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    Carioca do Jardim Botânico, advogado, imperiano, membro fundador do MR21 e, acima de tudo, tricolor de coração!
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em foco • Por Heleno Sotelino • 05 abr 2018
Quem sabe faz a hora... A hora de dizer “BASTA”! (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Quando resolvemos aderir à coalizão que participou da eleição da chapa Somos Fluminense em 2016, foi resultado de um momento de muita reflexão em saber o que era, naquela época, melhor para o futuro do clube, além de muita disposição em saber o que teríamos de enfrentar, até entre os nossos, mas que este sacrifício seria em prol da perenidade tricolor.

Eu e os componentes do MR21 fomos xingados, achincalhados, chamados de vendidos, não só pelos adeptos das outras candidaturas, mas também por parte da torcida que aderiu a esse pensamento e o fez de forma como se não compreendesse o sacrifício daquele momento e que todo o grupo pensava não em cargos, mas no Fluminense como um todo.

Evidentemente quando existe uma coalizão política há uma tentativa de se equilibrar a participação dos diversos grupos formadores. E assim foi feito, cabendo a nós algumas cadeiras no Conselho Deliberativo. Em verdade, dentro de um grande bloco de apoio e com a presença de quatro representantes nas Vice-Presidências, chegou-se a acreditar que a gestão compartilhada impulsionaria uma gestão moderna e eficaz ao nosso clube.

Ou melhor: chegou-se a acreditar que a gestão seria compartilhada.

Aliás, é importante que não se olvide que em nenhum momento da campanha o candidato da situação apresentou qualquer plano de gestão, sequer estabelecendo metas, sempre utilizando o discurso de seu grupo político de que o antigo Presidente saneara todas as dívidas e que a gestão caminharia em paz, com time competitivo e que representaria uma continuidade do que seu grupo achava que estava dando certo.

Somente surge um plano de gestão exatamente quando da coalizão. E o plano de gestão era o nosso. Sim, o MR21 tinha uma plano de gestão, coisa que nenhum dos três candidatos apresentara de forma concreta.

Quando da apresentação das contas do ex-Presidente Peter Eduardo Siemsen era evidente que a situação terrível na área financeira originava-se das nefastas administrações deste e de seus responsáveis pela gestão do futebol desde a saída da patrocinadora, deixando um legado tenebroso de contratos irreais, gatilhos salariais impensáveis, gastos injustificáveis e dívidas roladas para a futura gestão, tudo isso no sentido de tornar seu balanço superavitário e quem viesse depois que se virasse para resolver os problemas.    

Votamos em peso pela rejeição das contas, mas na sessão tumultuada que foi, abriu-se um painel claro em nossos olhos. Estávamos diante de um grande teatro, uma verdadeira farsa cujos protagonistas eram os responsáveis pela situação precária e que continuavam fazendo ouvidos moucos para as vozes que reclamavam e para os fatos que eram mais cristalinos do que água.

E para nossa decepção, o Presidente Pedro Abad, Presidente do Conselho Fiscal na gestão Peter Eduardo Siemsen pugnava pela aprovação das contas. Deve-se lembrar, ainda, que para ele foi colocado que compactuando com a situação encontrada estava “passando recibo” de uma gestão temerária, mas impávido continuou como se nada tivesse acontecido.

Se fôssemos escrever aqui todas as decepções, provavelmente estaríamos nos alongando muito e este modesto texto teria muitas páginas.    

Notávamos que todos os planos de governança e gestão eram sempre dificultados. Aliás, é importante que se frise que todos os atos nessa área partiam dos Vice-Presidentes do Unido e Forte em total antítese ao marasmo dos demais VP’s do grupo político do Presidente e seus aliados que em nada evoluíam.   

Comunicação horrível, futebol claudicante, muito abaixo das tradições tricolores, só faziam revolta nos torcedores e, no íntimo, nós como torcedores que somos, também nos revoltávamos.

Engolíamos as atitudes do Presidente e de seu grupo político em homenagem às brilhantes atuações de nomes como Diogo Bueno, Sandor Hagen e Cacá Cardoso, que punham seus nomes e seus currículos profissionais em jogo e faziam um trabalho de modernização e inteligência nas áreas financeiras e de governança;  com a chegada do grande Advogado Miguel Pachá para exercer a Vice-Presidência Jurídica esse quadro melhorou mais ainda, já chegando com vitórias nessa área que parecia abandonada, pois tínhamos então um Vice-Presidente que sequer comparecia às reuniões do Conselho Diretor. 

Mas o que dizer de ter querido o grupo do Presidente jogar a culpa das atrapalhadas dispensas dos jogadores no final de ano nos VP’s do Unido e Forte, simplesmente para isentar a culpa de quem realmente o fez?  

Enfim... Coisas erradas se multiplicavam e misteriosamente eram defendidas pelo Presidente que em não raras vezes dizia que tinha a caneta e que o regime é presidencialista.

Marcelo Teixeira? Intocável! Samorin? Caixa Preta. Comunicação? É muito boa e satisfaz o Presidente.

A propósito. O que faz Fernando Simone no Fluminense? Verdadeiro deboche e afirmação do autoritarismo.

Mas a reunião de 26 de março último no Conselho Deliberativo foi a confirmação de que vivemos uma verdadeira farsa, um verdadeiro teatro, na verdade uma pantomima de péssimo gosto. O Presidente Abad mostrou de forma arrogante que não enxerga ninguém à sua frente, quer fazer o que quer e conseguiu que apenas o seu grupo político servisse de claque,   aplaudindo a tudo o que falava, tendo, inclusive, subliminarmente tentado induzir a incitações contra o VP Cacá e contra o VP Pachá,  sendo imediatamente rechaçados por estes que mostravam claramente onde estava a verdade.

A hora é de dizer BASTA!

A hora é de dizer CHEGA!

Chega de fazer do Fluminense o clube que pertence à meia-dúzia. Chega de compactuar com erros do passado e continuar errando. Chega de achar que o Fluminense é o resultado de uma gestão autoritária, ineficiente e de interesses dessa mesma meia dúzia que quer se perpetuar no poder.

E para nós chega de dizer “Amém”.

Sou um dos fundadores de um grupo político que nasceu para pensar e mudar o Fluminense. O MR21 tem em seu nome a palavra “renovação” e a palavra “oxigenação” em seu lema. Não aceitamos e repudiamos táticas políticas torpes e o uso político do clube. Não aceitamos a prática do “quem manda sou eu”.

Faço questão, aqui, de dizer que estamos e estaremos apoiando sempre o bloco Unido e Forte e caminhando junto com os nossos representantes no Conselho Diretor, Cacá, Diogo, Sandor, Pachá e Idel, e no Conselho Deliberativo, sempre em prol do Fluminense.

Faço questão, ainda, de afirmar que quando julgarmos que o Presidente Abad ou qualquer membro de seu Conselho Diretor ou coligado fizer algo de positivo, aplaudiremos e jogaremos juntos. Mas quando julgarmos que a coisa não é boa criticaremos. Mas quando a coisa for irregular não nos calaremos e estaremos lutando com todos os nossos canhões contra aquilo que sempre combatemos em outras gestões e que não queremos mais ver em prática no Fluminense.

Estaremos, juntos com o bloco Unido e Forte, combatendo, lutando, pugnando pelo bem do Fluminense, pela perenidade do Fluminense, enfim, sempre pelo Fluminense.

E não por pessoas.

Aqui vai o nosso “Basta!”.    

Na qualidade de membro fundador do MR21 – MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO 21 DE JULHO quero declarar aqui formalmente minha concordância e solidariedade com meu grupo político que não mais apoia a forma de gestão capitaneada pelo Presidente Pedro Abad. Aplaudimos e apoiamos sim os Vice-Presidentes e Conselheiros do Unido e Forte. Mas não mais acreditamos no Presidente Pedro Abad e em seu grupo. Em suma, estamos fora da gestão Pedro Abad.

Na verdade, jamais estivemos dentro.

Não somos Abad. Somos Fluminense.

 

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