HOME|EM FOCO|Bruno Carril|Tempos de Profut exigem PLANEJAMENTO (por Bruno Carril - “Esse negócio chamado futebol”)
  • Bruno Carril
    Bruno Carril
    Tricolor desde antes de nascer, Bruno Carril é advogado pós-graduado em Direito Desportivo e especializado em Leis de Incentivo ao Esporte, rockeiro de berço, sócio contribuinte e fundador do MR21
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por Bruno Carril • 16 dez 2016
Tempos de Profut exigem PLANEJAMENTO (por Bruno Carril - “Esse negócio chamado futebol”)
Tempos de Profut exigem PLANEJAMENTO  (por Bruno  Carril - “Esse negócio chamado futebol”)

Quando o Bandeira de Mello assumiu o Flamengo, junto à sua eleição, ele assumiu um compromisso de colocar o Flamengo, financeiramente falando, no caminho certo.
 
E conseguiu!
 
Logo no primeiro momento, ele jogou aberto com a torcida. Avisou que iriam sofrer um ou dois anos. Ou até um pouco mais, mas que no médio prazo o clube estaria organizado e nunca mais precisaria sofrer.
 
A torcida do Flamengo comprou a ideia. E apostou nisso.
 
No dia seguinte ao discurso, 5 mil pessoas entraram se tornaram sócias.
 
No decorrer do ano, o time estava quase rebaixado (infelizmente escaparam).
 
Naquela altura, o Vanderlei  Luxemburgo chegou e exigiu a contratação de cinco jogadores. Era isso ou ser rebaixado. A contratação desses cinco jogadores representariam, provavelmente, a garantia que o Flamengo não cairia. Por outro lado, representava abrir mão do modelo de austeridade e controle financeiro.
 
A discussão foi levada ao conselho diretor. Ao saber da exigência do Luxemburgo, o Vice-Presidente de Finanças disse que se o Bandeira cedesse ele se demitiria no dia seguinte. O Bandeira comprou a ideia e disse: "se tiver que cair, vamos cair... Mas vamos até o final com o nosso planejamento".
 
Infelizmente, eles não caíram. Se tivessem caído, dava crise institucional e o Bandeira não estava mais lá. Hoje, os caras se organizaram e supostamente vão pagar 500 mil reais em um cara que só pode jogar em maio para ser banco do Diego.
 
Para eles foi mais fácil... Dinheiro demais. Para gente é mais difícil.
 
Ou temos a certeza do que precisa ser feito ou seremos um time de brilharecos de vez em nunca com fracassos constantes.
 
Conca é meu ídolo.
 
Foi o melhor jogador que eu vi jogar com a camisa do Fluminense. Ninguém mais do que eu quer o cara no Fluminense. Eu adoraria. E acho que ele poderia até ajudar em termos de marketing e afins.
 
Mas precisamos ser pragmáticos...
 
Conca tem 34 anos, duas operações no joelho, só volta, na melhor das hipóteses, em maio e custa, pelo menos, 500 mil reais/mês.
 
6 milhões de reais ano.
 
Sejamos racionais. Com esse dinheiro se pega 2 ou 3 jogadores que não vão ter a grife do Conca, mas que serão, juntos, mais efetivos.
 
Escutem: vocês acham que não me dói ver o Conca com a camisa mulamba?
 
Mas tem que ser racional, cara. Senão, ferrou... Senão, vamos virar gestão capenga, aquela que o cobertor quando cobre a cabeça descobre as feridas dos pés.

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden