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    Tadeu Sergio, jornalista e ex-árbitro de futebol, tem no seu currículo a descoberta de grandes valores que fizeram parte do time tricampeão, entre eles, o Branco, o Jandir, o Tato e o Aldo
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em foco • Por Tadeu Sergio • 11 jan 2017
Meu amigo Jandir Bugs (por Tadeu Sergio - “Bola Redonda”)

Aconteceu em um Fla X Flu...

O jogo terminou empatado com um gol de Leandro de falta para o Flamengo. Saímos do estádio Mario Filho, o saudoso Maracanã, após a partida.

Eu dirigindo, do meu lado o Jandir, atrás do meu banco o Renê e à direita dele, o Branco.

Um silêncio de funeral... Seguimos para a residência dos três em um apartamento duplex na Av. Oswaldo Cruz, na Zona Sul da cidade.

Assim que saímos do Maracanã, Jandir debruçado em sua bolsa de roupas, com o queixo apoiado e curvado sobre os braços, ligou o rádio do carro. Começavam as estatísticas, com os resultados dos adversários mais próximos, que não haviam vencido.

Do nada, ele deu um soco com muita raiva em sua bolsa e disse:

“Merda, deixamos de disparar na tabela".

O silêncio era total, ele desliga o som do carro de forma bruta, como ele era... Enquanto isso, o Branco calado, mas como sempre um palhaço, fazia caretas e bicos em direção ao Jandir.

Eu que controlava tudo pelo retrovisor, me segurava para não rir, diante de um clima de velório.

Chegamos ao apartamento. Renê, Branco e Jandir foram para os respectivos quartos. O funeral continuava quando liguei a televisão que ficava na sala que havia entre os quartos. Estava passando a luta do Maguila com o argentino Daniel Falconi.

Mais um pouco e o Maguila levou uma porrada “del Hermano” e perdeu a luta.

Eu gritei, chamei-os para ver o replay.

Só veio o Jandir. Então falei:

“Porra, vamos ficar nesse velório até quando?”.

Aí o Jandir disparou, apontando em direção ao Renê que chegava na sala:

“Empatamos um jogo ganho por conta desse merda”, apontando o dedo para o Renê, em alusão ao lançamento errado, da direita para a esquerda, do Renê para o Romerito e que originou o contra-ataque e o gol de empate do adversário.

O Renê revidou dizendo:

"Merda é você, vai se f..., vai tomar no seu...”

Imediatamente o Jandir deu um voo da entrada do quarto pra cima do Renê, o Branco foi tentar amenizar e acabaram os três se embolando nos “catiripapos”, resultando na quebra das duas camas, abajur e telefone fixos.

Depois para acalmar, por minha sugestão, fomos jantar no El Pescador (comemos uma paella) e fomos jogar boliche. Foi quando a alegria e o sorriso voltaram ao carrancudo rosto do Jandir,  depois que ganhou todas as partidas disputadas.

Ele era o Rei do STRIKE. O Mauricinho do Vasco que o diga... Mas isso é outra história!

 

 

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