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    Nelson Ferreira tem 29 anos, é empresário do ramo de entretenimento, faz parte do elenco fixo do Hangout do Explosão Tricolor, amante do futebol e todos os dias dá graças a Deus por ter nascido tricolor.
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em foco • Por Nelson Ferreira • 14 ago 2017
Fazer futebol nos dias de hoje (por Nelson Ferreira - “No boteco do Nelsinho”)

Muitas vezes entendo a revolta dos torcedores, afinal sempre queremos os melhores jogadores em nosso time, esse é o pensamento de torcedor de time grande, queremos ser campeões sempre, custe o que custar.

Porém, com a crise econômica em nosso país, além das más gestões financeiras passadas como no caso do Fluminense, alguns clubes estão tendo que se reinventar e, principalmente, ter criatividade para contratações ou investimentos na base.

E isso tem dado resultados bastante expressivos ao meu modo de ver o futebol.

O Santos é um exemplo, possui uma base muito produtiva e durante anos não tem feito investimentos pesados, tirando o caso Bruno Henrique que além de não ter sido um investimento caro o mesmo já começa a dar resultados. A equipe é composta por destaques de times medianos e jogadores de sua base. A consequência disso é que nos dois últimos anos se encontram entre os melhores do Campeonato Brasileiro, na frente de clubes como Flamengo e Palmeiras que possuem uma receita gigantesca.

E o mais sinistro: estão nas quartas de final da Libertadores, no antigo G4 e tem tudo para disputar a máxima competição continental em 2018.

O Grêmio também é outra surpresa gigante. O clube trouxe, além de um treinador renegado por muitos clubes, jogadores como Paulo Victor, Léo Moura, Jael, Cortês, além de performar jovens da base, investimento três vezes menor que o do seu rival, o Internacional que hoje disputa a série B.

O Grêmio esta em 2º no Brasileiro, nas quartas de final da Libertadores e na semifinal da Copa do Brasil onde é o atual campeão.

E por fim o Botafogo. No primeiro ano do Presidente Carlos Eduardo Pereira, o mesmo disse que se o Botafogo ficasse na série B, o clube iria abrir falência.  

Isso surpreendeu a todos os torcedores e rivais, porém ele disse que iria se virar dentro das possibilidades que o clube tinha. Começou com Ricardo Gomes, investiu na base e em jogadores pouco aproveitados por clubes da série A e voltou para a 1ª divisão como campeão.

No ano seguinte, após figurar na zona de rebaixamento, promoveu o talentoso treinador Jair Ventura, que começou um trabalho de gestão de pessoas no vestiário. Com isso o clube saiu da zona de rebaixamento direto para a Libertadores, revelando bons talentos e trazendo o seu torcedor de volta para os estádios e para a guerra ao lado do time.

De quase falido à Libertadores, o Botafogo começa o ano perdendo peças importantes como Diogo Barbosa (antes banco do banco no Palmeiras e hoje lembrado por Tite em coletiva da seleção), mesmo assim o clube se reforçou de peças boas, baratas e que se encaixavam no perfil do time.

O Botafogo enfrentou dois dinossauros Sul-americanos na pré Libertadores (quando todos apostavam que eles não passariam) e venceu, com a força do time e da sua torcida. Como consequência entrou no grupo da morte (na minha visão) que tinha o atual campeão (Atlético Nacional de Medellín), o Barcelona de Guayaquil (que eliminou o atual campeão brasileiro e time da imprensa) e o Estudiantes da Argentina, conseguindo a classificação de maneira honrosa e respeitosa.

O Botafogo chegou às oitavas da Libertadores e nesse percurso tinha perdido o seu camisa 10 da campanha passada (Camilo), o seu meia contratado pra ser a estrela do time por lesão (Montillo) e o talentoso e polêmico atacante Sassá.

E mais uma vez o time de Jair Ventura se classifica!

E o Botafogo está nas quartas de final da Libertadores, na semifinal da Copa do Brasil e com uma performance no Campeonato Brasileiro próxima aos clubes que possuem mais receitas no país.

E sabem a receita do Botafogo para o sucesso?

A Diretoria teve a humildade em reconstruir o clube, montou uma equipe e um treinador que possui raízes alvinegras e criou uma gestão de primeiro mundo, onde os atletas jogam por três motivos (família, clube e torcida).

Contratou peças que não serviam pra outros clubes ou desconhecidas que se encaixam no esquema do treinador e o melhor: NINGUEM É ESTRELA.

Se vai ganhar alguma coisa eu não sei, mas que está encantando a todos e dando dor de cotovelo em muita gente isso está.

E o que dizer do maior líder da história dos pontos corridos dos últimos tempos? Sim, o Corinthians!

Líder.

Perdeu somente duas partidas oficiais neste ano, foi campeão paulista, treinador da casa, time sem estrelas, com bons jogadores, meninos da base, repatriação de ídolos, contratações do mercado sul-americano (Balbuena e Romero) e de zagueiros renegados na Europa como o Pablo.

Esse é o Corinthians, onde no começo do ano queriam o impeachment do atual presidente, sem esquecer que toda a mídia que hoje enaltece o Corinthians pregava o ódio e espalhava pelos quatro cantos do mundo que era um bando de incompetentes.

Futebol hoje não é feito de jogadores de nome, ou de time no papel.

Futebol hoje é composto por 22 homens, um treinador que trabalha como gestor e uma diretoria que tenha pés no chão.

O Fluminense tem que ter como exemplo esses clubes.

Bem-vindos Robinho e Richard.

Boa semana para todos.

 

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