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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 11 set 2017
Memória Tricolor: o dia em que os árabes alugaram o Maracanã (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

Em setembro de 1981, o Fluminense enfrentou a Seleção da Arábia Saudita, em jogo amistoso, no meio de semana à noite, no Maracanã.
 
Com o Campeonato Carioca em andamento, o técnico Luiz Henrique mandou a campo um time totalmente de reservas, pois no domingo seguinte, a equipe titular enfrentaria o Serrano, em seu estádio. A vitória nesta partida, em Petrópolis, seria importante na caminhada para o desejado Bicampeonato.
 
A Seleção Saudita estava em excursão e o mandatário árabe queria que o time atuasse contra uma equipe aqui do Rio, no grande estádio. Para isso, os visitantes arcariam com todas as despesas de funcionamento e, de quebra, liberariam totalmente a entrada para a torcida.
 
O escolhido foi o Fluminense, por ser o atual Campeão Estadual à época e pela fama de possuir a Taça Olímpica, famosa honraria de renome mundial.
 
Vejam bem: não era jogo-treino, prática que é comum atualmente. Era um jogo oficial, ainda que de caráter amistoso, com os times uniformizados normalmente, existindo súmula e arbitragem federativa. Havia, ainda, um troféu em disputa.
 
Entrei pelo portão da Avenida Maracanã, indo direto para a arquibancada. Faltando poucos minutos para o início, o comparecimento da torcida era bem reduzido.
 
Os reservas, alguns conhecidos, outros nem tanto, teriam uma oportunidade de movimentarem-se, mostrando empenho com uma boa atuação. A partida foi de uma correria intensa, muito mais pelos árabes, do que pelo nosso time. As vozes e os gritos dos jogadores, eram perfeitamente ouvidos por todos os presentes, em certos momentos.
 
Foram destaques, apenas, os meias Valtair, Cristóvão e Zezé Gomes, este jogando de centroavante, vulgo "Charuto", apelido simpático, colocado por nós, torcedores.
 
O placar final ficou em 2 a 2.
 
O que ainda me chamou a atenção, neste jogo de portões abertos, foi que todos os setores foram franqueados, à vontade do torcedor: cadeiras azuis, arquibancadas e a geral. E não é que tinha gente na geral? Impressionante!
 
Tradição é tradição.
 
TOQUE SUTIL: Sem problemas
 
Libertadores, 2008. Na chegada ao aeroporto de Assunção, no Paraguai, para o jogo contra o Libertad, um tricolor boa-praça, Rodrigo, percebeu que esquecera o passaporte no avião e disse-me que iria buscar o documento. Ele foi e voltou em instantes. Fiquei surpreso com a rapidez e ele falou:
 
- Sem problemas, o meu irmão é o piloto do avião que nos trouxe.

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