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Debate • Fonte: Grupo Político FLU+ • 07 dez 2017
Maturidade e compromisso com o Fluminense (Grupo Político FLU+)

Somos um GRUPO POLÍTICO. Ponto.

Como tal, devemos ter a imensa maturidade de compreender os problemas enfrentados pelo Fluminense neste ano: contratos longos de jogadores com salários elevadíssimos; a depressão econômica que assola o nosso país e que dificulta a obtenção de patrocínios robustos e a complexa dinâmica das “heranças nefastas” administrativas, que dificultam a “decolagem” da administração atual. São problemas que qualquer grupo Político, com “P” maiúsculo, compreende.

Todas as dificuldades acima apontadas são, de fato, tensões. Mas as críticas não podem ser por elas amainadas. Afinal, encontra-se na presidência do nosso clube alguém que, durante a gestão passada, presidiu o Conselho Fiscal. Isto faz com que seja surpreendente o desconhecimento que o grupo político que está no poder tinha da situação que “herdava”. O discurso, quando o problema do déficit veio à tona, era o de que “não sabíamos”, “não tínhamos noção”. Mas o referido grupo político já prestava suporte à presidência anterior! Qual o papel fiscalizador que o Conselho Fiscal e o referido grupo realizaram na gestão passada? Nenhum? Se sim, algum “mea culpa” deveria ter sido feita, mas isto jamais ocorreu.

Foi neste preciso contexto que o presidente atual assumiu, depois de ter feito promessas de toda ordem durante a campanha, e não conseguindo cumprir nenhuma, decepcionou totalmente a nossa torcida. E assumiu, por conseguinte, todas as complexidades já aqui narradas. Complexidades estas que, se não eram de conhecimento de seu grupo político, deveriam sê-lo. Afinal, repita-se: o grupo do qual o presidente faz parte prestava suporte ao presidente anterior. Fato.

A situação dificílima das finanças do clube gerou uma inegável dificuldade de se formar uma equipe competitiva. Agregada a esta natural dificuldade decorrente da calamitosa situação financeira, houve péssimas escolhas no comando do futebol. Não fosse o grande tricolor Abel Braga (hoje já confirmado pelo Presidente Pedro Abad como nosso técnico para 2018), tem-se a convicção de que o caldo de cultura a) time fraco; b) sem comando diretivo; c) muito jovem; e d) com salários cronicamente atrasados, seria devastador. O time claudicou e, embora não tenha, jamais, passeado pelo temido Z4 (como cantado em verso e prosa pela diretoria), com ele flertou. E flertou muito. O jogo contra o Grêmio foi o ápice.

E aí, chegou-se ao desespero. Desespero de quem vê a “vaca indo pro brejo” às carreiras...  Desespero de um tricolor de arquibancada (e o nosso presidente o é, inegavelmente), que, compreensivelmente, não suportaria ver, sobre si, um novo e fatal rebaixamento. Eis aí o contexto de um ato que, embora eivado de boas intenções, foi péssimo para a imagem do nosso clube, e que desaguou nos conturbados fatos da última semana.

Chega-se, então, ao ponto decisivo: a atitude do presidente do Fluminense. Repita-se para que fique claro: é bem possível que o ato de disponibilizar ingressos gratuitos e transporte para as torcidas organizadas tenha sido feito de boa fé. Mas não se pode fugir de alguns pontos relevantes: 1) havia TAC e este foi descumprido?; 2) quais são as consequências nele previstas?; e 3) no que isto pode respingar na instituição FLUMINENSE? O presidente, no mínimo, foi pessimamente assessorado.

Os fatos dos quais se têm ciência até o momento não parecem indicar a necessidade de impedimento do presidente. Reitera-se, aqui, o comprometimento com o resultado das urnas que sagrou vencedor quem se encontra, atualmente, no poder. Mas é indiscutível que figurar nas páginas policiais gera danos significativos à imagem do mandatário e, sobretudo, à da instituição. Por isso, alguns compromissos precisam ser adotados, de público, pelo presidente: 1) as decisões, polêmicas ou não, precisam, sim, ser tomadas conforme as instâncias administrativas do clube; e 2) o discurso de profissionalismo na administração do clube não se compadece com decisões tomadas à sorrelfa. A transparência é essencial, e canais de comunicação eficientes, com os conselheiros, com os sócios, com os nossos torcedores e com o público em geral, são fundamentais neste processo.

Por fim, e o mais importante: o desenrolar dos acontecimentos e a adequada verificação das consequências da desesperada conduta do presidente do clube no episódio da semana passada é que, de fato, ditarão se a posição pela permanência da atual presidência, até o término do seu mandato, será mantida.

O compromisso do nosso GRUPO POLÍTICO, a FLU +, será, sempre, o de primar pela estabilidade institucional. Até agora, tal estabilidade significa, ainda, a permanência do atual presidente. Este panorama, contudo, pode ser modificado, a depender da conduta, daqui para frente, do presidente, bem como das consequências em relação à instituição, do fornecimento gratuito de ingressos e transportes às torcidas organizadas.

Para encerrar, espera-se que em 2018 o Presidente Pedro Abad tome as decisões acertadas para fazer com que se tenha um ano digno da grandeza do Fluminense Football Club.

Nós, da FLU+, continuaremos atentos e críticos responsáveis, preocupados sempre em ver o nosso clube bem administrado e vitorioso.

SOMOS A FLU +!!

 

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HECTOR - 07/12/2017 às 21h33
somente os verdadeiros TRICOLORES tem coragem de se expor mostrando a cara, por um FLU sadio, sou FLU+
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