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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 24 abr 2018
Richard e os novos guerreiros (mas é preciso contratar) (por Eduardo de Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Hoje não é dia para falar de política. Hoje não é dia para reclamar. Hoje não é dia para exigir gestão compartilhada. Hoje não é dia para tentar compreender a saída do zagueiro Henrique para o Corinthians, que, ao invés de recebermos uma justa compensação financeira (como sempre acontece), pagamos pela saída dele. Henrique recebe duas vezes: do atual empregador e do “rico” Fluminense. Ok. Desculpa, desculpa... Hoje não é dia para fatores extracampo.

Júlio César, Renato Chaves, Gum, Frazan, Ayrton, Richard, Jadson, Sornoza, Marcos Jr., Pedro, Pablo, Douglas, Luan (dessa vez, Gilberto não entra), Abel e Leomir. Parabéns. Domingo honraram a nossa camisa. O suor e a alma de vocês ficarão eternizadas em nossa memória. Acordamos com orgulho de dizer: somos Fluminense, somos diferentes. Justificaram o símbolo de guerreiros, há anos, olvidado. Apesar de – e isso merece ser grifado – um elenco enxuto e limitado, que precisa ser encorpado urgentemente. Não vamos nos iludir, por favor, para não nos decepcionarmos lá na frente.

Não nascemos para exercer a função de coadjuvante, de cumpridor de tabela. 

Não nascemos para empatar partidas e comemorarmos.

Não nascemos para jogar como time pequeno.

Sempre fomos protagonistas. Sugiro a Abel que, durante a semana, apresente a sala de troféus aos – quem sabe – novos guerreiros para eles terem a dimensão da nossa grandiosidade, pioneirismo e passado de glórias. Acompanhei somente a partir dos anos 80 e poderia citar inúmeros exemplos de raça e superação. Éramos chamados de timinho em razão de, no papel, termos jogadores sem griffe e, dentro de campo, leões, honrando as três cores, famintos pela vitória. Talvez o “time de guerreiros” atual – apelido carinhosamente dado em 2009, que encantou o Brasil, com aquela arrancada milagrosa na fuga exitosa do rebaixamento – seja o “timinho” lá do passado. A essência é a mesma. Espírito de luta, força, brio e vontade. E foi isso que vimos no domingo.

Destaque especial para a torcida Tricolor que ajudou a suprir o homem a menos durante praticamente toda partida, após a justa e infantil expulsão do lateral Gilberto, aos 15 minutos do primeiro tempo. Foi preciso o grito do torcedor. E, em paralelo, a alma e doação dos atletas. Deu certo (sempre dará).

Com um a menos contra o poderoso Cruzeiro (elenco caríssimo), Abel inteligentemente manteve Renato Chaves, colocando-o na direita. Nosso treinador sabia que o jogo aéreo defensivo seria importante no decorrer do jogo. Gum teve atuação perfeita. Frazan foi batizado (guerreiro). Ayrton bem defensivamente, no entanto, hesitante no ataque, sempre no último lance. Precisa confiar no seu futebol, pois é bom de bola e essencial ao time e ao esquema.

Prosseguindo, Jadson foi participativo, atuou em todos os setores. Tentou ajudar o Sornoza na criação, mas parece não ser o seu ofício principal. Já o equatoriano, apesar de não ser brilhante, empenhou-se ao máximo. Exerce praticamente sozinho a armação das jogadas. E foi dele o cruzamento do gol.  Marcos Jr. (gosto dele), com um a menos, sacrificou-se.  Pelo lado direito, atacou, defendeu, tentou trocar passes. Cansado, foi substituído por Pablo, que errou praticamente tudo, entretanto, ajudou na marcação, auxiliando a Renato Chaves. Pedro desempenhou bem o seu papel: fazer gol. Queixo de Deus. Bom pivô. Arriscou. Tentou (e conseguiu) tabelas. Evoluirá.

Reservei um parágrafo especial para Júlio César. A gente não percebe, mas, provavelmente, tem treinado com empenho e de forma correta. Progrediu. Mais seguro. Confiante. Saídas de bola corajosas. E operou um milagre aos 50 minutos do segundo tempo. Que defesa. Que reflexo.

O segundo parágrafo especial é reservado para Richard. Que jogador. Alto, ágil, é o nosso leão de chácara. Marca com elegância, evitando a falta. Protege a zaga. Protege os laterais. E sabe sair jogando. Calmo, cabeça erguida, é, atualmente, quem melhor representa o Retorno dos Guerreiros. Se mantiver essa toada, irá longe.

O terceiro e último parágrafo especial é do Abel. Acertou em todas as substituições e foi feliz ao manter Renato Chaves na lateral direita. Méritos ao nosso comandante pelo esquema montado com três zagueiros, dando liberdade aos alas. Deu solidez ao sistema defensivo, tão sofrido no ano pretérito. Recomendo não utilizar esse esquema em todos os jogos. Dependendo do adversário, podemos abrir mão dos três zagueiros, adiantar a marcação e ser mais ofensivo. Deixo para o nosso treinador – nosso ótimo treinador – essa incumbência. Estamos em ótimas mãos.

Como é bom não falar de política e tão somente debater o que se passou dentro das quatro linhas.

* * *

Formamos um elenco enxuto e limitado. Vejo o Fluminense desse ano bem mais competitivo; jogadores com disposição, vontade e gana para vencer. Mas é pouco. É preciso contratar. E que seja urgente. Faltam, hoje, um meio campista ofensivo e um atacante de qualidade (João Carlos, além de desconhecido, aparentou ser lento e sem habilidade contra o Corinthians). Gostei das vindas de Luan Peres (bom zagueiro) e Douglas Moreira (armador promissor), o primeiro da Ponte Preta e o último do Criciúma. No entanto, como disse linhas acima, é insuficiente.

Não temos mesmo vocação para figurante, papel de segundo escalão. A nossa história é de Clube vencedor, ator principal. E não adianta trazer jogadores no final do campeonato. Não vamos cometer o mesmo erro do passado. Caso contrário, a heroica vitória de domingo de nada servirá, ficará no passado, esquecida, como ato isolado. Sejamos inteligentes. Tornar o que aconteceu anteontem como um marco, a redenção, o NOVO FLUMINENSE. Vamos nos reforçar, ousar, ter criatividade. Abad, sugiro tomar um cafezinho com Francisco Horta, nosso eterno presidente. Além de ótimo papo, tem experiência e audácia. Sei que vivemos épocas de vacas magras (financeiramente), mas um risco calculado é válido. Vivemos de emoção, somos clube de futebol. A torcida ficou entusiasmada com a dedicação dos nossos atletas. Com a vinda de um craque – garanto –, o Maracanã ficará lotado. A torcida merece esse presente!

Novos guerreiros, obrigado pelo domingo. Que seja sempre assim.

 

Deixadinhas:

- 8 minutos de acréscimo foi um exagero. Não é comum no futebol brasileiro. Houve várias paralisações. 5 minutos estariam de bom tamanho. Será que o árbitro agiria assim apitando na casa do Corinthians, Flamengo, Grêmio ou Palmeiras? A resposta vocês sabem;

- Gostei do Abad se posicionar após o jogo (finalmente). Mas que também apareça nas derrotas;

- Precisamos de um representante firme na Federação e na CBF. Não podemos nos curvar. Temos que nos impor, gritar, protestar para não sermos prejudicados. Sugiro o nome de Raul Raposo para tal cargo;

- Gilberto, que sirva de lição. Os seus companheiros correram por você e pela sua infantilidade;

- No programa “É Gol”, do SporTV, ao mostrar o placar do jogo, colocaram o escudo do Fluminense de cabeça para baixo. Com escudo não se brinca, se respeita! Aguardo um posicionamento da diretoria e uma reação enérgica;

- Novamente, parabéns Miguel Pachá e Cacá Cardoso. Scarpa e Palmeiras não esperavam ter pela frente uma equipe de advogados tão competente. Os advogados do fugitivo têm procurado a mídia, no desespero. Nosso silêncio, nesse momento, é eloquente. Nossa fala é nos autos;

- Essa coluna hoje limitou-se a exaltar o futebol dos Novos Guerreiros. No futuro, falarei sobre o (correto) posicionamento da Flu 2050 sobre os recentes acontecimentos;

- Eterno Gum Guerreiro.

 

 

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Victor - 25/04/2018 às 07h33
Assino embaixo em quase tudo! Só um comentario que eu vejo em muitos textos e discordo demaaais: ser ofensivo ou defensivo nada tem a ver com o esquema tatico adotado. Voce pode ter um time no 3-5-2 muito mais ofensivo do que um time montado na retranca no 4-2-3-1
Responder
Gabriel - 09/05/2018 às 14h21
Concordo, o posicionamento dos laterais em campo q define se o time será ofensivo ou defensivo.. é simples... isso permite uma variação dentro do mesmo jogo...
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