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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 24 ago 2018
MEMÓRIA TRICOLOR - Cláudio Adão, a estreia em Petrópolis (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

Há exatamente 38 anos, neste dia, pela segunda rodada do Estadual, o Fluminense enfrentou o Serrano, equipe de Petrópolis, em sua casa. O jogo foi realizado no estádio Atílio Marotti.

Um casal amigo e sua filha menor, que moravam no meu prédio, iriam visitar parentes em Minas Gerais, partindo naquele domingo. Aproveitei a carona, que foi muito bem-vinda, pois eu ficaria na própria cidade serrana, trajeto natural para o interior mineiro.

O Passat dos amigos subia célere a BR-040. Meu plano na Cidade Imperial era comprar antecipadamente a passagem de retorno ao Rio, almoçar no Centro e ir com calma para o local do jogo.

Ao chegarmos, agradeci-lhes a gentileza e fui ao terminal rodoviário. Com o bilhete de volta garantido, li o jornal com calma, indo depois almoçar, traçando o tradicional bife com fritas e o famoso chope escuro. Cheguei ao estádio com boa antecedência e ao comprar meu ingresso, notei a boa expectativa da torcida.

Cláudio Adão, nosso centroavante, iria fazer sua estreia, trazendo com sua fama de artilheiro, esperanças de título. Nelsinho, o técnico, montara uma boa equipe, naquele ano de 1980, com nove jogadores já formados na nossa base, além do meia Gilberto, que veio do Atlético Goianiense. O time foi escalado assim: Paulo Goulart; Edevaldo, Tadeu, Edinho e Rubens Galaxe; Deley, Gilberto e Mário; Robertinho, Cláudio Adão e Zezé.

O quadro adversário da camisa azul estava disposto a fazer boa figura na competição, aproveitando-se principalmente dos seus mandos de campo.

Com a camisa Tricolor, nosso time contava com o apoio de mais de sete mil torcedores. A disposição do time local, bem como as más condições do gramado, foram severos obstáculos que foram transpostos com alguma dificuldade, pois a violência foi a tônica da partida.

Mário e Gilberto, os motores do time, além de Zezé, eram "caçados" em campo. O próprio Gilberto teve que ser substituído por Cristóvão, após sofrer forte pancada na cabeça.

Adão correspondeu e agradou, marcando todos os nossos gols, na vitória por 3 a 2.

Quem viu, viu.

Já na Rodoviária para regressar ao Rio, ouvi um torcedor, que também voltava, "profetizar":

- Os grandes clubes terão dificuldades aqui...

Sábias palavras.

 

TOQUES SUTIS

- Em jogo-chave, quase no fim do campeonato, o próprio Serrano, o "Azulão Exterminador", eliminou os remadores da Lagoa com um gol de Elimar Cerqueira, o famoso Anapolina.

- Na decisão do título, no fim do ano, o Fluminense foi o Campeão, derrotando os remadores da colina por 1 a 0, gol de Edinho.

- Cláudio Adão foi o artilheiro da competição, com 20 gols.

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Luiz Guilherme Siqueira - 13/09/2018 às 15h25
Delícia de texto! Saudações tricolores!
Responder
Edgard. - 14/09/2018 às 13h02
Caro Luiz Guilherme,
Grato pelas palavras. Aguarde outros textos de "Memórias".
Abraços.
Saudações Tricolores!
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