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    Rafael Castro
    Empresário Carioca de 35 anos, entusiasta pela forma mais contagiante de externar sua paixão: apoiar o FFC na arquibancada! Filho de tricolores, marido de tricolinda e pai de tricolouco. Amante de qualquer crítica construtiva que eleve o nome do Fluminense ao patamar que nos trouxe a Taça Olímpica, com fidalguia, a garra dos guerreiros e a sede de títulos dos gigantes.
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em foco • Por Rafael Castro • 24 out 2018
Hora de ser raiz, como o bloco! (por Rafael Castro - “Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos”)

Olá, Guerreiros!

Domingo não consegui acompanhar nosso Fluzão no estádio e, como normalmente meu lugar não é o sofá e sim a arquibancada, pude aproveitar para colher outras observações e sentimentos.

Na primeira delas, logo no pré-jogo, vejo o Sr. Abad ser o primeiro a descer do ônibus na chegada da delegação. Não sou contrário à proximidade entre gestor e elenco, mas fiquei refletindo sobre qual seria a interpretação dos jogadores diante do fato, tendo ali um “patrão” sem palavra, que não cumpriu as promessas de pagamentos, que foi covarde com seus companheiros de grupo, demitindo-os por telefone ou recado (Cavalieri, Henrique, Marquinho...), que contratou “Cabezas”, “De Amores”, “Kayke”, entre outros, estando os demais com salários atrasados, que viaja com a delegação pelo Brasil e pela América do Sul às custas do clube, enquanto funcionário que ganha salário mínimo passa necessidades básicas com salários atrasados.

Refleti também sobre o que passa na cabeça deste sujeito, que deve ter sua “cara de pau enaltecida”. Enquanto esperávamos que ele estivesse chegando ao estádio com um grupo seleto de empresários com potencial para “patrocinar” o único grande clube do Brasil sem patrocínio máster, com representantes de clubes do interior e/ou exterior dispostos a uma boa parceria com um clube com a vitrine do FFC ou até mesmo para se sentar em algum camarote e não atrapalhar um bom ambiente, ele estava ocupando um espaço que, mesmo diante de tantas falhas dele e de seu grupo na gestão, ainda funciona (guardadas as devidas proporções). 

Ainda antes de a bola rolar, eis que surge a notícia da ausência do Léo. Já torci a face esperando o desastrado Norton, mas logo em seguida foi confirmado Igor Julião. Apesar de limitadíssimo, este jogador, também criado em Xerém, é jogador da posição, treina com o grupo há meses, mas segundo o Marcelo Oliveira, não tinha condições de jogar contra os Urubus. A mesma incoerência foi vista com Daniel, que nem no banco ficava, mesmo sendo o único substituto do Sornoza em todo elenco e atualmente com o Calazans. A mesma incoerência que temos com o Airton no banco, mesmo não entrando. Se está “bichado”, por quê é colocado à disposição? Se está bem, por que não teve outra chance após ficar inativo, depois de boa sequência?

Com a bola rolando, um Fluminense, no papel, muito abaixo do Galo, mas na prática bem superior taticamente e na vontade.

Qualidade técnica já sabemos que é sofrível em muitos momentos, mas é inegável que covardia só apareceu em poucos jogos, e infelizmente justamente contra os urubus.

É justamente sobre este aspecto que todos os tricolores devem se apegar para encarar as batalhas que temos nos próximos dias. FLUMINENSE é clube grande e vive de títulos, mas vive também da sua identidade, do seu pioneirismo e da beleza, em todos os sentidos, da sua torcida.

Quando acima mencionei um “time que funciona” (guardadas as devidas proporções), é obvio que estou tripudiando da nossa história e dos belos times que já vestiram nossa armadura. No entanto, com um pouco de crítica lembraremos de times fantásticos que nada ganharam e de times guerreiros que levantaram taças. É justamente nisso que precisamos nos concentrar nas próximas semanas. Todos nós sabemos o nome do câncer instalado no FFC e como devemos combatê-lo. Todos nós sabemos que nosso goleiro vai fazer uma linda pose em determinada defesa, mas vai falhar grotescamente em algum momento; Todos nós sabemos que o Gum vai tropeçar nas próprias pernas; Todos nós sabemos que o Richard terá um devaneio ao se confundir com Falcão, tentar sair jogando e errar um passe que provocará um contra-ataque dos caras; Todos nós sabemos que o Marcelo Oliveira perderá a coerência em dado momento; Todos nós sabemos que nossos atacantes são... esforçados! Mas é o que temos, guerreiros. É o que esse grupo que vem destruindo o FFC nos proporciona! Mas temos acima de tudo jogadores que estão se entregando com quatro meses de salários atrasados. Temos acima de tudo caráter em campo e uma vontade enorme de vencer esta Sul-Americana, de classificar o FLU para a Libertadores.

Criamos o hino do “Eu acredito” em 2009 e a mídia posteriormente deu os créditos à torcida do Galo; Criamos o “time de guerreiros” e hoje vejo outras torcidas comprando a ideia.

Este pioneirismo está no “DNA” do FFC. Este lema de acreditar e transformar jogadores limitados em Guerreiros já faz parte da nossa identidade e vejo claramente que precisamos muito resgatar este sentimento nos corações de cada tricolor. De 24/10 até o último jogo da temporada é para jogar junto, extrair o melhor dos nossos e fazer o adversário tremer!

 

Curtinha:

O pessoal do “DNA”, do nosso maravilhoso marketing, não sabe, não tem interesse em saber, já que o assunto em questão não tem nenhuma bandeira política e não gera nenhum lucro momentâneo, mas está surgindo o 1º bloco oficial da torcida tricolor no RJ. O Bloco Minha Raiz já é uma realidade e na sua primeira feijoada, o sucesso foi enorme. No próximo sábado, 27/10, às 13h, teremos a 2ª Feijoada, que acontecerá na quadra da Alegria da Zona Sul (Frei Caneca, 239), com a entrada social de apenas 1 lata de leite em pó (ou R$ 10,00), Prato de Feijoada por R$ 15,00 e diversas atrações (Grupo de Chorinho, Bateria, Passistas, Roda de Samba, espaço kids, Telão para acompanhar Santos X FLU...). Indico o evento para todos os amigos. Além de ambiente família e com a diversão garantida para todos os gostos, é uma iniciativa que realmente eleva o nome do Fluminense perante uma festa que movimenta o Turismo do RJ, o Carnaval! Enquanto isso, nosso presidente está pegando carona no ônibus para chegar ao Engenhão, mesmo sendo “persona non grata” diante de todos os jogadores, funcionários, sócios e demais torcedores “não Flusócio”.                       

Rafael Castro

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