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Artigos • Por Paulo-Roberto Andel - Panorama Tricolor - Foto: Nelson Perez - Fluminense F.C. • 10 ago 2017
E o mundo não se acabou... (por Paulo-Roberto Andel - Panorama Tricolor)

Terminado o primeiro turno, a campanha do Fluminense faz pensar e refletir.

Se ainda está longe dos sonhos tricolores – o que é natural, pois quem torce pelo Fluminense ou o dirige não pode mirar em nada que não seja o topo, ainda que com realismo, planejamento e serenidade -, também não foi o desastre anunciado por certa escumalha eleitoreira desde o começo de 2017.

Um time que não aproveitava tantos jogadores da base ao mesmo tempo desde o já distante ano de 1980, sem um craque como Cláudio Adão desta vez.

O Fluminense terminou a primeira fase do Brasileirão em nono lugar, a dois pontos da zona de classificação para a Libertadores. Para mero efeito de comparação, nosso rival da Gávea, louvado e purpurinado 24 horas por dia em manchetes e chamadas, obteve apenas uma vitória a mais do que nós (tendo cinco vezes mais receita).

Mesmo com todos os inúmeros problemas no decorrer da competição (falta de dinheiro, contusões graves, a impossibilidade de se repetir escalações, o banco de reservas com alternativas escassas, a tragédia envolvendo o querido Abel), o Tricolor poderia tranquilamente ter ficado mais à frente. Recordo de dois lances nos clássicos regionais que nos custaram pelo menos três pontos: os gols sofridos quase no final das partidas contra Vasco (2 a 3) e Flamengo (2 a 2). A mera questão de maturidade e atenção teria resolvido a parada. Acontece. É um time jovem que, aos poucos, começa a tomar forma de gente grande.

Concluindo: com mais três pontos, o nosso nono lugar passaria a quinto.

Do quinto colocado até o vigésimo, o Fluminense foi o time que perdeu menos jogos no primeiro turno.

Ok, também empatamos demais. A quantidade de vitórias precisa ser ampliada, claro: temos apenas seis. Mas é interessante ler que, tirando os quatro primeiros colocados, nenhuma equipe venceu mais de oito jogos, o que mostra o equilíbrio do certame, onde as colocações às vezes são distantes por detalhes.

Nunca é demais lembrar: poucos times seriam capazes de manter uma campanha mediana diante de tantos problemas.

Continuamos precisando de reforços, tudo ainda é cedo demais e o segundo turno deve ser encarado com seriedade máxima, visando a eliminação mais rápida possível de qualquer susto a respeito da zona de rebaixamento, para depois visar os passos maiores que todos queremos. O título é impossível, mas estar na Libertadores em 2018 não. Diante do caos financeiro que o clube tem atravessado, é de se considerar uma pequena vitória esta simples perspectiva.

Hora de juntar bons sentimentos, colaborações e dar o empurrão que o Fluminense precisa para ir mais longe. E de mandar a politicagem para seu habitat natural: a merda.

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Grandes clubes como Botafogo, Vasco, Atlético Mineiro e São Paulo (estes dois últimos com disponibilidade financeira muito maior do que a nossa) terminaram atrás do Fluminense na tabela do primeiro turno do Brasileirão.

Ao Alvinegro, cabe a desculpa relativa do time misto, dado ainda estar em outras frentes, como a Libertadores e a Copa do Brasil. Não é o caso do Cruz-Maltino e nem do time do Morumbi.

Eliminado ontem da Libertadores, onde esteve longe de brilhar, o Galo parece sentir certos problemas internos, parecidos com aqueles que o torcedor mais atento do Fluminense percebeu noutras temporadas tricolores.

O dinheiro é fundamental, mas nem sempre constrói. E nem todo mundo é por dentro o que parece ser por fora: a maioria costuma ser muito pior.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

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