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    Leandro Capela
    Leandro Capela é graduado em Engenharia de Produção pela UFRJ e fascinado por interpretar números. Filho de Oxóssi e apaixonado pelo Fluminense, pela Portela, pela Carolina e por seus cinco cachorros, não necessariamente nessa ordem
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em foco • Por Leandro Capela • 10 out 2016
Todo clássico é uma final (por Leandro Capela - “Resenha em 3 cores”)

Mais um clássico se aproxima. Todo Fla-Flu vale muito, mas esse, com o campeonato perto do fim, apresenta contornos ainda mais dramáticos. Para nós, a possibilidade de nos aproximarmos ainda mais da classificação para a Libertadores e de afastar o rival de aspirações maiores. Más negociações sobre data, local e público à parte, o time precisa focar no que se passa dentro das quatro linhas, enquanto os guerreiros de nossa torcida cumprem seu papel.

Ainda que os jogadores tenham que fazer a parte deles no campo, o trabalho realizado fora dele possui enorme influência nos resultados. Evidente que, entre as coisas que tornam o futebol fascinante, estão o detalhe, o lance que decide uma partida, o time humilde vencendo uma “seleção”... E nada disso seria fascinante se não fossem momentos raros. O imponderável atua em algumas partidas, mas não podemos depender dele. São os padrões de comportamento que definem o desempenho global.

Vencemos esse clássico no primeiro turno. Uma vitória inesperada, com grande ajuda do peso de nossa camisa e do antológico Sobrenatural de Almeida. Os favoritos estavam do lado de lá, mas os vencedores vestiam branco, grená e verde. Tomara que vençamos de novo e, dessa vez, sem sustos, com o Fluminense se impondo, como deve ser. Sem dúvidas, será muito difícil. Mas, com uma gestão do futebol mais eficiente, que observasse os bons jogadores livres no mercado e só gastasse com jogadores de retorno técnico certo, o cenário seria mais favorável, podendo até brigar pelo título. Teríamos mais confiança no time do que temos hoje.

Além disso, os clássicos devem ser encarados pela instituição como finais. Como jogos a serem vencidos custe o que custar. Evidente que o Fluminense deve sempre pensar grande. Pensar em vencer os grandes da América e do mundo. Mas é preciso também cuidar de seu quintal. Rubinhos à parte, o Fluminense disputa o Campeonato Carioca e, por isso, precisa entrar para vencê-lo, sempre. Perdemos a hegemonia do Carioca em 2009 e ainda não conseguimos recuperá-la, talvez por essa falta de foco nos clássicos, ou um desprezo pelo campeonato. Isso não pode acontecer.

Para ilustrar a situação, a imagem traz o resultado de um levantamento sobre o desempenho do Fluminense em clássicos. O gráfico mostra como o Fluminense sempre foi em sua história e como decaiu nos últimos anos. Percebe-se que, dada a proximidade no desempenho sob as gestões de Mário Bittencourt, Ricardo Tenório e Peter Siemsen (cuja base é composta de membros da Flusócio), as políticas desses elementos em relação a clássicos não é adequada.

A proporção de derrotas aumentou assustadoramente e, em quase todos os casos, a proporção de vitórias caiu. Precisamos inverter essa tendência.

O Fluminense precisa reaver seu desempenho histórico em clássicos e até superá-lo.

Nosso domínio precisa ser total.

Dentro ou fora do Rio.

Dentro ou fora do Brasil.

Mas sem esquecermos de vencer dentro da nossa casa.

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