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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 19 jan 2018
Boa Vista para o Inferno (por Eduardo de Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Bacaxá, Saravá, Oxalá.

Fiquei um tempo afastado para não me exceder, não ultrapassar os limites. Como tricolor apaixonado, é difícil ficar calado diante dessa sucessão de equívocos. E aconselho a vocês: segurem dois minutos, quando você estiver irado, antes de falar ou escrever. Tem surtido efeito.

Ontem e anteontem foram meus Dias de Fúria e hoje escreverei de forma serena. Tentarei.

Assisti de camarote, ano passado, à sessão de um melodrama. Vamos lá:

1) Compra do Robinho no meio do ano. O Fluminense comprou um atacante de um time que disputa a Segunda Divisão, absolutamente desconhecido, pelo valor próximo a 4 milhões de reais. Poderia até ser uma aposta para os nossos olheiros – vesgos – que contrataram Romarinho, Lucas e por aí vai. Todavia, há um detalhe: devíamos salários e direitos de imagem aos nossos jogadores. Como contratar se devíamos? Como? Como? Como? Imaginem o climão no vestiário e nos treinos. E, coincidentemente, logo após a contratação do todo poderoso Robinho, o Fluminense despencou na tabela (ainda mais) e foi desclassificado na Sul-Americana.

2) Não sei em qual gestão o Fluminense firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público envolvendo a questão dos ingressos, proibindo a cessão para torcidas organizadas. O fato é que não é toda hora que uma entidade firma um TAC, ou seja, não se pode alegar desconhecimento. Para surpresa de todos, o nosso Tricolor virou personagem das páginas policiais. Como advogado criminal, posso dizer que delito não houve, mas desrespeito ao TAC sim. De se destacar que a decisão de ceder os ingressos, repito, desobedecendo ao TAC, não passou pelo Jurídico. Se eu estiver errado, me corrijam. Isso não é gestão moderna e compartilhada.

3) Debandada geral, dispensa de oito jogadores. Concordo com a política de reduzir despesas. Esses contratos loucos firmados (não pelo atual presidente), de prazo longo, valores surreais e com atletas em final de carreira, precisavam ser extirpados. Eu, como vocês, sou sócio do Fluminense. Um Marquinho da vida não poderia mais usar o nosso dinheiro (como sócios) para frequentar restaurantes caros, ter carro luxuoso, sem jogar. No entanto, qual o critério utilizado? Dispensar o zagueiro Henrique, quando saía na imprensa o interesse do Corinthians? A política agora é rasgar dinheiro? Estamos ricos? Henrique era moeda de troca. Inteligência emocional, senhores. Vamos agir com inteligência. Do mesmo modo, acho que Cavalieri era uma moeda de troca, moeda essa lançada para o ralo de Álvaro Chaves. Ressalte-se que, mais uma vez, o Jurídico não foi ouvido. Se eu estiver errado, me corrijam. Isso não é gestão moderna e compartilhada.

4) A forma como foram dispensados esses atletas é deplorável, sem contato pessoal. Fluminense é fidalguia. Ninguém tira isso de nós. Jogador não é objeto. Cavalieri não merecia isso, por exemplo.

5) Scarpa. Lembro bem que, logo após o encerramento do Campeonato Brasileiro, esse jogador estava sendo almejado por vários clubes. E tínhamos a dúvida de negociar ou não (entre a Cruz e o Scarpa). Era o momento, a meu ver, de pagar todas as pendências com ele, pois era iminente a sua saída. Consequência: esse jogador, ingrato e malandro, entrou com uma ação. Esse jogador tinha ciência de que o Clube pagaria nesse mês de janeiro. O Scarpa Sperto escapou e ingressou na Justiça Trabalhista. Acho que o Jurídico opinou, antes de esse jogador entrar com a ação, no sentido de pagar tudo. Se eu estiver errado, me corrijam. Isso não é gestão moderna e compartilhada.

6) Após sair na imprensa que esse jogador entrou com ação, o Clube efetuou o pagamento, antes de ser citado formalmente pela Justiça Trabalhista. Só um detalhe (que soubemos depois): o pagamento não foi integral. Como assim? Ou quitava tudo antes de ser oficialmente citado, demonstrando a boa fé, ou não pagava nada. Erro gravíssimo. Gravíssimo! Acho que o Jurídico opinou pelo pagamento integral. Se eu estiver errado, me corrijam. Isso não é gestão moderna e compartilhada.

7) Comunicação zero. Declarações infelizes. Na mídia, somos a Geni do Chico Buarque. Jogando pedras.

Citei casos emblemáticos. Há outros.

Merece aplauso a atitude de tentar profissionalizar o Futebol, trazendo Paulo Autuori. Merece aplauso a ação de reduzir as despesas, cortar os gastos e colocar nas Pastas pessoas altamente qualificadas. Merece vaia a reiterada postura de não compartilhar a gestão. Ninguém é dono da verdade. Ouvir é uma arte. Humildade também. Há tempo para mudar, se quiser.

Não falarei sobre o jogo contra o Boavista. O título fala por si. Teatro dos horrores. Se não contratar, se não tiver ousadia, iremos para o fundo do poço. Arrisque. Sem medo de errar. Como Francisco Horta fez ao contratar Rivelino. Ouvir é uma arte.

Encerro dizendo: há de se lamentar esses covardes, travestidos de tricolores, atacando pelas redes sociais (twitter) pessoas honradas, que dedicam seu tempo por puro amor ao Clube. Discursos rasos, baixos, com ofensas pessoais gratuitas. Essas amebas querem fazer política já agora. Não são positivos. Não dão solução. Só criticam. Tenham cuidado para não ofender a honra alheia. Muitos já estão ricos usando o Fluminense. Outros querem enriquecer. O restante é aproveitador de plantão, buscando curtidas virtuais em detrimento da nossa paixão chamada Fluminense.

(Quero deixar claro que o texto acima são considerações pessoais, não refletindo, de forma alguma, a posição do grupo do qual participo)

 

Deixadinhas:

- 2018 é o ano do Romarinho!;

- Quem quer pegar uma zaga lá no Flu? Tem que ter mais de 17, menos de 55 anos; pesar abaixo de 150 kg; mais de 1,60m; ser distraído e ser parceiro do atacante adversário.

 

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Jorge Gonçalves - 19/01/2018 às 11h18
O que parece a um torcedor com eu, não sou sócio, é que há uma verdadeira guerra política no Flu. O Departamento Jurídico sempre foi orgulho dos tricolores e inveja dos adversários. A inveja é tanto que usam a tática de elogio até saturar para provocar efeito contrário. "Clube do Tapetão". O DJ sempre exigiu o cumprimento da lei. Mas é justamente desse departamento onde estão ocorrendo as maiores incompetências. Esqueceram (EPA!!!!) da ação do Levir e incentivaram indiretamente jogadores citados no artigo a entrarem com ação na justiça. Se é a melhor iniciativa, pois evita problemas futuros, que isso seja esclarecido. Tipo: não houve acordo amigável com os jogadores e como há discordância a respeito de direitos, vamos deixar que justiça decida. De fora, sugere "fogo amigo". Quanto ao time não existem mais Flavios e Rivelinos, é treinar e exigir que façam o básico: cruzamentos certos, marcação do adversário e não a bola, passes para frente no meio-campo e deslocamentos dos atacantes. CHEGA DE ERROS DE PASSES!!!! TRÊS TOQUES: RECEBE, DOMINA E PASSA!!!! ELES NÃO CONSEGUEM RECEBER E PASSAR!!!!!
ST
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