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em foco • Por Heleno Sotelino • 08 mai 2017
Não vou reclamar (por Heleno Sotelino - “Oxigenação e Renovação”)

Não, não vou reclamar.

Não vou reclamar da incrivelmente flagrante falta do Réver em cima do Henrique no lance do primeiro gol. Se o próprio Henrique não reclamou, por que eu reclamaria?

Também não vou reclamar da falha de Cavalieri. Nosso grande goleiro que tantas vezes já nos salvou. Falhou, foi expulso, mas não vou reclamar dele.

Não vou reclamar do Renato Chaves ter falhado no primeiro jogo. Houve a falha, sim, mas o time jogou, naquela oportunidade, muito mal, devendo levantar as mãos para o céu por ter sido apenas 1 x 0. Aliás, nem dá para reclamar do nosso zagueiro depois de sua espetacular atuação no último jogo. Ponto pra ele.

Também não vou reclamar da invenção abeliana de lançar o Maranhão, jogador mediano, que entra muito pouco, num Fla-Flu decisivo no lugar de um dos mais importantes jogadores do time quando tinha até o Marcos Júnior no banco. Também não reclamo das substituições ruins que nosso técnico fez no primeiro jogo. Não, não vou reclamar do Abel, ele tem crédito.

Não reclamo ainda de títulos suspeitos do nosso rival, lembrando o impedimento claro na decisão contra o Vasco, o tal gol do adversário que a bola entrou 89 cm., os sistemáticos favorecimentos ao rubro-negro em finais de campeonatos cariocas. Não, não vou reclamar.

Não vou reclamar que o árbitro de ontem, além de ter nos garfado vergonhosamente, teria supostamente comemorado o gol do rival, além de já ter expulso injustamente o Fred, de ter sido o árbitro que marcou uma falta inexistente no primeiro turno, enfim, de ser sempre parcial a favor do clube da Lagoa. Não, não vou reclamar.

Não, não vou reclamar de nada.

Prefiro exaltar.

É, exaltar. Valorizar o que de bom aconteceu nesse período.  

Prefiro valorizar um trabalho em que se pega um time que vem de onze jogos seguidos sem vitória no campeonato brasileiro e se coloca ele como finalista do campeonato carioca, campeão da Taça Guanabara, classificado na Primeira Liga, na Copa do Brasil e em vistas de avançar na Sul-americana. 

Prefiro valorizar um trabalho de base que está sendo feito com jovens promissores e de talento reconhecido, o que pode fazer com que tenhamos um time para três, quatro anos em condições de disputar tudo de igual para igual com qualquer clube no Brasil. Prefiro lembrar que este trabalho não é feito no Fluminense há muito tempo e que os últimos anos eram de compras e contratações medíocres, favorecimento a empresários com contratos longos e com valores acima do mercado.

Prefiro lembrar que a gestão conseguiu se livrar de 35 jogadores que apenas inchavam a folha de pagamento e nada produziam. Resquícios de administrações anteriores que deixam a herança maldita de dívidas e má gestão e agora vêm reclamar de uma situação que resgata a tradição que eles procuraram acabar.

Mas não, amigos. Não vou reclamar.

Não vou reclamar do passado, do que de ruim se passou. Prefiro apenas observar os erros cometidos para que não se cometam mais.

Não vou reclamar do passado. Prefiro pensar no futuro. E no presente que vai construir esse futuro.

Antes de ser a hiena Hardy, quero ser o otimista leão que sabe que o caminho certo e o otimismo são as maiores armas para que se chegue ao objetivo.

E nosso objetivo é voltar a ser o time grande que sempre fomos. Voltar a ter o respeito pela camisa.

E o resgate está sendo construído. Hoje o time adversário sabe que vai encontrar pela frente não um time qualquer e sim o Fluminense. Hoje a torcida adversária, inclusive a massa do clube de remo, se cala e admira a vibração da torcida tricolor. E depois se rende nas redes sociais.

Estamos de parabéns. Voltamos a ter prazer em ir a um jogo do Fluminense e ver um time lutar, brigar, com bons valores, dando sempre a esperança de ter em breve, muito breve,  aquele Fluminense que queremos.

Ainda temos quatro competições pela frente. E não vamos fazer feio, vamos brigar.

Enfim, não vou reclamar. Vou continuar torcendo e feliz da vida por ter tido o resgate da esperança. Feliz por ter o meu Fluminense de volta.

Feliz por poder reclamar que perdemos uma final. Porque antes nossos dirigentes consideravam que ficar em décimo quinto era bom.

Estamos de volta às finais. Estamos de volta às boas atuações. Temos um time. Temos um trabalho em andamento. Um bom trabalho.

Por isso, não vou reclamar.

 

 

 

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Sandra Monteiro - 09/05/2017 às 18h45
Vou reclamar de ouvir no Globo Esporte de ontem o Réver admitir que foi falta. Vou reclamar de ver este maldito árbitro ser homenageado como o melhor do campeonato. Vou continuar e torcendo por ver que meu Flu tem futuro. ST
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joão marcos domingos - 09/05/2017 às 11h08
eu gostaria muito de conversar um pouco com 0 abel,pra entender o que se passa na cabeça do nosso treinador nos momentos de subistuirum jogador,(como mexe mal).O que o Dolglas fez de taõ ruim para sair do time,o que esta acontecendo com o nosso goleiro,e 0 maranhão hem!!
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