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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 14 jul 2017
Quando é prejuízo, é do Fluminense. Quando é lucro, é do Empresário (por Julio Bueno - "Por um Fluminense perene")

Quando Wellington Silva retornou ao Fluminense, um querido amigo tricolor daqueles que, como eu, vão às Laranjeiras dia de semana para ver os jogos das divisões de base, comentou que ele seria o maior sucesso (pelo menos por 5 jogos...) entre todos aqueles jogadores que chegaram ao mesmo tempo, como Danilinho, Dudu, Claudio Aquino e toda a barca que nos foi empurrada. Resisti em acreditar. Vi o Wellington Silva entrar no meio de um jogo da segunda divisão espanhola, em uma das minhas andanças profissionais, e não podia acreditar que desse certo. Eu, que tinha visto o menino, grande promessa brasileira, jogar no Maracanã, fazer um gol com a camisa do Fluminense, chorar e, aos 17 anos, ir para o Arsenal. De lá acabou, como reserva, nas divisões de acesso do campeonato espanhol.  Esse parênteses é apenas para lembrar que a ida precoce, para os grandes centros, de  promessas do futebol, pode ser altamente destrutiva.

Mas, bem, voltou o nosso querido jogador. Querido, pois quem vem de Xerém ganha fácil o meu coração tricolor. E ele foi realmente muito bem. Lembro-me de um jogo no campeonato passado contra o São Paulo em que ele driblou toda a defesa, acabando o lance em pênalti. O narrador perguntava quem era aquele jogador, tal a surpresa que ele e os nossos adversários tiveram ao se defrontar com o nosso menino.

E, mais. Muito bem também este ano. Lembro que contra a Chapecoense ele foi fundamental nos dois últimos gols. E arrisco a dizer que se ele não estivesse machucado nas finais do Carioca, o juiz teria que ser ainda mais obsceno para conseguir nos derrotar.

E aí surge a noticia de que ele está saindo, porque o contrato feito, e ATENÇÃO, não só com ele, diz que se o dono do passe, no caso o Arsenal, tiver uma proposta vantajosa, o Fluminense é obrigado a vender, sob pena de ter que pagar uma multa relevante, principalmente considerando os nossos combalidos cofres.

E se fosse mal? Simples, o Fluminense teria que honrar todo o contrato feito por anos a fio, o que ocorreu com a barca que extirpamos. Vários dos jogadores que não deram certo e saíram têm salários em parte ainda pagos pelo Fluminense.

Quanto mais se abrem os armários, mais esqueletos caem. É inacreditável como a Diretoria anterior esfacelou o Fluminense. E mesmo quando acertou, como em trazer o Wellington Silva, submete-se a uma cláusula que deixa todo o risco conosco. E assim vamos: quando é prejuízo, é do Fluminense. Quando é lucro, é do Empresário. Falta perguntar quem negociou e assinou o contrato. Alguém arrisca?

 

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Thiago - 15/07/2017 às 22h05
Mário Bittencourt!?
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Fábio Ribeiro - 14/07/2017 às 18h46
A diretoria atual é continuação da anterior, mas é muito fácil "esquecer-se" disso...
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