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em foco • Por Heleno Sotelino • 13 fev 2017
Mudanças (por Heleno Sotelino - "Renovação e Oxigenação")

Após a goleada do Fluminense em cima do Bangu, não se pode deixar de registrar uma mudança significativa no futebol propriamente dito do nosso tricolor.

Mudança para melhor, claro.

Lembro que nos últimos anos, ganhar de clube pequeno no campeonato carioca beirava à façanha. Não eram incomuns as derrotas. Chegamos ao ponto de comemorar vitória por 2 x 1 sobre o Madureira, com gol contra aos 47 minutos do segundo tempo, como se fosse uma conquista internacional. Lembro que nosso vice de futebol até ficou gozando (sem graça nenhuma, diga-se de passagem), o Presidente adversário e lembro ainda de ter ele esmurrado a porta do vestiário do tricolor suburbano bradando impropérios contra o simpático time.

Tempos lamentáveis que esperamos que não voltem mais.

Mas o time do Fluminense que vimos em Los Larios golear o alvirrubro nos dá prazer. Prazer por ver a vontade e a garra de ganhar. Prazer por ver a técnica de um Sornoza, de ver o equilíbrio de Orejuela, o brilho do Scarpa e ver que hoje temos um lateral.

Muitos criticaram a saída de Cícero, embora falassem muito mal dele. Mas hoje temos um meio campo consistente, bola de pé em pé, passes certos e sem preguiça, com vontade.

Talvez ainda não tenhamos um elenco grande para a disputa do Brasileiro, mas podemos dizer que o início é bem promissor.

Na última quarta-feira nosso Abelão resolveu poupar alguns titulares ante o número excessivo de jogos a que estamos sendo submetidos. Foi criticado, mas, por outro lado, pudemos ver em ação atletas que estavam em segundo plano e que podem ser aproveitados ou não. O time perdeu, é certo, mas fizemos um jogo equilibrado, no qual tivemos um pênalti não marcado e um gol a nosso favor mal anulado.

O que ocorre é que existe uma importância emblemática nesse Campeonato Carioca.  Conquistá-lo, depois de cinco anos, é mostrar que as coisas realmente mudaram. Hoje não estamos mais em guerra com a Federação, não estamos beligerantes, envolvidos em disputas pequenas.  

Hoje o Fluminense pensa grande. Já estamos classificados em primeiro lugar no grupo para a disputa das semifinais da Taça GB. Partiremos agora para a Copa do Brasil e estamos com uma boa perspectiva de classificação na Primeira Liga.

E vamos partir para ganhar o Carioca.  

Fazer de Henrique Dourado um jogador símbolo dessa ressurreição tricolor. Não é um craque, mas está se esforçando, fazendo gols, lutando, dando passes, enfim, mostrando que agora temos treinamentos, temos treinador, temos motivação.

Aliás, por falar no Dourado, a camisa 9 parece ter feito muito bem para ele. Vestiu, fez gol.   Como diria o inesquecível  Valdir Amaral, é a camisa que tem cheiro de gol.

E vamos na quarta-feira partir para ganhar mais uma Copa do Brasil.

Esse é o diferencial. Hoje entramos para ganhar. Para sermos campeões. Não vamos nos contentar com um décimo terceiro lugar e dizer que foi positivo.

Mudança de comportamento. Mudança de foco. Mudança de time, mas, sobretudo, MUDANÇA DE MENTALIDADE.

Hoje nossa meta é mostrar quem somos. É mostrar que temos o hábito de gritar “campeão”.

A isto se chama CAMISA!!!

Isto se chama FLUMINENSE”!!!

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