HOME|EM FOCO|Flavio Martino|O fim do marketing e da comunicação como conhecemos (por Flavio Martino - “Planejando e inovando”)
  • Flavio Martino
    Flavio Martino
    O carioca Flavio Martino diz que seu destino estava traçado: ser tricolor. É formado em Comunicação, com Pós em Marketing e outra Pós em Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por Flavio Martino • 01 jun 2017
O fim do marketing e da comunicação como conhecemos (por Flavio Martino - “Planejando e inovando”)

Nos novos tempos, em especial nas últimas duas décadas, fomos testemunhas da maior revolução comportamental que a humanidade já viveu: a revolução digital. Vivemos, nos mais diversos segmentos, profundas transformações sociais e culturais. Um mundo que viveu, e vive, em constante estado de transformação. Um mundo inquieto. É o mundo líquido que o sociólogo polonês Zigmunt Bauman nos alertou.

O mundo do marketing e da comunicação, em especial, teve que se adaptar rapidamente aos novos tempos. Quatro palavras dão o norte do pensamento contemporâneo: velocidade, engajamento, empoderamento e diálogo. Sem eles, nenhum pensamento de marketing, ou de comunicação, faz sentido nos dias de hoje. Mas e o futebol brasileiro com isso?

Particularmente, acho que o futebol brasileiro ainda faz marketing do século passado. Não é nenhum demérito. Apenas uma triste constatação. Estamos condicionados a pensar somente de maneira fechada em patrocínio, uniforme, ações incipientes de live e tímidos e parcos programas de relacionamento com o torcedor. Mais nada. Este conjunto, que compõe o marketing do futebol brasileiro, é o começo, meio e fim de qualquer planejamento nessa área nos dias de hoje. Pouco, muito pouco para os clubes que buscam relevância, diferenciação e, principalmente, novas receitas.

Precisamos avançar muito. Precisamos, antes de mais nada, conhecer nosso torcedor. Não é clichê, é necessidade. Precisamos estar onde ele estiver, independentemente da tela em questão – TV, computador, tablet ou celular. Precisamos acompanhar o ritmo acelerado das mudanças e falar com inteligência, por exemplo, com os Millenials, desenvolvendo novas gerações de torcedores, com programas, ferramentas específicas, comunicação adequada, liberdade, velocidade e muito engajamento.Sabe o que isso traria? Renovação. Novos torcedores, e, consequentemente, novas receitas.

O torcedor é um ser apaixonado. Tem um potencial mobilizador, já que este, independentemente da geração, é movido por paixão, por otimismos, por sentimentos totalmente positivos. Os principais ingredientes para consumirem uma marca.

O que falta, então? Temos que avançar no pensamento.

Trazer o marketing para o Século XXI.

Repensar nossa visão do negócio e de como podemos nos relacionar com os nossos torcedores. Desenvolver um programa inovador e transparente, para encarar o clube de futebol como empresa e seus torcedores como clientes, tanto no campo do relacionamento quanto na busca por novos.

Acredito, não só como torcedor, mas como profissional, que o Fluminense tem vocação para chegar na frente. Temos um torcedor diferenciado. Para fazer diferente basta organizar um planejamento inovador e atual com os novos tempos.  

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
sergio - 06/06/2017 às 19h52
Caro Flavio, concordo plenamente com tudo o que disse, não precisamos buscar exemplos na Europa, nosso vizinho Boca Jrs. dá um banho de marketing nos mais "evoluídos" clubes brasileiros. Apenas achei que faltou ao seu artigo a proposição de boas práticas de marketing que o Flu poderia adotar . abraços e obrigado pelo espaço
Responder
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE