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Na Mídia • Por Felipe Siqueira e Hector Werlang - GloboEsporte.com – Foto: Nelson Perez – Fluminense F.C. • 12 jan 2018
Henrique fora, Cavalieri na Justiça... Como andam os oito casos de rescisão no Flu

Foi uma quinta-feira movimentada nos bastidores do Fluminense. Henrique conseguiu a rescisão com o clube na Justiça, enquanto Diego Cavalieri trilha o mesmo caminho. Eles são os principais nomes do grupo de jogadores que o Tricolor decidiu liberar para 2018, com o objetivo de reduzir a folha salarial e evitar atrasos.

Além deles, fazem parte da lista: Marquinho, Robert, Artur, Wellington Silva (lateral), Higor Leite e Maranhão. A ideia era buscar um acordo amigável e combinar um modo para o pagamento da rescisão. O clube tenta reduzir em média em 50% os valores a serem pagos, negociando à vista ou parcelado. Mas nem todos os casos estão sendo resolvidos amistosamente. O GloboEsporte.com conferiu o andamento de cada um:

 

Henrique

O caso de Henrique sofreu uma reviravolta nos últimos dias. O zagueiro de 31 anos está apalavrado com o Corinthians e até outro dia as conversas para obter uma rescisão amigável com o Tricolor, com quem tinha vínculo até fim de 2018, caminhavam.

Com o Timão oferecendo R$ 300 mil de salários, a proposta era que o Flu parcelasse um valor de rescisão por 12 meses. Desse modo, os ganhos do jogador girariam em torno dos mesmos R$ 450 mil que recebia no Rio.

No entanto, o staff de Henrique perdeu a paciência com a demora do clube das Laranjeiras em dar uma palavra final. Com o início dos estaduais se aproximando, seus advogados, Breno Tannuri e André Ribeiro, entraram com um pedido de liminar na terça-feira requerendo a rescisão unilateral alegando atraso no pagamento do FGTS, com base na Lei Pelé. O pedido foi aceito na quinta e o jogador conseguiu a liberação. Será anunciado nos próximos dias pelo time paulista.

O Flu terá que pagar os vencimentos atrasados ao jogador. Além disso, pelo artigo 479 da CLT, o clube também terá que arcar, a título de indenização, com metade da remuneração a que o jogador teria direito até o término do contrato. O valor da causa pedido pelos advogados é de R$ 9.126.399,97.

 

Cavalieri

Assessorado pelos mesmos advogados de Henrique, Diego Cavalieri buscou o mesmo caminho do zagueiro e entrou na Justiça nesta quarta-feira para requerer a rescisão com o clube e receber os valores atrasados, além de indenização. O goleiro de 35 anos, que tem contrato com o Tricolor até o fim de 2019, não quer deixar de receber um centavo do que tem direito.

Jogador com mais história dentre os nomes da lista, o campeão brasileiro de 2012 foi o que mais se indignou com a situação. Achou desrespeitoso o modo como o clube conduziu a situação e não gostou de ter sido avisado perto do início da reapresentação, dificultando sua realocação a tempo de pegar o início de uma pré-temporada em outro clube.

Inclusive, quando Cavalieri foi buscar seus pertences no CT do Fluminense na semana da reapresentação, Pedro Abad estendeu a mão, mas o goleiro se recusou a cumprimentar o presidente, como noticiou a coluna “De Primeira”, do “UOL”. É possível que Diego consiga, já nesta sexta-feira, uma decisão a seu favor.

 

Marquinho

Marquinho é outro caso delicado para o Fluminense. O meia de 31 anos sofreu uma grave lesão no joelho direito no fim de 2017 (rompimento total do tendão patelar), precisou operar e ficará ao menos seis meses longe dos campos. Desta forma, o meia tem dificuldades para acertar com outro time.

Com contrato válido até julho de 2019, o jogador é outro que deseja receber o que tem direito e não tem chegado a um acordo com o clube. O médico Rene Abdalla, que realizou as duas cirurgias no joelho do jogador, se colocou à disposição para fazer o tratamento do atleta fora do Flu.

 

Wellington Silva

As conversas com o lateral-direito Wellington Silva também estão em andamento. O Fluminense fez uma proposta de rescisão, mas os números não agradaram. O staff do jogador tem interesse em chegar a um denominador comum com o Tricolor, mas admite dificuldades na negociação. Para dificultar a situação, o atleta de 29 anos também está machucado - se recupera de uma lesão muscular, o que dificulta adiantar um acerto com outro clube. Seu contrato é válido até o fim de 2018.

 

Robert

O meia de 21 anos, que chegou a ser emprestado ao Barcelona B em 2016, passou pelo Boavista no começo do ano passado e fechou a temporada no Fluminense. Tem contrato até janeiro de 2020. O Tricolor fez uma proposta de rescisão e, na próxima segunda-feira, o atleta se reunirá com representantes do clube para apresentar uma contraproposta. Ele foi sondado por clubes do Brasil, como Boa Esporte e Paraná.

 

Higor Leite, Maranhão e Artur

Nos outros três casos, o Fluminense não tem encontrado dificuldades. O meia Higor Leite, de 24 anos, que tinha contrato até o fim de 2018, chegou a um acordo de rescisão e acertou com o ABC. Já Maranhão, de 27 anos, cujo vínculo com o Flu ia até maio de 2019, fechou com o Goiás. O Tricolor também tem conversas encaminhadas com o zagueiro Artur, de 27 anos.

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