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Debate • Por Cezar Motta - Sempreflu - Foto: Lucas Merçon - Fluminense F.C. • 12 mar 2018
Um Fluminense à deriva (por Cezar Motta - Sempreflu)

O Fluminense de hoje, ou melhor, os que comandam hoje o Fluminense, não respeitam o torcedor. E isso é transmitido de forma subliminar aos jogadores. Depois, têm a coragem e a desfaçatez de criticar a torcida, que com razão comparece pouco aos jogos.

O segundo tempo do Fluminense contra o Nova Iguaçu foi de matar de vergonha e de raiva todos os que se interessam pelo Fluminense. Não vou incluir todo o público porque só mesmo quem é fanático pelo Flu conseguiu aturar aquele espetáculo de desinteresse, de falta de vergonha, de antiprofissionalismo, de desídia, de descompromisso... Enfim, de canalhice.

Não preciso explicar, todos os que viram o jogo sabem a que me refiro. Os zumbis do Nova Iguaçu só não empataram o jogo porque já tinham desistido há muito tempo, mortos e agonizantes. O gol foi um acidente absurdo, uma falha inaceitável do Júlio César, em uma cobrança de falta ridícula.

Pode até ser que consigamos eliminar o Avaí na quinta-feira, mas a vergonheira do domingo não indica nada parecido. Jogadores sem vontade, preguiçosos, indolentes, que desistiram do jogo antes dos 20 minutos do primeiro tempo, quando o jogo já parecia decidido.

Difícil motivar o torcedor quando ele não é respeitado. Já sei que vão dizer que “não dava pra correr riscos físicos em um jogo decidido”. E quem pagou ingresso para ver um jogo de futebol, como fica?

Nosso time é como nossa diretoria: medíocre, burocrático, indolente, preguiçoso. E finalmente a notícia do dia: a Fifa está cobrando mais de R$ 4 milhões do Flu, porque Pinóquio Siemsem comprou Marquinho à Udinese em 2016 e não pagou. Que maravilha! Vamos atrasar salários de novo, sem dúvida.

Ou seja, Aguirre não veio porque o Flu deve à Udinese, só isso.

Erros em série, perda de jogadores com mercado sem qualquer compensação financeira, calotes acumulados, ausência em audiências judiciais. E muito, muito imobilismo, falta de imaginação, desídia, incompetência.

Tudo isso se reflete no desempenho do time, claro, e resulta em perda de credibilidade da instituição, deboche pela mídia que nunca gostou do clube, desinteresse progressivo da torcida, mesmo dos mais apaixonados.

Está difícil analisar qualquer coisa relativa ao Flu, acompanhar, escrever, comentar. E nossos amigos ligados à diretoria falam em “ódio”, em intolerância, acusam quem reclama de "fazer política".

Adaptam ao futebol o discurso do PT em defesa de Lula e Dilma. Falta de humildade e autocrítica, isso sim.

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