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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 31 out 2017
Abel, a responsabilidade no Fla x Flu é nossa. Exigimos raça! (por Eduardo de Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Não abordarei o empate contra o Bahia, pois o nosso colega do O’Tricolor.com, Marcelo Savioli, esmiuçou o jogo e esgotou a análise da peleja em excelente artigo.

Vamos lá.

Após mais uma atuação pífia e apática no Campeonato Brasileiro, agora contra o Bahia (e dizem que os baianos é que são preguiçosos), o nosso treinador concedeu entrevista dizendo que a responsabilidade no jogo decisivo pela Copa Sul-Americana seria do Flamengo, pois teria “uma equipe muito forte, uma equipe que tem a vantagem (...) e isso aumenta a responsabilidade deles”.

Discordo, com todo respeito.

Perdemos a primeira partida (outra atuação fraca). Estamos em desvantagem. Portanto, precisamos reverter o placar. Partir para cima. Focados. Determinados. Fazer mais de um gol. Vencer. Então, de quem é a responsabilidade? Deles? Não. É nossa!

E não é justificativa enaltecer o adversário conjecturando ser uma equipe muito forte – o que não é –, bastando verificar os últimos resultados deles. Essa oratória de endeusar o adversário só nos diminui. O mantra tem que ser outro: com vontade e raça, somos mais fortes do que eles.

Entendo que esse discurso procura proteger os jogadores, mas nos apequena. Somos grandes, temos história, tradição. Somos FLUMINENSE. É preciso que os jogadores, por mais jovens que sejam, entendam isso, tenham isso em mente. É imperioso que nossos atletas se agigantem vestindo essa camisa, cresçam, suem e se doem nesse clássico de quarta. Guerreiros. É o momento de provarem para nós, tricolores, que vocês possuem sangue nas veias.

Não exigimos que os nossos atletas torçam pelo Fluminense. Não mesmo. Queremos profissionalismo. Respeito e dignidade. Hombridade e responsabilidade. Sim, somos os responsáveis para vencer e convencer amanhã. Não pedimos toque de classe, jogadas de efeito. E, sim, vontade. Sem abdicar da vitória e da classificação, do início ao fim da partida.

E, nessa toada, oportunas e marcantes as palavras de Cavalieri, ontem: “Temos que fazer por nós e pelo torcedor”. Coloquem, por favor, essa frase no vestiário, antes do jogo. É um pedido.

Destarte, mais uma vez, convoco a torcida. Confesso que tenho dificuldade de, a cada coluna, escrever palavras de apoio, de incentivo ao torcedor e ao elenco. Não é fácil ser um torcedor positivo, otimista com um time que não corresponde dentro de campo. E está na hora de corresponder.

Como disse, não vou falar sobre a atuação contra o Bahia. O único ponto positivo foi o retorno do bom futebol de Sornoza. O equatoriano empenhou-se, procurou o jogo, deu bons passes e quase fez um gol de falta.

De resto, foi sofrível. Time sem padrão de jogo. No segundo tempo, só chuveirinho. Time sem raça, sem fome, estático. O sangue de encarnação só apareceu na camisa. Enquanto isso os nossos “rivais” (Coritiba, Atlético-GO, Ponte e São Paulo) estão conscientes e focados. A dedicação dos jogadores do São Paulo no clássico contra o Santos orgulhou a sua torcida. E nós? Por que nós não podemos ter orgulho de vocês, jogadores? Representem essa torcida, pois ela tem gritado por vocês na arquibancada incessantemente.

Fica o apelo para o nosso querido Abelão, sua comissão técnica e jogadores: queremos vontade, concentração e gana para vencer amanhã. Chega de toquinhos burocráticos para o lado, sem objetividade alguma. Pedimos deslocamento, movimentação, dedicação. A vitória com gols será consequência natural do suor que se deixará em campo.

Força, Luta, União, Movimentação, Intensidade, Nascimento, Energia, Nobreza, Suor e Eliminar (o Flamengo).

O nosso grito faz gol, mas para gritar é preciso empenho dos nossos atletas.

Estamos juntos. ST.

 

Tabelinha:

- Sou contrário à vaia durante o jogo, especialmente no primeiro tempo. Se é para gastar o gogó, que o foco seja o Lucas, jamais o Scarpa que erra muito porque arrisca mais. Vamos apoiar.

- Impossível não ter um plano B para substituir o Lucas. A falta de preparo físico do nosso número 2 impressiona. Joga em câmera lenta.

- Richard, volte a atuar como nosso cão de guarda assim como foi contra o São Paulo.

- Será que a cabeça do Wendel ainda está dodói? A do Orejuela também? E por onde anda o Robert? Sei não...

- Entre Wendel (com a cabeça sã) e Douglas, prefiro aquele para o clássico de amanhã. Ele é bom na transição. Era o nosso motorzinho. Era...

- Wellington Silva parece estar com a roda presa, fora de forma (e Robinho, que se machucou ontem, pesadão). Por isso, colocaria para o jogo de amanhã, quando se exigirá intensidade e movimentação, Marcos Jr. É o melhor que temos nesse momento. Não me xinguem.

- Robinho (que custou caro), Lucas e Romarinho foram as nossas parcas contratações. O único que se salvou foi justamente o desconhecido, e considerado contrapeso, Richard. Sem mais.

 

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Paulo Spolidoro - 31/10/2017 às 14h37
Caro Eduardo, boa tarde.
Concordo com a sua análise. É "psicologia barata" dizer que a responsabilidade é do adversário. Mas entendo o Abel. Não deve ser fácil comandar um time com tantos garotos que foram apresentados repentinamente à fama. Uma palestra motivacional nesse momento poderia ajudar esses jogadores. São garotos nitidamente de origem humilde, muitos sem estudo e alimentação adequados. Pedir para cada jogador escolher um ídolo da Sala de Troféus e estudar a sua história de vida e de glórias no Fluminense talvez ajude. A ideia seria mostrar que eles podem superar quaisquer adversários e adversidades. Vamos para cima! We'll never surrender! ST!
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