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Na Mídia • Fonte: GloboEsporte.com - Foto: AP • 05 dez 2017
Longe da Libertadores e alívio na reta final: como foi o Brasileirão do Flu

A perspectiva do copo meio cheio ou do copo meio vazio ajuda a avaliar o desempenho do Fluminense no Brasileirão. Se for levado em conta apenas o elenco com poucas contratações e recheado de garotos, o resultado é aceitável. A história do clube e a expectativa do torcedor, porém, remetem a um produto abaixo do desejado.

O fato é que, projetando 2018, o Tricolor precisa melhorar. Mesmo tendo o jogador que mais deu assistências (Gustavo Scarpa, com 12) e o artilheiro (Henrique Dourado, com 18), sofreu ao menos um gol em 33 dos 38 jogos (86%). Tamanha irregularidade fez a equipe de Abel Braga terminar em 14º, com 47 pontos, um aproveitamento de 41%.

A meta de classificar para a Libertadores ficou longe, e o alívio de escapar da Série B só ocorreu na reta final. O time fez seis contratações e sofreu com lesões (atuou em um jogo com oito jovens da base). O ano ainda teve o título da Taça Guanabara, vice do Carioca e eliminação da LDU na Sul-Americana.

 

Jogo chave: Fluminense 2x0 Ponte Preta

A sequência indicava três jogos sem vitória. O medo do rebaixamento, faltando duas rodadas para o término do campeonato, aumentava. Então, ganhar da Ponte Preta no Maracanã significou o alívio da permanência na Série A.

Verdade que não foi uma grande atuação. E que também teve a contribuição da expulsão de Naldo, aos 30 minutos do primeiro tempo. Porém houve paciência e competência para fazer o resultado, com gols de Douglas e Henrique Dourado.

 

Melhor jogo: Fluminense 2x1 Atlético-MG

Foi com show da dobradinha Scarpa e Dourado que o Flu fez uma das melhores atuações no campeonato. Nos dois gols do Ceifador, o camisa 10 deu assistência. A partida foi difícil, mas o Tricolor controlou a maior parte do tempo.

Com o resultado, o Flu alcançou pontuação de G-6. E criou a expectativa de classificação para a Libertadores. O que acabaria por não acontecer...

 

Pior jogo: Fluminense 1x2 Sport

Tudo bem que foi o jogo seguinte à garantia matemática de permanência na Série A. Porém, a apresentação diante do Sport irritou o torcedor. Abelão chegou a dizer que, se ele estivesse na arquibancada como torcedor, teria "xingado mais".

O primeiro tempo foi sonolento, com o time pouco vibrante. Scarpa esteve apagado e, com isso, o time nada produziu. No segundo tempo, apesar do esforço, não teve competência para empatar.

 

Jogador que decepcionou: Orejuela

Orejuela chegou com o cartaz de, no ano anterior, ter chegado à final da Libertadores com o Independiente del Valle. O bom futebol o fez titular da seleção do Equador, que liderou as Eliminatórias Sul-Americanas por um bom tempo.

Depois de um Carioca regular, o volante caiu de produção. Foi pouco produtivo ofensivamente. A adaptação ao primeiro ano de Brasil foi dificultada pelo fato de ter um problema pessoal: a doença da mãe. Perdeu a titularidade e deve até deixar o clube - negocia empréstimo com a LDU. Não fez gol em nenhum dos 48 jogos.

 

Melhor jogador: Henrique Dourado

Henrique Dourado marcou 32 gols no ano, 18 deles no Brasileirão. Foi o artilheiro do campeonato, liderou o time cheio de jovens. Respondeu com trabalho às críticas do ano passado. E virou referência da torcida, com a comemoração estilo "ceifador".

Ficou dois gols distante do melhor desempenho de Fred, que marcou 34 vezes em 2011. Dourado também foi destaque fora de campo, ao visitar torcedor que sofria de câncer.

 

Revelação: Wendel

Wendel surgiu e explodiu. O volante, com força física e qualidade, encheu os olhos da torcida. Verdade que na reta final da temporada, após a venda ao PSG estar acertada verbalmente, teve a atenção chamada por Abel por atraso a um treino. Mas o saldo é positivo.

Foi titular a maior parte do ano, aproveitando também a brecha da lesão de Douglas. Marcou sete gols em 58 jogos. Na última partida da temporada, marcou um lindo gol.

 

Ah se a gente tivesse esses pontos...

Em ao menos cinco jogos, o Fluminense sofreu gol nos minutos finais. Pontos que afetaram o desempenho. Porém, em um deles, a desatenção custou caro. O empate em 2 a 2 com o Vitória, em Salvador. O gol de Kanu aos 48 minutos pôs fim ao triunfo que poderia recolocar o time no campeonato.

Depois de ganhar do Atlético-MG, no Maracanã, o Tricolor alcançou pontuação de G-6. Na partida seguinte, perdeu para o Vasco. Mas ainda estava perto da turma de cima. E aquele gol de Kanu pôs tudo a perder...

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