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    Tricolor desde antes de nascer, Bruno Carril é advogado pós-graduado em Direito Desportivo e especializado em Leis de Incentivo ao Esporte, rockeiro de berço, sócio contribuinte e fundador do MR21
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em foco • Por Bruno Carril • 10 nov 2016
O culto pela imagem negativa (por Bruno Carril - “Esse negócio chamado futebol”)

Mais uma vez a imagem do Fluminense foi exposta de forma completamente negativa. Neste turno, no noticiário de maior audiência da televisão brasileira, o Jornal Nacional, na edição de ontem.

Trata-se de um processo lamentável de degradação da imagem de um clube que, até pouco tempo atrás, era visto somente como a maior instituição esportiva do mundo.

Chama a atenção a recorrência das brincadeiras envolvendo um personagem específico: o "advogado do Fluminense".

Não que seja este personagem o único responsável. Por mais que os interesses eleitoreiros levem ao limite a máxima cunhada por Homer Simpson de que "a culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser" pelo grupo que acredita ter refundado o Fluminense em 2011, a omissão da atual gestão na defesa institucional, muito preocupada em combater portais que expõem os muitos e absurdos erros gerenciais, mas sem demonstrar qualquer preocupação com a exposição do clube, é o segundo fator essencial nessa cadeia, que acaba expondo o clube a situações completamente incompatíveis com o profissionalismo e o respeito que merecem.

Mas, verdade seja dita, a desnecessária atuação do "advogado do Fluminense", hoje candidato à presidência do clube, com manifestações exageradas e fora de propósito em uma causa que poderia ser ganha por qualquer estagiário de 3º período ou, certamente, sem a atuação de advogado algum, é fator preponderante para a antipatia ao clube, tão nutrida até hoje pela imprensa, com anuência da atual gestão que nada faz para impedir.

Ora, ainda que se entendesse pela necessidade de resguardo dos interesses da entidade, o clube não teria qualquer prejuízo na adoção de uma estratégia mais discreta e sem a necessidade de transformar todo aquele processo em uma bandeira eleitoral.

A citação ao Pequeno Príncipe é uma versão pós-moderna do Champagne de Barcellos. Dessa vez, regada a Sidra vagabunda da pior qualidade.

É curioso ver que as duas candidaturas de situação, Mario e Abad, repetem de forma contundente a bandeira da defesa institucional. Mário é o grande responsável pela imagem negativa do clube. Abad fazia, e permanece fazendo, parte de uma gestão que permitiu que se falasse ou se fizesse o que queriam com o clube.

 

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