mate?

Nos últimos anos, temos visto bons profissionais, entre ídolos e postulantes a ídolos, saírem do clube pela porta dos fundos, com a imagem arranhada.

Muricy, o rato. Emerson Sheik, o flamenguista. Conca, o mercenário. Duas vezes. Celso, o mandão. Fred, o mimado. Todos esses, de alguma forma, entraram para a história do Fluminense com feitos relevantes. Mas saíram do clube com mal estar com a torcida. O que eles teriam em comum? Seriam todos eles vilões?

A imagem de Peter segue blindada. Uma grande parte da torcida ainda o defende com unhas e dentes, mesmo que o desempenho em campo não seja nada perto do que era há cinco anos. Não falo de militantes de grupo político, mas sim de torcedores comuns.

Um misto de resignação com esperança cega. A indignação é cada vez mais rara. Aceita-se a hipótese de que o clube não tem dinheiro e deve conter despesas, em prol de um futuro nebuloso.

Mas basta uma rápida pesquisa pelas notícias para perceber que o clube gastou mais de R$ 30 milhões em transferências no ano. Falta dinheiro mesmo? Precisamos nos acomodar com a mediocridade? Para alguns, parece que sim.

Isso mostra o quanto o trabalho do vascaíno Jackson teve muito sucesso e o quanto é prejudicial ao clube.

A hora de se indignar é agora. Precisamos voltar ao rumo do crescimento para voltar a ver um Fluminense forte e, para isso, a atuação da torcida, não só dentro do estádio, é fundamental.

 

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