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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 13 out 2017
Só nos resta torcer (por Eduardo de Moraes - "A voz das Laranjeiras")

O nosso grito faz gol.

Não temos saída. Torcer e torcer.

Nosso elenco é limitado, não foram feitas as contratações esperadas e ocupamos posição indesejada. Queríamos disputa de título e nos deram sofrimento. O que fazer? Torcer.

Terminado o campeonato, caindo ou não, iremos criticar. Mas jogar pedras, nesse momento difícil, é burrice, é não ser tricolor.

Feitas estas ressalvas, vamos à realidade.

Ontem, as torcidas organizadas se uniram (gol de placa) no estádio vazio do lado tricolor e Abel escalou bem. Colocou Gum, Marlon na lateral, Richard na marcação e abriu mão dos três volantes.

Venho falando há tempos que Wendel merecia, no mínimo, um banco. Abel foi além: o afastou. Decisão acertada. Fluminense Footbal Club não permite Adrianos e Jobsons da vida. Compreendo que ainda é menino e que o sucesso foi repentino, mas temos que pensar no nosso Clube. Precisamos de homens honrando a camisa. Precisamos lutar para evitar o rebaixamento. Precisamos de comprometimento. E quando um atleta não entende isso, não resta outra saída senão o afastamento. Espero que tenha caído a ficha para o Wendel. Ele tem um potencial absurdo. Wendel, volte a ser aquele jogador impetuoso, imprevisível, ousado. Estamos ainda com você.

Gum entrou muito bem. Importante a presença de jogadores experientes. Querendo ou não, nosso guerreiro é bicampeão brasileiro. Merece nosso respeito.

O Fluminense começou ligado, mas depois tirou o pé do acelerador e o Flamengo equilibrou a partida. Resultado justo. O importante é que mostramos brio, vontade, gana. Somente assim poderemos suprir a deficiência técnica do time e elenco.

A culpa do gol foi do Richard. Falo, também, sobre isso há tempos. Marcação homem a homem. Cada um colado no adversário até o fim da jogada. Não é difícil. Acorda, Abelão! Entendo que o Richard merece o nosso crédito e a titularidade. Vamos em frente.

Um fato que me preocupa (e muito) é a ausência da nossa torcida nos estádios. Vejo alguns comentários criticando a torcida. É um erro. Sem time, a torcida se afasta. É natural em qualquer clube. Ninguém é masoquista para ir ao estádio sofrer. A torcida tricolor perdeu a fé. Está triste, desacreditada. Não tem ídolo para assistir. Não tem time para vibrar. Todavia, é um momento de sacrifício. Não temos saída. Como disse no início dessa coluna, vamos criticar depois, em dezembro. Agora, não. É o momento para apoiar o Fluminense, ir ao estádio e esquecer política. Não podemos ser rebaixados. Não e não. A promoção feita pela diretoria foi acertada. Somente nós, torcedores, poderemos tirar o Fluminense desta situação.

As vitórias contra Avaí e São Paulo são essenciais. Seis pontos urgentes. Galera, vamos ao estádio. O nosso grito faz gol.

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