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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 04 ago 2017
A verborragia paspaquara (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

Atualmente, nos mais diversos meios de comunicação, tomamos conhecimento de uma série de expressões, que são utilizadas para explicações e definições.

Na internet, por exemplo, alguns termos são aglutinados, abreviados e resumidos em uma escalada alucinante, indicando, em alguns casos, a pura e simples falta do domínio, por mais superficial que seja, da língua culta. Às vezes, nem tanto, mas a correria hodierna leva a isto.

Especificamente falando do futebol, o emprego de algumas referências chega a níveis irritantes. Por que não simplificar uma explanação? A falta de um "papo reto", demonstra, muitas vezes, a ausência de conhecimento sobre o que se passa verdadeiramente dentro das quatro linhas. Que tal falar de um domínio de bola? Ou do modo que se faz um lançamento?

Por que dizer que tal jogador "flutua"? Ou que o próprio tem que performar? Que RIDÍCULO!

Apenas cito uma tal de "marcação alta", adorada pelos paspaquaras de plantão, como sendo, no mínimo, um arroubo espasmódico do pedantismo.

Existe algo parecido em esquisitice - para usar um termo brando - do que volância? O que dizer de um jogador que ficou "encastelado"? Tais termos até provocam espanto, pois existem palavras mais simples, diretas e não esta empáfia empolada.

Cito também, sem alongar-me em descrições, algumas expressões que se alastraram, em usos de gosto duvidoso, tais como "jogo vertical" e "transição". Tenho que ressaltar, ainda, o quão são cobertas de falsa soberba. Sem NECESSIDADE! 

Nesta última palavra, "transição", até admite-se seu uso no indicativo ao atleta que muda de fase em uma preparação. Empregar o termo para mostrar o que um TIME está apresentando no decorrer do jogo, é demais.

Até o popular drible, de fazer com que a bola passe entre as pernas do adversário, o popular "ovinho", ou "janelinha", transformou-se em "caneta". Existe coisa mais SEM NOÇÃO e mais neo-bobagem do que levar uma caneta? Dá pena. Só rindo.

Ora, poupem-me, senhores da verborragia paspaquara e pândega!

Saudações tricolores.

 

TOQUE SUTIL: heroísmo à beira da Lagoa

Batatais, nosso goleiro várias vezes Campeão, jogou a partida final do Carioca de 1941, na qual o Fluminense levantou o Bicampeonato, na Gávea, contra o time local. Nos minutos finais, fez várias defesas difíceis.

Com uma clavícula deslocada e sem sentir um dos braços, pisoteado de forma proposital e covarde por Pirilo, centroavante adversário, Batatais disse, certa vez, em uma entrevista:

- Foram os cinco minutos mais importantes da minha vida!

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