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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 23 out 2017
Três volantes novamente? É para voltar a sofrer? (por Eduardo de Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Bipolaridade tricolor. Após uma boa exibição contra o São Paulo, o time teve uma atuação sofrível ontem contra a Chapecoense, de quem somos vergonhosamente fregueses.

Quando parecia que estávamos no caminho certo, entrando nos trilhos, vem o nosso treinador e surpreende, voltando a escalar três volantes e o inoperante Pedro no ataque.

Reparem que, sempre quando tomamos conhecimento da escalação, já sabemos que iremos perder. E foi o que aconteceu. Não precisa ser profundo entendedor de futebol para ver o óbvio.

O que houve, Abel? Não há a mínima justificativa para o retorno ao fracassado esquema com três cabeças de área. Na minha última coluna, exaltei a sua atitude de ouvir a torcida e colocar um time mais ofensivo, desengessado, com mobilidade, sacando um cabeça de área. Hoje, penso: ouviu mesmo? Não sei.

Os desfalques não são argumento. E daí? Por que escalar Marlon Freitas e não Robinho, Luquinhas ou Peu dando continuidade ao novo padrão tático que vinha funcionando? Aliás, que infelicidade a de colocar um jogador (Marlon Freitas) cujo pai morreu no dia anterior? Impossível o atleta não ficar abalado. Somos humanos. Poupasse o moleque que, ontem, não rendeu, assim como todo o time.

Vergonhosa a atuação ontem. Vergonhosa. Time mal escalado, sem sangue, sem atenção, displicente. Um bando sob a batuta de Abel. Parece que estamos disparados na liderança do campeonato. Só falta agora o elenco relaxar e achar que já escapamos do rebaixamento. O elenco é limitado. É preciso ter a consciência disso. Que somos transpiração e não inspiração. Doação dentro de campo.

Tenho elogiado o meio campista Richard, que veio do desconhecido Atibaia de São Paulo, e se tornou titular absoluto. Boa postura, marcação intensa, mobilidade, passes fáceis. Ontem, pareceu um pouco desligado, com menos pegada. Espero que não esteja se achando craque só porque caiu nas graças da torcida. Efeito Wendel?

O desinteresse e a apatia ontem me impressionaram. Era mais uma oportunidade para fazer cessar a vexatória escrita de não vencer o time de Chapecó. Eles também estão em má fase e com desempenho ruim jogando em casa. Além disso, ontem, atuaram com um time repleto de volantes. Se Abel tivesse estudado o adversário, se fosse um mínimo estrategista, jamais voltaria ao covarde esquema com três volantes, mas sim uma marcação adiantada.

Foi um retrocesso, portanto, iniciar com três volantes. Para agravar, quando deveria ter corrigido, urgentemente, no intervalo, nosso técnico nada fez. Teimosia? Falta de ousadia? Sei lá. Mas cansa...

Sobre o jogo, pouco tenho a comentar. Não entramos em campo.

Cavalieri apresentou o velho e conhecido defeito. Não sai debaixo da trave. Parece que tem uma cola ali. Quem é o treinador de goleiros? Ele não percebe que o nosso goleiro tem que treinar esse fundamento?

O segundo gol da Chapecoense foi a prova inequívoca da apatia e indiferença do time com o resultado da partida. Escanteio para eles. Pasmem: ninguém ficou colado à trave no primeiro pau para cortar o cruzamento. Nem nas peladas do Aterro do Flamengo se comete uma falha dessas no escanteio. Nem o Íbis. Elementar. Primário. Infantil.

Outro que merece destaque (negativo) é o atacante Pedro. Não vou queimar o garoto. Seria uma covardia, até porque o responsável é quem o escala. Não podemos esquecer que ele era artilheiro nas divisões de base. Mas convenhamos: pelas suas atuações, é praticamente um a menos. Na ausência do Dourado, por que não mudar o esquema, jogando sem centroavante fixo? Daria mais mobilidade e leveza ao ataque. Sobretudo, jogando como visitante.

Para encerrar, eu gostaria de uma explicação: em todos os clubes, o jogador emprestado não pode atuar contra o seu time. O empregado não pode atuar em desfavor do empregador. Se é certo ou errado, não sei. Mas é o que acontece, na prática. Como permitiram que Wellington Paulista (emprestado ao Chapecoense) jogasse ontem? Por ironia do destino, fez o segundo gol. Foi o tiro no pé. Gol contra literalmente.

Peço aos amigos que compareçam ao Maracanã na próxima quarta e, especialmente, aos jogos finais do Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro. Não vamos esmorecer. Nossa torcida fez a diferença. Nosso grito faz gol. Vamos apoiar. E que o nosso treinador abomine o esquema com três volantes.

Abel, ouça-nos.

 

Tabelinha:

- Quero conhecer o padrinho desse Romarinho. Ele deve ser “O cara”.

- Precisamos de três vitórias. Sinergia entre torcida e jogadores é essencial.

- Bola aérea na nossa área é um Deus nos acuda, é praticamente um pênalti para o adversário. Vamos treinar.

- O equatoriano Sornoza faz muita falta. O Scarpa sem ele não rende. É a dupla sintonia fina.

- Gum mal ontem. Mas tem muito crédito.

- Exigimos time com alma de guerreiros para a próxima quarta.

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