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Debate • Fonte: Blog do Savioli - O'Tricolor.com - Foto: Mailson Santana - Fluminense F.C. • 08 mar 2018
Hora de tomar uma decisão arriscada (Blog do Savioli - O'Tricolor)

Amigos, amigas, o jogo de ontem, embora não pareça, teve um grande mérito. Foi mais um bom teste para o Fluminense de Abel Braga. Os outros foram: Flamengo, Avaí e Botafogo.

Contra o Flamengo, o Fluminense esteve no auge de sua performance coletiva. Foi o que nos levou à goleada, não a fragilidade do Flamengo.

Contra o Avaí, o Fluminense esteve abaixo de sua capacidade física e coletiva, mas não foi só isso que nos levou à derrota. O time do Avaí também é qualificado coletivamente.

No jogo de ontem, contra o Vasco, típico time de meio de tabela no Campeonato Brasileiro, bem treinado por Zé Ricardo, o Fluminense foi melhor, criou mais oportunidades, sofreu pouco na defesa e, mesmo assim, esteve, mais uma vez, abaixo de sua melhor performance coletiva.

Falhamos muitas vezes na saída de bola, não por entregá-la nos pés dos adversários, como aconteceu contra o Avaí, mas por termos que recorrer aos lançamentos aleatórios. Entendo que, em algumas situações, isso seja um recurso do jogo, assim como tivemos bom aproveitamento na segunda bola nas rebatidas do adversário. O problema é que isso aconteceu em demasia.

Outro problema, no meu entendimento, foi a dinâmica de marcação em nosso campo, sempre cedendo espaço para os meias adversários trabalharem. O Fluminense é melhor quando avança as linhas e dificulta a saída do adversário.

O ponto positivo foi Sornoza aparecendo três vezes como atacante, ainda que tenha perdido um gol feito no primeiro tempo. É isso. Precisamos de números para ter volume ofensivo.

Tudo isso serve para nos dizer que Abel não deve relutar em mandar a campo um time reserva para enfrentar o Nova Iguaçu. O time do Fluminense precisa é de treino. Só assim irá recuperar o excelente volume de jogo que nos levou a três goleadas consecutivas.

Na outra ponta, Abel poderá dar ritmo de jogo a atletas como Reginaldo, Frazan, Leo, Airton, Douglas, Dudu, Robinho, Luquinhas (olha ele aí!), Matheus Alessandro, Marlon Freitas e outros. Não acredito que com essas peças o Fluminense derrape diante do Nova Iguaçu. Se derrapar, porém, paciência.

"Ah, se nós perdermos para o Nova Iguaçu corremos o risco de ficar de fora da Copa do Brasil e das finais do Flamengão". Sim, corremos, mas aumentamos enormemente a nossa chance de passarmos adiante na Copa do Brasil, que é o mais importante. Se ficarmos fora da Taça Rio, das finais do Estadual e da Copa do Brasil é péssimo, pois perderemos um bom horizonte de receitas, mas, olhando pelo lado bom, teremos uma super nova pré-temporada, disputando apenas um jogo em mais ou menos cinquenta dias. Já imaginaram ter todo esse tempo de preparação e entrar no Brasileiro sobrando em relação aos demais? Sem contar os dois jogos contra o Potosi.

É evidente que precisamos evoluir na variável tática, particularmente na transição e no posicionamento defensivos, mas também é verdade que o jogo de ontem foi mais um a nos mostrar que temos um elenco capaz de nos proporcionar um ano sem sobressaltos, podendo até se tornar uma agradável surpresa.

Não sei se é correto dizer que precisamos de um zagueiro. Temos cinco no elenco, fora Aírton. O erro está em acreditar que para ter uma última linha com três homens precisamos ter lá três zagueiros. Não é assim. Podemos ter um zagueiro e dois volantes, dois zagueiros e um volante, dois zagueiros e um lateral etc. o importante é que essa última linha funcione.

Precisamos, sim, de um atacante de peso e pelo menos um meia que seja sombra para Sornoza. Acho que o Fluminense já compreendeu isso e não está disposto a disparar tiros à esmo. Vai buscar a oportunidade certa, mesmo que tenha que investir mais pesado.

Interessante o duelo tático de ontem. Zé Ricardo espelhou o esquema de Abel. Será que vira moda? O mais interessante foi o que aconteceu no segundo tempo. Tão logo Abel tirou Marcos Júnior do time, Zé Ricardo lançou mão da seguinte manobra: tirou um dos zagueiros e colocou Paulinho, um terceiro atacante no time, mudando a formação para o 4-3-3. Abel percebeu e também tirou um zagueiro, mas para colocar mais um meia, Douglas, dominando o meio de campo e tornando inútil a manobra do técnico rival. Aliás, se livrou, na mesma tacada, de Ibañez, que deve ter feito a pior partida de sua carreira.

Saudações Tricolores!

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Ivanilson Alves De Sales - 08/03/2018 às 14h44
Não deve poupar ninguém, Pois,treino é treino, jogo é jogo;jogo é pegada é adversario chegando junto, fungando no cangote, dando porrada, já treino não tem nada disso,é um jogo de cumpadres, ninguém com vontade,o nome já diz;TREINO.
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