HOME|EM FOCO|Heleno Sotelino|Um ano muito difícil (por Heleno Sotelino - "Renovação e Oxigenação")
  • Heleno Sotelino
    Heleno Sotelino
    Carioca do Jardim Botânico, advogado, imperiano, membro fundador do MR21 e, acima de tudo, tricolor de coração!
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por Heleno Sotelino • 08 jan 2018
Um ano muito difícil (por Heleno Sotelino - "Renovação e Oxigenação")

Todos sabemos e concordamos que a situação financeira do Fluminense dificulta muito qualquer perspectiva de um ano glorioso, contudo, não há de se deixar de reconhecer que todos os esforços estão sendo envidados para sanear as finanças do clube.

Inegável também as mudanças estruturais na área de governança investindo na profissionalização dos diversos setores e se organizando de forma moderna e dentro dos padrões necessários de gestão.

Também não há como deixar de reconhecer que a caótica situação financeira com que nos deparamos não foi criada nesta gestão e é oriunda da política sem qualquer planejamento da gestão anterior, principalmente com a vice-presidência de futebol ocupada por holofotes e sem qualquer compromisso com a perenidade do Fluminense, além de que tínhamos, quem não se lembra, verdadeiros desfiles de alguns empresários dentro do clube.

Em verdade, já na época da Unimed, o futebol do Fluminense foi inflacionado, a ponto de terem acontecido as loucuras feitas pelos administradores posteriores, ainda na gestão da Presidência que antecedeu à atual, com gatilhos salariais, aumentos monstruosos, contratos longos e a criação de situações que inviabilizariam qualquer gestão que viesse a seguir.

Alguns jogadores foram comunicados de que o Fluminense não contaria com o serviço deles para a temporada 2018. Uma decisão meramente administrativa e que tinha – e tem - a finalidade de equilibrar as finanças do Departamento de Futebol e com a economia a realizar poder formar um time competitivo.

É certo que a forma com que foi feito o ato, principalmente no que se refere à sua comunicação, está errada. Muito errada. Mas isto mais uma vez mostrou quão desencontrado é este setor vital com a realidade do clube em relação a seus torcedores.

Claro que a presença na lista do nome de Diego Cavalieri chocou um pouco a torcida. O nome de Henrique já era esperado por ter seu custo-benefício alto demais e o de Marquinho também. Porém, nossos torcedores de redes sociais saíram em defesa do meia, que até então era execrado pelo seu alto salário e pouco ou nenhum rendimento.

Contradições à parte, esqueceram nomes como Robert, Wellington Silva lateral e o indefectível Arthur, jogador contratado de forma obscura, logo após ter feito sua única partida pelo clube, quando, por sinal, teve uma ação desastrosa. A atitude de ter uma substancial economia é exatamente para que se evite atrasos em salários, como em casos atuais, inclusive o polêmico caso de Gustavo Scarpa que se mostra, no mínimo, sem cabeça e mal assessorado.

Eu disse “no mínimo”.

Não quero me alongar neste tópico, mas a atitude do nosso “camisa 10” cheira a aliciamento.    O que não dá, também, é vermos a bipolaridade de nossos torcedores que o vaiavam estrepitosamente agora colocarem-no como santo e vítima em toda essa história.

Isto tudo, entretanto, vem ao encontro do que quero dizer nesta pequena crônica.

O futebol não vai bem.

Tivemos um 2017 ruim, muito ruim. Não me dou por satisfeito por ter simplesmente ficado na Série A.   

Sou tricolor. Quero mais!

Enquanto a gestão propriamente dita mostra-se bastante eficaz, não temos o mesmo padrão de eficiência em nosso Departamento de Futebol.

O planejamento mostra-se “capenga” e embora a contratação de Paulo Autuori seja uma bola dentro, não há como negar que foi feita em cima da hora, assim como a nomeação do novo VP de Futebol, o que deu pouco tempo para planejar, demonstrando que as decisões correntes começaram a ser tomadas por quem já estava lá, o que nos remete, conceitualmente, a erros já cometidos no ano passado.

Mas ainda há tempo.

O Fluminense tem que ousar. Não falo aqui de contratações mirabolantes, mas não podemos, em contrapartida, ter o elenco deficiente que se apresenta para 2018.  

Lembrando que equipes de menor investimento tiveram resultados muito melhores durante o ano passado, com elencos limitados e com orçamento menor. Mas se planejaram. Traçaram metas, almejaram.  

Sabemos que 2018 será difícil e que todo o planejamento financeiro visa mantermos o nariz fora d’água para em 2019 nadarmos em águas seguras.

Mas repetimos: caso 2018 seja ruim, não haverá 2019.

Fica o alerta.

Vamos para 2018 lembrando que somos o FLUMINENSE FOOTBALL CLUB. Não somos clube pequeno. Somos gigantes.

E como gigantes vamos partir pra cima e lutar.

Mas precisamos de melhoras.  

Já!

2018 será um ano difícil. Muito difícil.

À bênção, João de Deus! Estamos precisando.

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden