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em foco • Por Marcello Luna • 15 set 2017
Para ser líder o homem tem que ter o que perder (por Marcello Luna - “Fluminense, a nossa maior paixão")

Prezados, o Fluminense vem atravessando a Avenida 2017 sob um turbilhão de problemas, a contar do anúncio da falta de um mísero centavo na conta do clube, logo nos primeiros dias do corrente ano, passando pela detecção de um passivo monstruoso, apesar da gestão anterior afirmar ter deixado saldo em caixa e dívidas equacionadas.
 
As contas da última gestão Peter foram aprovadas, sabe-se lá Deus sob quais razões, enfim, e o Fluminense vem se arrastando a passos trôpegos, com resultados oscilantes no campo futebolístico, porém ainda respira.
 
Para compensar essa ópera bufa, num suspiro inspirado, a gestão Abad contratou Marcus Vinícius Freire para ser o nosso Diretor Executivo, elevando, sim, com absoluta certeza, a qualidade da diretoria.  
 
Não tenho dúvida de que, se conseguir trabalhar em paz, com o apoio de todos, Marcus Vinícius irá produzir grandes resultados, não podendo ser deixado de ser observado que o projeto apresentado por ele e o seu satff é de imensa grandeza e certamente colocará o Fluminense em elevadíssimo patamar.
 
Na última Terça-feira, quando o Conselho Deliberativo do Fluminense se reuniu para se inteirar a respeito do projeto do nosso Diretor Executivo, Marcus Vinícius teria que ter sido recepcionado de outra forma, merecia ter sido escutado com uma atenção mais respeitosa.
 
Infelizmente, o foco da reunião foi desviado, em prejuízo do próprio Fluminense.
 
Uma reunião que deveria à princípio ser elucidativa, esclarecedora, propositiva, porquanto Marcus Vinícius esteve lá para se apresentar e expor toda a sua linha de ação, acabou virando palco de inquisição prematura à gestão Abad.
 
Assuntos como a revelia do Fluminense envolvendo a ação trabalhista do Levir Culpi e a matéria veiculada na imprensa escrita sobre a suspeita do clube ter obtido ilicitamente um alvará provisório para dispor do Estádio de Edson Passos acabaram por ganhar espaço protagonista, quando, na minha visão, mereciam, naquela oportunidade, apenas o espaço  coadjuvante.
 
Não estou dizendo com isso que esses assuntos não deveriam ter sido questionados naquela reunião, longe disso, aliás, muito longe. Estou dizendo apenas que esses assuntos deveriam ter sido deixados para a fase final daquela assentada, após o Diretor Executivo ter concluído a sua apresentação.
 
Por fim, uma ótima oportunidade de nos inteirarmos melhor e com bem mais profundidade sobre o projeto que o novo Diretor Executivo já está colocando em prática, há cerca de 40 (quarenta) dias, foi desperdiçada.
 
Estive reunido com Marcus Vinícius, semanas atrás e fiquei muitíssimo impressionado com sua objetividade, praticidade e rapidez de raciocínio.
 
É como eu disse acima: se o deixarem trabalhar, frutos serão colhidos, não pairando dúvida de que o seu currículo é excepcional, não se tratando, sob qualquer hipótese, de um aventureiro. 
 
Temos que nos livrar da nossa tradicional letargia, se quisermos modernizar a nossa gestão, profissionalizando-a, de verdade.
 
O ato de se despir de certos hábitos que se encontram enraizados há 115 anos em nossa estrutura arcaica é complicado, encontra resistência natural de certos feudos, de certos grupos que, por seu turno, para evitarem render-se ao possível sucesso da moderna forma de gerir o clube, de tudo fazem para propalar seus discursos histriônicos.
 
Entendo perfeitamente que esses discursos histéricos, em alguns momentos fora da hora, têm por objetivo marcar posição, mostrar que o grupelho político respira, nem que seja por aparelho e que o candidato vencido no último pleito em tudo “está de olho”.
 
Quando o discurso é longo, o direito é curto.
 
Aprendemos isso nos primeiros dias de faculdade. Falar, falar, falar, sem se aprofundar, sem demonstrar conteúdo, tão-somente prende a atenção dos incautos, sem sensibilizá-los, todavia.
 
A pobreza franciscana desses discursos histéricos é de apavorar, tamanha é o despreparo daquele que lança sem conhecimento de causa palavras ao vento, quando tenta jogar para a torcida.
 
A verdade é que o Fluminense hoje carece de lideranças mais bem preparadas, com estofo, com café no bule.
 
E digo isso em relação à situação e em relação à oposição.
 
Já disse que para ser líder o homem tem que ter o que perder.
 
Quem lidera sem nada perder é, nada mais nada menos, um oportunista e, num determinado momento, em nome da própria conveniência, sairá do campo de batalha, com raríssimas exceções.
 
Grandes “ativos” não são criados, à luz da necessidade política. Não podem receber azeitonas na empada de forma prematura e sem o devido merecimento. Quando isso acontece, em pouco tempo, percebe-se claramente que esses “ativos”, em nome da verdade, nada conseguiram produzir, de maneira concreta.
 
Entendam que grandes “ativos” nascem por si só, trazendo no DNA informações genéticas que os tornam diferenciados.
 
É hora das velhas lideranças começarem a entender que, sim, infelizmente, pararam no tempo e no espaço.
 
Uma reciclagem, de tempos em tempos, não faz mal a ninguém, não é demonstração de derrota, na medida em que engorda (em termos políticos) e faz crescer (em termos de conhecimento).
 
Se quiserem realmente resgatar o Fluminense, em todos os seus aspectos, que tirem as lideranças as remelas que estão a ofuscar suas respectivas visões, de modo enxergar melhor os verdadeiros “ativos”, seja na situação, seja na situação.
 
Com isso que temos hoje, e o tempo vem mostrando exatamente isso, não iremos a lugar algum. 
 
Saudações Tricolores!!!

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André Morand - 15/09/2017 às 18h31
Acho muito estranho e engraçado (se não fosse trágico) um grupo como o MR21,
que atacava a Flusócio sem piedade vir agora a pu lixo defender a gestão.
Ou é falta de critério ou é falta de algo bem pior.
Saiam do muro, ou vocês são situação ou são oposição. .. Fica muito feio ficar em cima do muro e se aprovado ditar no momento oportuno.
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