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em foco • Por Heleno Sotelino • 19 dez 2017
Bolas dentro e fora (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Dezembro, tradicional mês de festas, de férias dos jogadores de futebol e de abertura e, quiçá, aquecimento do mercado do futebol.

E como acontece em todos os anos, começam as especulações que vão suprir a lacuna da ausência de futebol e sua consequente falta de assunto.

Embora as principais notícias do mundo do futebol ainda sejam canalizadas para a terrível barbárie verificada no Maracanã por ocasião da final da Sul-americana, não podemos também deixar de reconhecer que a maior parte das especulações de fim de ano visam o Fluminense.

Gustavo Scarpa sai. Já li que tinha fechado com o Palmeiras, assinado com o São Paulo, mas que interessa ao Grêmio, tinha chance de ir para o Atlético trocado pelo Fred (??), que já estava com um pé no Corinthians, enfim,  farto noticiário, mas que no fundo é apenas especulação.   

Não é segredo que o nosso camisa 10  pretende sair e também que o Abel pediu uma política de trocas, mas se fala muito, principalmente nas redes sociais, comenta-se, faz-se fofoca e nada se concretiza.

Mas isso é normal em épocas de fim de ano. O vai e vem do mercado é um dos poucos assuntos que vivem em pauta até que as rabanadas e as castanhas comecem a prevalecer nas mesas brasileiras.

A saída do Scarpa seria uma bola dentro? Ou uma bola fora? Polêmica, claro. Muitos acham que ele não deveria sair, nosso melhor jogador, vale muito. Outros acham que deveria ser uma troca vantajosa. Na minha modesta opinião, o atleta está insatisfeito e uma troca que valha a pena, que supra lacunas existentes em nosso time, até que não seria uma má ideia.

Porém, uma preocupação é com a gestão do futebol. 

2017 foi um ano ruim. Não adianta justificar, ou melhor, pode-se até ter justificativas para o mau desempenho do time, mas não podemos deixar de admitir que não queremos comemorar a permanência na primeira divisão.  

Queremos comemorar títulos, comemorar classificação para a Libertadores, mas ficar na primeira divisão é obrigação, nunca motivo para comemorar.

Somente a luta para permanecermos na elite do futebol brasileiro já demonstra claramente que a visão de quem dirige o carro-chefe do clube está equivocada.

Em português bem claro: a política adotada para o futebol do Fluminense para 2017 foi ruim.   Muito ruim.

Então, mudanças deveriam ocorrer. Radicais, pois permanecer no mais do mesmo é apequenar o time e voltar aos idos de 2015 com comemorações porque vencíamos o Madureira.

Nada tenho contra o novo Vice-Presidente de Futebol, que é dentista de profissão, mas é um contrassenso que o Presidente Abad resolva nomeá-lo, ainda que pertença ao seu grupo político, porque é exatamente o paradoxo do que sempre foi apregoado.

Um dos objetivos da gestão é, acertadamente, a profissionalização do clube, o que vem sendo feito em diversos setores pela gestão. Bola dentro.

Mas ao nomear uma pessoa que não é do ramo para comandar e dar as diretrizes do futebol, motivo de existência do clube, foi uma verdadeira bola fora. Onde está o profissionalismo que foi apregoado?  

A nomeação se dá num momento em que o Fluminense e alguns empregados estão às voltas com problemas com ingressos para as torcidas organizadas, no momento em que o gerente de futebol fora demitido e que o Sr. Marcelo Teixeira parece voltar para as divisões de base.

Ou seja, bota-se uma pessoa inexperiente para cuidar de um caso difícil, com uma pressão enorme, sem comando nenhum e com um elenco insatisfeito e um barco prestes a naufragar.

Permitam-me a expressão, mas se coloca uma freira para tomar conta do bordel.

Por outro lado, decisão unilateral do Presidente Abad que agiu de surpresa e parece assumir os riscos da casa desabar. E exatamente por isso, por ser uma decisão sem ouvir os grupos de apoio, sem ouvir outros membros da gestão, enfim, uma decisão que surpreendeu e desagradou a todos, talvez nem tanto pela pessoa escolhida, mas certamente pelo modo como foi escolhida.  

Quando a palavra-chave é profissionalização, o comando é amador.  Haja contradição.

Bola fora. Muito fora.

Quando escrevo, tenho a notícia da contratação de Paulo Autuori. Bom nome, profissional e que pode fazer um bom trabalho. Vai se submeter ao Vice Presidente amador?   

Contratação bola dentro. Planejamento bola fora.

Mas bola dentro, golaço mesmo é a apresentação do orçamento para 2018 de responsabilidade do Vice Presidente de Finanças Diogo Bueno.

Como há muito não se via, o Orçamento de 2019 será votado ainda este ano.  Trata-se de um orçamento que sai de um déficit grande para uma previsão superavitária no próximo ano.

Não há o que se discutir em relação ao extraordinário trabalho desenvolvido por toda a área de gestão em finanças, onde está se colocando o clube “nos eixos”,  como se fala popularmente. E a prova disso é o orçamento.

Pelo andar da gestão o otimismo para 2019 é excepcional, sobretudo pela boa perspectiva de 2018.

Mas temos que ter o cuidado, no futebol, pois se não tivermos um bom 2018, certamente não haverá 2019.

Essa é uma realidade que pode ser até cruel, mas não podemos incorporar em nossos espíritos um avestruz, enterrando a cabeça sob a terra para fugir dos problemas.  

Vamos esperar que o Presidente Abad reflita, seja democrático e ouça àqueles que estão à sua volta e que não são inimigos, dando chance maior aos grupos para um debate sadio e construtivo para que se posa sempre lutar pela perenidade do Fluminense.

À benção, João de Deus.     

 

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