HOME|EM FOCO|Eduardo de Moraes|Time de zumbis (por Eduardo Moraes - “A voz das Laranjeiras”)
  • Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por Eduardo de Moraes • 28 ago 2017
Time de zumbis (por Eduardo Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Campanha nas Laranjeiras: doação de sangue. Se você é tricolor apaixonado, favor comparecer às Laranjeiras, adotar um jogador e fazer a sua contribuição. Wendel, Orejuela e Cia. agradecem.

O que se viu nesse sábado no Maracanã foram 90 minutos para serem esquecidos. Mais uma vez fico preocupado com a entrevista do nosso treinador após o jogo: “Jogamos com coração, não com cabeça”. Como assim? Assistimos à mesma partida? Com coração? Foi justamente o contrário. Um bando em campo: sem vontade, fibra, garra, coragem. Sem coração, sem cabeça, sem alma, sem profissionalismo. Abel, meu camarada, os seus jogadores não respeitaram a nossa camisa, não respeitaram você, grande tricolor e comandante desses “sem sangues”.

Não gostaria de comentar sobre o jogo de sábado. Foi uma vergonha. Sempre abordei aqui que movimentação e deslocamento são fundamentais no futebol moderno. Quem pede tem preferência. Frase clichê, mas que se aplica ao futebol atual em que dinamismo é essencial.

O time do Corinthians é a prova disso: aplicado, objetivo e sabedor do que deve ser feito em campo. Já o Fluminense... Bem, no sábado foram 11 zumbis. Ninguém se deslocou, ninguém correu, ninguém marcou, ninguém, ninguém, ninguém! Onze zumbis cuja performance faria inveja aos atores do clipe Thriller, de Michael Jackson.

Laterais fracos, meio de campo formado por burocratas, sendo que um deles comprou um salto altíssimo que mal consegue correr. Falta comprometimento. Faltam jogadores solidários dando opção para o companheiro de equipe. A infeliz novidade foi um tal de Romarinho que veio do Globo do Rio Grande do Norte. Trocamos de Estado: saiu Maranhão e entrou Rio Grande do Norte. Não quero queimar o menino. Vamos aguardar uma nova oportunidade.

Mas, amigos, terei o cuidado na crítica à atual gestão. Não faço parte dela e, portanto, seria leviano jogar pedras sem conhecimento de causa. Todos sabem a dívida monstruosa herdada da administração anterior. Essa troca de bastão foi um presente de grego. Contratos com jogadores veteranos, de longo prazo, com salários altíssimos e por aí vai. O discurso do presidente Abad, se sair do papel, me agrada. Gestão profissional, qualificada, decisões colegiadas. Além disso, foi iniciado processo de auditoria interna capitaneado pela empresa de consultoria Ernest & Young. Também foi contratado, há poucos dias, como CEO, Marcus Vinicius, com passagem na diretoria do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Sobre Marcus Vinicius, não conheço esse senhor, que tem o aval do Parreira. Na entrevista, colocou alguns pensamentos positivos: (a) quem decidirá será o comitê e não mais o presidente isoladamente e que “a ideia é profissionalizar tudo”, (b) o Fluminense é 97% futebol e, quanto à parte técnica, “o elenco é desequilibrado, em idade, quantidade e nos contratos fora de proporção” e (c) o Clube necessita ter o estádio próprio. De negativo, a infeliz frase: “o patrocínio máster não resolve nada”. Ainda assim, torçamos para que dê certo.

Voltando ao futebol – e para encerrar –, o presidente Abad precisa acordar para a realidade. Vivemos o Hoje, o Agora, o Futebol, o Fluminense. Temos traumas recentes que seria desnecessário relembrar. Nosso time é limitadíssimo. E podemos pagar um preço muito caro pela falta de ousadia e de coragem do nosso comandante.

Pelo noticiário, Abad estaria em Paris procurando vender Wendel e por valores irrisórios. Não sou comerciante, mas o normal seria o interessado-comprador tomar a iniciativa de bater nas portas do interessado-vendedor. O aparente desespero em se desfazer das nossas joias causa desvalorização, tornando-as meras bijuterias.

Por outro lado, também segundo o noticiário, a desastrosa forma de aquisição do todo poderoso Robinho (atacante do Figueirense que disputa a série B e na zona de rebaixamento) me impressionou. Anunciou a contratação pelo site oficial e depois deletou. Não satisfeita, a atual diretoria (repita-se: de acordo com o noticiário) adquiriu o todo poderoso Robinho por R$ 7,5 milhões, quando deve direito de imagem, há quatro meses, aos nossos atletas e que isso teria gerado insatisfação no elenco. Coincidência ou não, os zumbis entraram em campo no sábado, sem sangue, sem garra, sem raça. Nada justifica a pretensa falta de vontade dos jogadores. Só que não podemos deixar de registrar a inabilidade e amadorismo dos nossos dirigentes.

O fantasma do rebaixamento está presente. Esse pesadelo existe. E que esses zumbis se transformem em homens até o final do campeonato, com gana, comprometimento e orgulho de vestir o manto tricolor. ST.

 

 

 

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
Ocimar - 31/08/2017 às 00h40
Depois reclamam que a torcida não comparece no estádio. Pra ver isto? Um time sem objetividade que só fica tocando a bola pro lado e tomar um " deus nos acuda" na defesa? Não tenho mais paciência de ver pela tv, quanto mais sair de casa e gastar dinheiro pra ir ao estádio! Time jogando sem vontade. Continue assim que a segundona taí.
Responder
Jorge Racca - 29/08/2017 às 16h23
Muito bom !!!!!!!!!! Aliás excelente !!!!!!
Responder
Valéria - 29/08/2017 às 09h49
Discordo. O time jamais deixou de procurar o gol, mesmo desordenadamente. Se os jogadores quisessem entregar o jogo, abririam a defesa e perderiam de 3 ou 4 gols.
O Corinthians perdeu em casa para o lanterna do campeonato, time o qual o Fluminense ganhou por 3 a 1. E daí? A competição termina em dezembro.
ST
Responder
Marcelo Fernandes - 28/08/2017 às 19h54
sem acerto do direito de imagem, adeus Libertadores
Responder
Anderson Oliveira - 28/08/2017 às 19h18
Excelente comentário, o que esperamos é sangue e amor a camisa dos jogadores e ultimamente não é o q estamos vendo.
Responder
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden