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    Carioca do Jardim Botânico, advogado, imperiano, membro fundador do MR21 e, acima de tudo, tricolor de coração!
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em foco • Por Heleno Sotelino • 23 fev 2018
O Fla-Flu do Pantanal (por Heleno Sotelino – “Renovação e Oxigenação”)

Eu poderia começar aqui dizendo que o meu Fla-Flu foi o de 1969, aquele dos 3x2, do Flávio Minuano, que gerou a famosa crônica de Nelson Rodrigues chamada “Chega de Humildade”.

 

Inesquecível.

 

Mas poderia também dizer que foi o Fla-Flu do temporal, aquele de 1973 com o Show do Manfrini e do Bode Atômico. Campeões até debaixo d’água.

 

Marcante.

 

Porém, como deixar de citar como o meu Fla-Flu o de 1983, quando, com o radinho no ouvido,  aos 45 minutos do segundo tempo, ao responder ao repórter de campo sobre a “eliminação”  do Tricolor, ouço o técnico Carbone vaticinar ao trepidante: “o jogo ainda não acabou”.    E no lance seguinte, Doalcei Camargo narrava o milagre do gol inesquecível de Assis. Quem estava eliminado era o clube da Lagoa.

 

Lembrança eterna.

 

O Fla-Flu do ano seguinte também poderia ser o da minha vida. Como não lembrar do Caçador de Urubus Aldo servindo ao Carrasco Assis como se estivesse colocando a bola em sua cabeça com a mão. A precisão cirúrgica de um cruzamento que dava o Bi ao Fluminense e consagrava o Carrasco Assis.

 

Recordar é viver.

 

Mas como não ter na mente a emoção de ver a barriga de Renato Gaúcho quebrar nosso jejum de nove anos e ainda por cima estragar o centenário do clube de remo? História viva. O gol de barriga de Renato jamais sairá da lembrança de todos os tricolores vivos ou mortos.

 

Eternamente na memória.

 

Ainda tivemos outros marcantes. Como esquecer que uma semana depois do Carnaval, em vez de samba tivemos a dança do Créu marcando para sempre um Fla-Flu? Dá-lhe, Thiago Neves!    Eterna raiva da torcida rival. O Fla-Flu 100 anos, com gol do Fred. O mesmo Fred que fez um gol de voleio, cuja imagem marcante fica até hoje como um símbolo da mística do maior clássico do mundo. Enfim... vários são os meus Fla-Flus.

 

Mas qual Fla-Flu não é inesquecível?

 

Talvez o Fla-Flu da minha vida seja o de amanhã. Sim, isso mesmo, o Fla-Flu do Pantanal.

 

É estranho que num campeonato carioca tenhamos a Taça Guanabara decidida no Espírito Santo.

 

Estranho ainda que o maior clássico de todos seja jogado no Pantanal Mato-grossense.

 

Dirão os lorpas e pascácios que os clubes precisam de dinheiro e lá garantirão um bom cachê que certamente não os fará ter prejuízos como se os jogos fossem realizados no Maracanã ou no Engenhão.

 

Mas isso reflete uma dura realidade.  Inadmissível ver que os dois gigantes de nosso combalido futebol carioca não têm estádios. Não têm casa.

 

Claro que, em meio a estes jogos já existe um movimento de torcedores, aproveitando que no próximo ano teremos as comemorações do centenário do Estádio das Laranjeiras, no sentido de revitalizá-lo. É claro que o Fla-Flu não seria lá.

 

Mas isso é apenas um reflexo de que com a volta de seu estádio, um estádio “pra chamar de seu”, certamente a quantidade de sócios torcedores seria fatalmente aumentada e qualquer jogo seria atrativo. E sócios compareceriam com mais frequência.

 

Mas outra causa preocupante é, sem dúvida, o combalido campeonato carioca que marca jogos de clubes grandes para tardes de dias úteis, como se a torcida não trabalhasse. Jogos desacreditados com times medíocres e em demasia, afastando o torcedor que não demonstra interesse por um campeonato, se não de cartas marcadas, mas de finais vaticinadas e previsíveis.

 

Mas o Fla-Flu do Pantanal pode ser uma boa oportunidade para nossa garotada mostrar que temos um time para competir. Sei que não é o time dos sonhos e muito menos um time apto a disputar de igual para igual o campeonato brasileiro sem que possamos afirmar que não existe o risco de um indesejado rebaixamento.

 

Mas um time que vem subindo de produção, com jogos em que estamos vendo dedicação dos jovens jogadores e que pode nos dar alegria.

 

Que não nos iludamos, claro, mas que torçamos pelo sucesso de um time que tem bons valores e que vai honrar a camisa do Fluminense.

 

Onde aquela camisa estiver sabemos que vamos estar enfrentando nosso maior rival com cabeça erguida e tendo deles o respeito de estarem jogando contra o clube que mais vezes o derrotou em finais.

 

Vamos pra cima, Fluzão!

 

Não nos assustemos com o rival. O  Pantanal é nosso!

 

Vamos ganhar e lembrar sempre os Fla-Flu’s que insistem em nos trazer alegrias e fazer de nossas mentes os salões de festas que sempre vivenciamos.

 

Até no hino deles estamos em cima.

 

É o “Ai Jesus”.

 

À benção, João de Deus!

 

 

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