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em foco • Por Marcello Luna • 02 out 2017
Um homem não foge de suas responsabilidades e não se exime de toda e qualquer culpa (por Marcello Luna - “Fluminense, a nossa maior paixão”)

Prezados, não há dúvida de que Abel Braga cometeu alguns equívocos, ao longo do campeonato brasileiro, tais como escalações confusas e substituições não muito acertadas, além de deixar Cavalieri de fora por 26 jogos, a fim de que aquela árvore vestida de amarelo, Júlio Chester, pudesse jogar.
 
Erros todos os profissionais estão passíveis de cometer, porém, em nome da verdade, a nossa atual situação não nos permite mais cometer qualquer tipo de erro. E quando eu digo “não nos permite” estou me incluindo no grupo daqueles que, em algum momento, tomaram decisões equivocadas. E me incluo nesse grupo por uma única razão: sou Fluminense até morrer e Fluminense somos todos nós, uma única só pessoa.
 
Outro dia, cheguei a comentar que o sucesso da gestão Abad será o meu sucesso também, da mesma forma que o fracasso dela também será a minha derrota, caso ele venha a ocorrer. Cheguei a consignar também que, inobstante jamais ter apoiado Peter, as “conquistas” da gestão do gajo foram minhas também, tal qual todo o insucesso deixado como legado, vide rebaixamento em 2013 e colapso financeiro no qual mergulhou a nossa maior paixão.         
 
O momento é crítico e preocupante.
 
É justamente na aflição que vemos quem é quem, até porque nessas horas podemos aferir quem é leal e quem é covarde.  E assim digo porque ontem, lamentavelmente, nós começamos a ver o início do processo de fritura do nosso Abel Braga que, como comentado acima, cometeu alguns erros, não merecendo, todavia, ser “fritado” justamente por pessoas que integram a base do principal grupo de apoio político do Presidente Pedro Abad.
 
O mentor da deselegante postagem, tal qual em 2013, começa a procurar um culpado pelo péssimo momento que estamos atravessando.
 
Recordo-me que, em 2013, essa mesma criança procurava preservar Peter Siensem, sob o ridículo argumento de que a gestão não comandava o departamento de futebol e sim a investidora (UNIMED), como se tivesse havido uma terceirização, o que nos leva à óbvia conclusão, seguindo o raciocínio da criança, de que o título de 2012 foi exclusivamente da UNIMED e não da gestão Peter.
 
Bom, como o departamento de futebol, em 2017, não está mais “terceirizado”, o gajo agora tenta atribuir ao treinador toda a responsabilidade pelos resultados negativos que o time vem alcançando, não se constrangendo em omitir o fato de que o departamento de futebol não se resume ao Abel Braga e a Comissão Técnica, pois estão lá, no dia-a-dia, Fernando Veiga, Marcelo Teixeira e Alexandre Torres.
 
Sob a óptica dessa criança que acredita que o Abel possui um grupo de elevado nível técnico e mesmo assim não consegue desenvolver um bom trabalho, o principal grupo de apoio à gestão atual jamais erra.
 
Os erros são sempre dos outros.
 
No início da temporada, esse mesmo elenco despertou as esperanças dos mais desavisados, tendo em vista ter passado como um trator por times de terceiro escalão no campeonato carioca e no início da Copa do Brasil. E esse mesmo que hoje critica carinhosamente o Abel Braga, não se cansou de propalar a competência da gestão, responsável pela implementação de uma moderna filosofia de trabalho, de elogiar o nosso projeto “Samorin”, dentre outras coisas a mais.
 
No frigir dos ovos, nos resta uma única certeza: filho feio não tem pai! E isso fica claro exatamente agora, quando estamos prestes a acionar a campainha do portão do inferno.
 
Como podemos nos encontrar nessa situação, Abel, se o elenco é de ótimo nível? Como é que você conseguiu errar dessa maneira, adorado Abel? Recebeu todos os ingredientes necessários ao preparo do mais requintado dos pratos, mas, por incompetência, apesar de adorar você, Abel, sou obrigado a dizer que nem um mísero mexidão você conseguiu fazer, a fim de matar a fome da nossa torcida.     
 
Resumindo a ópera, foi isso o que quis dizer o sujeito que postou, ontem, após uma nova derrota, as doces e amáveis críticas dirigidas covardemente ao nosso Abel Braga.
 
Deslealdade é algo absolutamente imperdoável.
 
Um homem não foge de suas responsabilidades e não se exime de toda e qualquer culpa.
 
Por duas situações distintas entre si, estive pessoalmente com o Presidente Pedro Abad, na semana passada. E, em decorrência desses dois encontros, fiquei convicto de que lidei com um homem reto, probo e idôneo, merecedor, portanto, do meu respeito e da minha lealdade, apesar dos erros por ele cometidos. 
 
Ao contrário do que se fez noticiado, Pedro Abad estava em Porto Alegre, juntamente com a delegação, e não deixou de, ao lado do Abel Braga, prestar satisfação à torcida, quando interpelado.
 
Temos que caminhar juntos e ombreados, no atual momento de explícita e inegável agonia.
 
Me recuso, veementemente, a deixar de apoiar a gestão Pedro Abad, ainda mais quando a mesma necessita da união e da força de todos nós tricolores, devendo ficar absolutamente claro que apoiar não significa se submeter.
 
As questões de naturezas eminentemente políticas devem, doravante, serem deixadas de canto, para um momento mais apropriado, pois de nada adiantará chegarmos em 2019 completamente destroçados, porquanto não restarão sequer as batatas para saciar a fome dos os “vencedores”.
 
Precisamos apoiar o trabalho do Abel Braga, precisamos cobrar do elenco uma reação minimamente digna, precisamos voltar a ocupar as arquibancadas, a fim de incentivar aqueles que devem, por dever de ofício, nos honrar.
 
Saudações Tricolores!

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Paulo RIBEIRO - 02/10/2017 às 17h40
E isso ai Dr.Marcelo.Vamos suar sangue mas vamos sair dessa.Louvo nosso Abelao
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