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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 16 out 2017
Guerreiros (versão 2017). Abel nos ouviu (por Eduardo de Moraes – “A voz das Laranjeiras”)

Abel nos representa.

A relação de amor entre Abel e o Fluminense é antiga. Iniciou sua carreira, como jogador, nas Laranjeiras, integrando o elenco profissional em 1971. Nesse ano foi campeão carioca, repetindo o feito em 73, 75 e 76.

Como treinador, já foi campeão carioca pelo Fluminense e brasileiro em 2012. Inquestionável, portanto, esse laço afetivo entre Abel e Fluminense.

Quis o destino que, no momento mais difícil de sua vida, estivesse Abel ao lado da torcida tricolor, amparado por nós, atenuando – se é que isso é possível – a perda de um filho. Aquele minuto de silêncio ensurdecedor foi emblemático, emocionou o mundo e mostrou o quão especial é essa torcida.

Passados alguns meses, daquele silêncio veio a grita. Após uma série – quase infinita – de insucessos, derrotas, time sem o mínimo padrão tático e mal escalado, Abel, com bom senso e humildade, ouviu e compreendeu os reclames de nossa inconformada e antenada torcida, seja no aeroporto, no Centro de Treinamento ou nas redes sociais.

Abel, definitivamente, nos ouviu.

A mudança foi repentina e positiva.

O primeiro ato foi o afastamento do jovem Wendel. Remédio eficaz, dosagem precisa. O menino entendeu, aprendeu e fez uma excelente partida contra o Avaí. Nosso motorzinho. Continue assim, pés no chão. O seu futuro é promissor.

O segundo ato foi a mudança no esquema tático, abrindo mão do estático e previsível time com três cabeças de área e colocando um atacante (no caso, Marcos Jr.). Trouxe movimentação, velocidade. Um time vertical e agressivo. Desengessou.

O terceiro ato. Sem pretender queimar atletas, precisamos pensar no nosso Clube. Era visível que algumas peças destoavam, com flagrante deficiência técnica. Dou os nomes: Orejuela, Leo Pele e Nogueira. O equatoriano, burocrático, vagava em campo nos últimos jogos. O lateral esquerdo inoperante, hesitante, inútil. O zagueiro inseguro, atabalhoado.

E foi assim que o Fluminense teve uma melhora em sua atuação ontem, principalmente no primeiro tempo. Abel parece ter acertado na formação e na escalação. Trouxe de volta os experientes Cavalieri e Gum. Barrou os citados acima. Deu nova oportunidade ao Marcos Jr. que, apesar de criticado por parte da torcida, sempre se doa em campo, dá movimentação e intensidade à partida.

 

Além disso, os retornos de Sornoza (em breve alcançará a boa forma tática e técnica) e do motorzinho Wendel fizeram Scarpa crescer. O time cresce. Sobre o nosso capitão, percebe-se que ele não fica mais estático na ponta direita. Abel nos ouviu, amigos.

Destaques especiais, agora, para Richard e Marlon. São dois jovens veteranos. Em relação ao Marlon, marcou com eficiência, optou pelas melhores jogadas e passes e os seus cruzamentos foram perigosíssimos, conscientes, precisos. Richard, para mim, é a grande revelação nesse segundo semestre. Alto, ótima postura, corre os 90 minutos, marca bem (e sempre procura não fazer falta) e tem a calma no momento do passe. Não se apavora. E ainda se apresenta no ataque. Virou titular absoluto por méritos dele.

Não posso deixar de fazer menção ao zagueiro Reginaldo (ao lado de Gum). Só precisa aprimorar o passe. Faça o simples. Finalmente, nossa dupla de zaga nos passou um pouco mais de segurança. Mas lembre-se: com o meio de campo combativo, a zaga fica protegida.

Ah, o Ceifador. Sem palavras...

Em síntese, foi a vitória da dedicação, da vontade, da gana pela vitória, do início ao fim do jogo. Era isso que pedíamos. Jogando assim, a torcida tricolor se sentirá tão bem representada, não apenas pelo Abel, mas pelos novos guerreiros.

* * *

Nossa sequência: São Paulo (Rio), Chapecoense (fora), Bahia (Rio), Botafogo (Engenhão), Coritiba (Rio), Cruzeiro (fora), Corinthians (fora), Ponte Preta (Rio), Sport (Rio), Atlético-GO (fora).

Convenhamos: se apresentarmos, nessa reta final, a mesma determinação e comprometimento da partida de ontem, a caminhada não será tão árdua. Vencendo quatro das partidas no Rio (Bahia, Coritiba, Ponte e Sport), faremos 12 pontos e o fantasma do rebaixamento estará sepultado. Isso sem falar que, na última rodada, pegaremos o Atlético-GO provavelmente rebaixado. Além disso, Cruzeiro não aspira mais nada e a Chapecoense não tem mais aquela força jogando em casa. Até mesmo quando encararmos o Corinthians, talvez já seja campeão.

E olha que nem falei da próxima partida, em casa, contra o São Paulo. Confronto direto e importante. Guerra, no bom sentido. A torcida precisa comparecer. Uma vitória nos dará confiança e moral. Arrancada!

Enfim, amigos, é hora de apoiar. Estar presente. Não vaiar, mas sim gritar e incentivar. A molecada correspondeu ontem. E que continue assim. Honrando a nossa camisa e deixando em campo suor. Se não vínhamos tendo inspiração, a transpiração é obrigatória, necessária. Vamos continuar nessa sintonia, nessa toada.

Nosso grito faz gol.

Não cairemos.

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